18/02/2026
🧪 PCR vs Procalcitonina: Qual é melhor na Sepsis?
No contexto da prática clínica e laboratorial, tanto a Proteína C Reativa (PCR) quanto a Procalcitonina (PCT) são marcadores inflamatórios amplamente utilizados. Porém, apesar de muitas vezes solicitadas juntas, elas não significam a mesma coisa — e não devem ser interpretadas da mesma forma.
🔬 PCR (Proteína C Reativa)
A PCR é uma proteína de fase aguda sintetizada pelo fígado em resposta à inflamação, principalmente mediada pela IL-6.
📌 Características principais:
Elevada sensibilidade para inflamação
Sobe em infecções bacterianas e virais
Aumenta em traumas, queimaduras, cirurgias
Eleva-se em doenças autoimunes e neoplasias
Pico entre 24–48 horas
👉 Limitação: é pouco específica.Uma PCR elevada indica inflamação, mas não define a causa.
🧬 Procalcitonina (PCT)
A Procalcitonina é o precursor do hormônio calcitonina. Em indivíduos saudáveis, seus níveis são praticamente indetectáveis. Porém, em infecções bacterianas sistêmicas, sua produção aumenta significativamente em diversos tecidos.
📌 Características principais:
Maior especificidade para infecção bacteriana
Pouco elevada em infecções virais
Aumenta precocemente (2–6 horas)
Útil na avaliação de sepsis
Auxilia na decisão e suspensão de antibióticos
👉 Vantagem clínica: ajuda a diferenciar inflamação não infecciosa de infecção bacteriana sistêmica.
⚠️ Na Sepsis: Qual escolher?
A resposta correta é: depende do contexto clínico.
✔ PCR é excelente como marcador inflamatório geral.
✔ Procalcitonina é mais útil quando há suspeita de infecção bacteriana grave ou sepsis.
Em muitos protocolos modernos, a Procalcitonina é utilizada para:
Avaliar gravidade
Monitorar resposta terapêutica
Reduzir uso indiscriminado de antibióticos
🎯 Conclusão Técnica
📌 PCR = Sensível para inflamação📌 Procalcitonina = Mais específica para infecção bacteriana sistêmica
Nenhum exame deve ser interpretado isoladamente.O diagnóstico correto depende da integração entre dados clínicos.