14/01/2026
🔴SOROTERAPIA NA PRÁTICA CLÍNICA: REFLEXÃO E ALERTA AOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM 🟤
A soroterapia, embora rotineira, é uma intervenção farmacológica potente. Ela não pode ser encarada apenas como "um soro gotejando", pois carrega riscos críticos quando o rigor técnico e científico é negligenciado.
A aplicação inadequada da soroterapia ainda é um grande problema na prática clínica. Temos pacientes que desenvolvem lesões renais tanto por desidratação quanto por hiper-hidratação, em função do descumprimento do processo de cálculo de gotejamento e monitoramento. Outros apresentam complicações metabólicas devido aos eletrólitos que constituem os soros, prolongando o tempo de internação e comprometendo diretamente a recuperação.
✔️ REFLEXÃO
Colegas de profissão, a administração de fluidos requer consciência clínica, não apenas execução mecânica.
✓O Soro é um Medicamento: Todo fluido intravenoso tem indicações, contraindicações e efeitos colaterais. Não trate a bolsa de soro como um item inofensivo.
✓Aferição Rígida do Balanço Hídrico: O controle de entrada e saída é a única forma de detectar precocemente uma sobrecarga que pode levar à falência renal ou cardíaca.
✓Cuidado com o Soro Fisiológico (NaCl 0,9%): O uso excessivo pode ser nefrotóxico devido ao alto teor de cloro. Fluidos balanceados (como o Ringer Lactato) são muitas vezes preferíveis, e cabe à enfermagem monitorar a resposta do paciente.
Vigilância do Gotejamento: O uso de bombas de infusão é o ideal. Na ausência delas, o cálculo manual deve ser conferido rigorosamente de hora em hora, e não apenas no início do turno.
Saiba que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose; na soroterapia, a dose é o volume somado ao tempo.
É fundamental que as instituições promovam treinamentos constantes e auditorias clínicas para garantir a segurança do paciente.
RacioEnf
Emergindo na Enfermagem