20/02/2026
Aos 17 anos, a canadense Anya Pogharian chamou a atenção da comunidade científica e da mídia internacional ao desenvolver um protótipo funcional de máquina de hemodiálise com custo estimado em apenas US$ 500, uma diferença expressiva em relação aos cerca de US$ 30 mil cobrados por equipamentos hospitalares convencionais.
A inspiração surgiu durante seu trabalho voluntário em clínicas de saúde, onde ela presenciou de perto o impacto físico e financeiro que a diálise impõe a pacientes com insuficiência renal crônica. Determinada a buscar uma alternativa mais acessível, Anya estudou manuais técnicos, pesquisou componentes de baixo custo e utilizou peças simples e recicladas para montar um dispositivo capaz de realizar o processo básico de filtração do sangue, mostrando que tecnologias médicas essenciais podem ser repensadas de maneira mais inclusiva.
A hemodiálise é um tratamento vital para pessoas cujos rins perderam a capacidade de filtrar adequadamente as toxinas do organismo. Segundo a International Society of Nephrology, mais de 2 milhões de pessoas recebem diálise regularmente no mundo. No entanto, estimativas apontam que milhões de pacientes deixam de ter acesso ao tratamento todos os anos, especialmente em países de baixa renda, onde equipamentos, infraestrutura e profissionais especializados são limitados.
Os te**es iniciais do protótipo indicaram desempenho comparável ao de máquinas tradicionais nos processos de filtração, o que sugere potencial para reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento. O projeto passou a despertar interesse em feiras de tecnologia, fóruns científicos e entre especialistas em saúde global, que enxergam na iniciativa uma possível solução para comunidades carentes ou regiões remotas com infraestrutura hospitalar restrita.
A proposta de Anya reforça como inovação, criatividade e compromisso social podem caminhar juntos na busca por soluções que salvam vidas.