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Já de volta desta que foi a minha terceira viagem a Alter do Chão/PA, a trabalho, junto aos indígenas.Alter sempre me su...
19/12/2025

Já de volta desta que foi a minha terceira viagem a Alter do Chão/PA, a trabalho, junto aos indígenas.

Alter sempre me surpreende com sabores, texturas, com suas novas possibilidades de enxergar o mundo.

E desta vez teve o choque de conhecer a deslumbrante Sumaúma, um verdadeiro monumento no meio da floresta. Essa árvore de raízes gigantes de fato fala com a gente, exala autoridade e nos afeta como que com um impulso de reverência, conexão e respeito. Alter não só me conecta com a Natureza, mas me lembra que eu sou parte indissociável dela.

Cheguei em Alter com o ombro machucado - quem sabe por vezes tentar carregar o mundo nas costas. Saí de lá com a leveza de ter reencontrado amigos queridos, enriquecida pelas histórias que ouvi. E, lá, sempre surge pra mim uma necessidade de humildade, por cada vez mais compreender que não temos todas as respostas, que precisamos exercitar a escuta, a curiosidade genuína e o respeito, quando pisamos no mundo no outro.

Nossa vida é esta teia interconectada de relações.
Nos relacionarmos pode ser nosso maior desafio, mas também é o que nos corregula, nos alimenta, nos amplia para além do nosso mundinho tão limitado. Sempre, sempre que vou ao Alter, lembro do que um professor budista chamado Chogyam Trungpa falava sobre trabalhar como um grão de areia: "Se você é um grão de areia, o resto do universo, todo o espaço, todos os lugares são seus, porque você não obstrui nada, não sobrecarrega nada, não possui nada. Há uma tremenda abertura. Você é o imperador do universo porque você é um grão de areia".

Ser imperador do universo porque você é um grão de areia. Repetir sempre para que eu possa incorporar esse ensinamento.

Eu acho crucial que a gente contemple a preciosidade e a impermanência da vida a todo instante. É assim que eu acredito ...
04/10/2025

Eu acho crucial que a gente contemple a preciosidade e a impermanência da vida a todo instante. É assim que eu acredito que podemos aproveitar, da melhor forma, o tempo que temos aqui.

Mas eu também tenho uma grande apreciação pelos rituais. Por datas, que, embora sejam só convenções, também nos ajudam a parar.

Parar para olharmos para coisas que, por mais que estejam ali imersas na nossa vida - e por parecerem tão garantidas, normalmente não valorizamos.

Parar para expressarmos o que sentimos, às pessoas. (É como se essas datas comemorativas abrissem rachaduras nas camadas de proteção ou de pura normalidade que vamos adicionando sobre nosso coração.)

Parar para fazermos acontecer os encontros que tanto adiamos. Porque celebração convida à presença, ao abraço.

No último dia 01 dei mais uma volta em torno do sol.
E me comove ter a chance de, nesta existência, ter tantas pessoas que eu amo à minha volta, com as quais eu me importo e que eu sei que se importam verdadeiramente comigo.

Me comove ouvir tanta palavra bonita. Me comovem os abraços. Me comovem os olhares de cumplicidade.

Minha nossa! Como me comove uma vida assim, genuinamente compartilhada.
Certamente é nisso que está a nossa salvação.

(Obrigada a todos que fazem parte desta aventura linda que é viver assim, rodeada de amor e parceria)

Há alguns dias, falei aqui sobre um dos extremos emocionais: a supressão.Hoje resgatei uma conversa que tive com uma pes...
04/09/2025

Há alguns dias, falei aqui sobre um dos extremos emocionais: a supressão.

Hoje resgatei uma conversa que tive com uma pessoa, durante uma viagem, para falar um pouquinho sobre o outro extremo: a reatividade.

E também como podemos explorar outras possibilidades.

Faz sentido pra você?



Tenho usado muita cúrcuma na cozinha, da pandemia pra cá, desde que ouvi dizer que a combinação dela com pimenta-do-rein...
27/08/2025

Tenho usado muita cúrcuma na cozinha, da pandemia pra cá, desde que ouvi dizer que a combinação dela com pimenta-do-reino tem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, ajuda no combate a infecções etc.

Durante aquele período louco, logo que voltei dos estudos no Nepal e resolvi ficar mais pertinho dos meus pais, em Maceió, ocupei muito do meu tempo escolhendo e usando os temperos que achava que seriam benéficos para que eles, de alguma forma, pudessem atravessar aqueles dias desafiadores com um pouco mais de força.

E estes dias estava pensando... como o uso de um tempero pode representar aquele cuidado invisível, que está ali pra promover o bem do outro mas que se dissolve, escondido, no meio da comida. A cúrcuma nunca é protagonista. É a atenção que não espera reconhecimento, que trabalha para o outro nos bastidores, sem a expectativa de aplausos. É o cuidado sem alarde, descolado deste nosso ego, sempre tão autocentrado e viciado em holofotes ou recompensas.

São muitas as lições que a cúrcuma tem pra nos ensinar.

A volta para São Paulo, desta vez, teve um gostinho especial: ontem foi dia de oferecer a primeira etapa do workshop, so...
13/08/2025

A volta para São Paulo, desta vez, teve um gostinho especial: ontem foi dia de oferecer a primeira etapa do workshop, sobre Inteligência Emocional, para profissionais da Astellas, empresa da indústria farmacêutica, em mais uma parceria maravilhosa com a

Sempre bate aquele friozinho na barriga antes de qualquer curso que ofereço. Um misto de ansiedade e alegria.

Mas sempre que eu chego nos lugares e vejo PESSOAS reais, despidas dos seus cargos, eu recarrego a minha motivação de seguir neste caminho. A cada evento, eu me encanto ainda mais por cada pessoa que encontro. Porque, neste percurso, eu nunca encontrei qualquer pessoa que eu não achasse interessante. Todos sempre me causam espanto e me ensinam algo.

Saio desses encontros lembrando do que disse Dominguinhos: "Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de tantas outras pessoas."

Ontem, por exemplo, saí de lá com uma ótima nova expressão que um participante trouxe, quando se referiu à reatividade quando estamos sob o efeito da raiva: "em vez de soltar o seu raio do Picachu no outro". 😂

Muitas vezes relações podem ser nossos maiores desafios. Mas é maravilhoso perceber que são elas que também nos salvam.

Um viva aos encontros. ❤️

"As pessoas geralmente falam sobre si mesmas a partir de uma postura mental estática como "eu sou uma pessoa raivosa", "...
07/08/2025

"As pessoas geralmente falam sobre si mesmas a partir de uma postura mental estática como "eu sou uma pessoa raivosa", "eu sou ciumento", "eu sou ganancioso".

Resumir nossa imensa complexidade a um perfil reduzido nos leva a pensar que nos conhecemos. Mas, na verdade, nós estamos perdendo a maior parte do que está disponível para ser conhecido.

Isso faz com que continuemos patinando em loops repetitivos, restringindo as opções de descobrirmos quem realmente somos nós."

- Yongey Mingyur Rinpoche, no livro "Apaixonado pelo Mundo"

Um dos grandes equívocos, quando se pensa em inteligência emocional, é restringir o tema a uma dimensão individual. Mas ...
29/07/2025

Um dos grandes equívocos, quando se pensa em inteligência emocional, é restringir o tema a uma dimensão individual.

Mas não dá para negar que, como seres sociais que somos, as circunstâncias externas e o ambiente têm influência direta no nosso bem-estar. E negligenciar esse aspecto é tratar, de forma restrita (e insustentável), uma questão que é multifatorial.

O impacto do indivíduo no ambiente e do ambiente no indivíduo. Precisamos lançar luz às duas coisas quando estamos, de fato, cuidando da saúde das pessoas e das instituições.

Nos últimos dias, tive a alegria de receber muita gente nova aqui no perfil. Resolvi trazer este carrossel na intenção d...
22/07/2025

Nos últimos dias, tive a alegria de receber muita gente nova aqui no perfil.

Resolvi trazer este carrossel na intenção de contar um pouco do meu percurso e do que venho fazendo nos últimos anos, depois de deixar o cargo público (além de viver, claro 🙂).

Meu contato está na bio, caso sinta vontade de trocar uma ideia.

E seguimos por aqui.

Resolvi começar a trazer um pouco mais do conteúdo que eu ofereço, por aqui. Não só com a intenção de mostrar mais do me...
18/07/2025

Resolvi começar a trazer um pouco mais do conteúdo que eu ofereço, por aqui. Não só com a intenção de mostrar mais do meu trabalho, como também porque acredito que ele pode ser de fato benéfico para quem me acompanha, como tem sido, pessoalmente, pra mim.

Hoje, falo um pouco sobre uma lógica que permeia o contexto do trabalho: associar o profissionalismo a um certo distanciamento emocional, a não se deixar afetar.

Mas será mesmo que o nosso mundo emocional é um inimigo a ser combatido ou evitado? Será que é de fato possível evitá-lo? E ainda: será que existe algum outro caminho viável?

Estas são as perguntas que me propus a responder neste carrossel. As trocas serão sempre muito bem-vindas.

Uma das perguntas que mais me fazem é como eu tive coragem de deixar a estabilidade de um cargo público para investir em...
15/07/2025

Uma das perguntas que mais me fazem é como eu tive coragem de deixar a estabilidade de um cargo público para investir em uma carreira incerta. E, de fato, talvez essa tenha sido uma das grandes decisões da minha vida.
Logo após me formar em Direito, segui um caminho tradicional: fiz uma pós-graduação e, em seguida, passei em um cargo público federal em São Paulo. Naquela época, a minha atuação jurídica se pautava muito nas teses, leis e processos. “O que não está nos autos, não está no mundo”. Essa era uma máxima do Direito que eu nunca questionava.
Mas, no fundo, sempre existiu um incômodo dentro de mim: uma vontade de tirar a venda daquela deusa romana Justitia.
Com o tempo, a minha vivência institucional foi revelando uma lacuna no ambiente do trabalho: a negligência quanto a questões emocionais e relacionais. E eu via que ignorar o humano em sua totalidade faz adoecer ambientes. E relações que evitam conflitos se desgastam.
Então eu quis ampliar minhas referências. Fiz formações como Mediação de Conflitos, Justiça Restaurativa e Comunicação Não-Violenta. Também entrei em contato com culturas que foram me trazendo possibilidades de outras formas de vida.
Até que participei de uma formação como instrutora do Cultivating Emotional Balance - CEB, na Itália, e logo decidi deixar o cargo público. Não como uma ruptura à minha formação jurídica, mas como uma forma de integrar todos aqueles conhecimentos, atuando como uma tradutora entre mundos que raramente se comunicam: o técnico e o humano, o institucional e o contemplativo, o acadêmico e o experencial.
Foi revolucionário compreender, por experiência direta, que qualidades como autopercepção, compaixão e regulação emocional são habilidades cultiváveis como qualquer outra. E que há ferramentas concretas pra isso.
Hoje ofereço educação socioemocional com palestras, cursos e jornadas, unindo embasamento, experiência e um compromisso com a transformação individual e institucional.
E foram as vendas da Justitia que me ajudaram a enxergar e a seguir esse caminho que, mesmo imprevisível, se sustenta por essa intenção quase inabalável de dividir essas boas notícias com todos aqueles que compartilham dessa visão.

Um pouquinho da sabedoria do Nego Bispo, falando do poder de sustentação da vida que é a comunidade e a nossa relação di...
29/05/2025

Um pouquinho da sabedoria do Nego Bispo, falando do poder de sustentação da vida que é a comunidade e a nossa relação direta de integração com o meio-ambiente.

"Quando a gente começa a fazer os trabalhos de pescaria, umas pessoas vão tirar os entulhos do poço, outras vão remendar o tarrafo, outras vão fazer café, outras vão pegar palha pra fazer as tapagens no rio para prender os peixes.

Num determinado momento, chega o mais velho e fala: "Ei, pessoal, está na hora de começar a pescar."
E aí a gente começa a pescar. Uns têm tarrafo, um vai guardar os peixes para o outro, outro vai tirando os peixes da tarrafa.

Em determinado momento, o mais velho fala: "Levantem aí suas enfieiras", que é um barbante onde prendemos os peixes. Aí a gente levanta as enfieiras e ele diz: "Vamos pescar mais."

Depois, pede novamente para levantarmos e diz: "Agora vamos parar a pescaria."

Eu geralmente reclamava: "Mas vai parar agora? Agora é que está bom, agora é que eu comecei a pegar o peixe!"

Aí o mais velho dizia: “É por isso mesmo que você vai parar. É porque você já pegou peixe suficiente. Nós devemos pegar apenas os peixes que nós vamos conseguir comer até a próxima pescaria. Porque o melhor lugar de guardar o peixe é no rio. Porque no rio ele continua crescendo e continua se reproduzindo. Então é hora de parar a pescaria.” E todo mundo parava.

Agora olha a cena linda: Aquela pessoa que te serviu o café, ela nunca pegou um peixe. Mas você chegava e retirava um pouco de peixe pra ela. Todo mundo tirava. Tinha vezes em que ela levava mais peixe do que quem pescou. Por que que ela levava mais peixe do que quem pescou? Porque a família dela era maior. Aí voce media o tanto de peixe que você levava não pelo tanto de peixe que você pescou, mas por conta do tamanho da sua família. Então isso é que é orgânico.”

A foto foi tirada na inauguração do centro comunitário do povo Borari da aldeia Karanã, em Alter do Chão/PA, que tanto me ensinou e me ensina sobre o poder de resistência e de transformação que o coletivo é capaz de proporcionar.

Das experiências gratificantes que meu trabalho me proporciona. ❤️

As últimas noites das terças-feiras têm sido cheias de insights e choros num curso que estou fazendo com a psicóloga ins...
14/05/2025

As últimas noites das terças-feiras têm sido cheias de insights e choros num curso que estou fazendo com a psicóloga inspiradora Ediane Ribeiro, que aborda a terapia informada sobre o trauma e a experiência somática.

Vem sempre aquela sensação de eu estar exatamente onde quero estar, naquele momento.

Aqui só um pouquinho do que ela tem nos trazido:

“A emoção vai se mostrando pra você na medida em que você aumenta a sua musculatura emocional. O que precisamos é entrar em contato com as sensações e emoções que o nosso corpo tem para mostrar, para manifestar. Tudo o que ele manifesta está correto. Então o processo somático não tem o objetivo de liberar uma emoção como o medo, a raiva, para que então eu possa sentir segurança no meu corpo. É o oposto: é construir essa segurança, esse continente de amparo, para que eu possa sentir qualquer emoção que precise se apresentar e possa cumprir a sua função.”

"Nesse processo, é fundamental termos autocompaixão: eu não preciso negar tudo o que me trouxe até aqui. As dissociações que utilizei foram uma resposta elegante para me proteger e atravessar aquela situação que passei, caso contrário não teria sido possível. Então a dissociação primária é protetiva. O problema surge quando nos fixamos a ela, quando deveríamos somente entrar nela e sair.

Mas o caminho da nossa relação com as emoções deve ser sempre pra frente, de ampliar nosso continente para vivermos todas as emoções, para que ganhemos essa musculatura, de forma que possamos viver o frescor do momento presente, possamos experimentar mais coloridos nas experiências que vivemos."

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