28/03/2019
No dia de hoje, 28 de março de 2019, se encerra a experiência do projeto de extensão Transformador/UFPA, após a aprovação do seu 3 relatório no Instituto de Ciências da Educação. As edições do projeto foram realizadas em 2016, 2017 e 2018 (29/03/2018 a 28/03/2019). O objetivo do projeto foi o combate à violência obstétrica através da educação em saúde e o empoderamento das mulheres. As ações foram direcionadas às mulheres em pré-natal na Unidade de Saúde da Pratinha (2016) e Cremação (2017/2018), em reuniões quinzenais e, para alunas grávidas e/ou interessadas no tema na UFPA (206/2017), em encontros mensais. De acordo com os relatórios aprovados, atingimos mil e cem pessoas, 1.100 durante os 03 anos de atividades. Nesse período, tivemos 1 bolsista de graduação que permaneceu por apenas 6 meses no projeto, o que dificultou algumas ações, sendo grande parte das participantes, voluntárias.
Diversos profissionais contribuíram diretamente com a formação das mulheres, dentre eles, obstetras, pediatras, enfermeiros/as obstetras, médico de família, psicóloga, assistente social, doulas e consultoras de amamentação. As Instituições diretamente envolvidas nas ações do projeto foram: Universidade Federal do Pará, Residência em Enfermagem Obstétrica da UFPA, Faculdade da Amazônia – FAMAZ, Secretaria Municipal de Saúde de Belém, através das Unidades básicas de saúde da Pratinha e Cremação, Secretaria Estadual de Saúde do Pará, Hospital Regional Abelardo Santos, Hospital das Clínicas, Banco de Leite da Santa Casa, Centro de Parto Normal, gráfica ÔPA, Núcelo de Estudos Interdisciplinares de Violência da Amazônia – NEIVA, Grupo de Pesquisa Saúde na Amazônia, Rede Parto do Princípio e Ishtar Belém.
Apresentamos o projeto em evento internacional, nacional e local; recebemos prêmio Internacional, na 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, realizada em Brasília, em agosto de 2017; estivemos em bancas de mestrado e orientamos alunas da residência em enfermagem obstétrica da UFPA, uma delas sobre a experiência do projeto; existe um artigo sobre o projeto, publicada pela OPAS; participamos de diversas entrevistas, programas de TV e foi feito um programa de 24m sobre o projeto, pelo Canal Saúde na Estrada, da FIOCRUZ/RJ. Produzimos um vídeo sobre o primeiro ano de experiência do projeto, financiado com meus recursos e uma exposição com 25 fotos, doadas pela gráfica ÔPA. Produzimos, com o apoio da Gráfica ÔPA e da UFPA, cartazes e Fleyeres com informações sobre o que é violência obstétrica e como denunciar.
São números muito expressivos que retratam diversas atividades desenvolvidas durante os três anos da experiência. Contudo, nossa maior conquista foi contribuir para que muitas mulheres não fossem violentadas em seus partos e pudessem transformar a dor da violência obstétrica, em amor, com partos respeitosos. Os lindos e emocionantes relatos de partos das mulheres em diversas reuniões nos deram a certeza que o enfrentamento ao grave problema da violência obstétrica, que afeta 1 em cada 4 mulheres brasileiras, passa por uma política efetiva de educação em saúde. Espero ter forças para sistematizar toda essa experiência em publicações que detalhem nossas ações e, assim, contribuir com a criação de projetos que compreendam a violência obstétrica como violência de gênero e participem de ações de enfrentamento à essa violência tão pouco debatida e conhecida na sociedade.
Sou grata às muitas Instituições, profissionais, grávidas e seus acompanhantes, voluntárias e pessoas que estiveram diretamente envolvidas com as ações do projeto TransformaDor/UFPA. Não há palavras e nem imagens suficientes para descrever as muitas emoções que vivenciamos coletivamente nos 3 anos de experiência do projeto de extensão da UFPA denominado TransformaDor:parir com amor, sem violência. Gratidão!