10/12/2025
_Sympitien_, no grego, quer dizer “acontecer”. Dessa raiz nasceu a palavra “sintoma”, esse importante evento íntimo que conta ao médico ou ao psicólogo que algo em nós não funciona mais como antes. É subjetivo porque nasce da percepção do próprio paciente… é o corpo, ou a mente, sussurrando que coisas mudaram e que você nem sabe como isso aconteceu.
Para a psicologia, o sintoma é ainda mais sutil: uma mensagem cifrada do inconsciente, um recado que se revela através da fala, dos silêncios, gestos, das pausas.
Sintomas não são o mesmo que sinais. Estes são visíveis aos olhos do outro. Febre, inchaços, arritmias, ou ainda, brigas, fracassos, comportamentos de risco... evidências que podemos medir.
A observação de sinais e sintomas juntamente com alguns exames orienta os profissionais da saúde no entendimento das causas, dá nomes e indica caminhos de cuidado.
Na prática sistêmica não é diferente. Também “fazemos” sinais e sintomas quando algo em nós está em conflito: com quem somos, com nossa família ou com o nosso lugar no mundo. Aqui, porém, eles não se limitam ao corpo. Transbordam para a vida social, para os relacionamentos, para o trabalho, para o dinheiro e para a saúde. Às vezes se revelam como uma estranha dificuldade de convivência; outras vezes, como um tropeço insistente nas mesmas “pedras”. Quando nosso ser inteiro aponta para um lado, mas nos vemos caminhando para outro, nasce a angústia (o sintoma), e os maus resultados aparecem (o sinal).
Assim, sinais e sintomas são como pequenas luzes no painel da vida, acendendo para dizer: “Ei, algo não vai bem. Olhe para isso…”
E é por isso que abrimos um campo e constelamos: para traduzir aquilo que ainda está escondido, para ressignif**ar histórias, nossas ou ancestrais, que ainda esperam por reconhecimento, acolhimento e lugar.
Afinal, não são apenas vírus ou bactérias que nos adoecem, mas tudo o que nos afasta de quem realmente somos…
Que tal permitir que o Ano Novo te encontre em sua melhor versão?
Esperamos você!
✒️Júnia Alves