08/06/2022
💡 QUEBRA FIBRILAR.
A quebra fibrilar é uma lesão frequente na prática esportiva mas também após um esforço brusco quando a pessoa leva uma vida sedentária. Também é chamada de rasgo muscular, pois consiste na ruptura de mais ou menos fibras do que as que configuram o músculo. A sua gravidade dependerá do músculo e do número de fibras quebraram – ligeira, moderada ou grave –, o que também determina o tempo necessário para a recuperação – 8- 10 dias, 2-3 semanas ou mais de três semanas, respectivamente.
A ruptura fibrilar é geralmente causada por um alongamento excessivo do músculo, por uma contração muito brusca ou por um esforço que ultrapassa a sua capacidade. Afeta de forma mais comum as pernas como consequência de gestos explosivos e mudanças bruscas de velocidade, sendo os músculos mais frequentemente afetados os gêmeos, sóleo, isquiotibiais, adutores e o recto anterior do quadri. ceps.
Os sintomas são facilmente reconhecíveis:
- Dor repentina e intensa.
- Hematoma causado pela ruptura dos vasos sanguíneos adjacentes.
- Nos casos mais graves, pode ocorrer um bloqueio do movimento devido à contração dos músculos adjacentes.
Às vezes, dor intensa pode causar tonturas e suor frio.
Fatores de risco de ruptura fibrilar:
Embora, como já foi dito, seja uma lesão frequente na prática esportiva, seja por traumatismo ou por exercícios sem o devido aquecimento, existem outros fatores de risco que favorecem a quebra fibrilar:
-Sedentarismo: se não for feito exercício com assiduidade, enfraquece o tecido conjuntivo do músculo, assim as fibras podem ser quebradas com maior facilidade.
- Má circulação arterial e venosa: menos oxigênio chega ao músculo, este se cansa mais, acumula-se o ácido láctico e tudo isso torna mais propenso a quebrar.
- Doenças metabólicas: a mais significativa é a diabetes.
-Nutrição deficiente: os músculos ficam fracos e mais frágeis.
Tratamento da ruptura fibrilar:
O tratamento da ruptura fibrilar baseia-se essencialmente nos seguintes aspetos:
- Descanso: deixe a prática esportiva e caminhar o menos possível, de forma a evitar que a lesão se agrave com a quebra de mais fibras. Geralmente recomenda- se o uso de uma ligadura compressiva, mas que não impeça a mobilização do músculo.
-Aplicação local de frio: reduz a inflamação e acalma a dor. Gelo (nunca diretamente na pele) ou tiras de gel congeladas por aproximadamente um quarto de hora na área dorida.
- Reabilitação: a prática de exercícios não deve ser retomada até que a dor aguda desapareça completamente. E ainda assim deve ser iniciada com alongamentos suaves até o ponto em que a própria dor o permita, mantendo-a por alguns segundos e em séries de cinco, várias vezes ao dia. Recomenda-se aplicar calor local após cada sessão de alongamentos.
Osteopatia e Quiromassagem ajudam a ativar a circulação sanguínea e isso acelera a regeneração das fibras encurtando o tempo de recuperação. Além disso, traz-te os alongamentos necessários para dar novamente ao músculo a sua mobilidade natural.
A melhor maneira de prevenir a ruptura fibrilar é aquecer adequadamente sempre que for praticar exercício, seja ele qual for.
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