21/12/2020
“Poste-se por dois minutos como Mulher Maravilha — mãos na cintura, peito estufado, queixo erguido —antes de qualquer situação que requeira uma presença impactante: uma palestra, uma entrevista de emprego, uma reunião importante." Essa foi a dica que levou a psicóloga americana Amy Cudd a ganhar fama internacional.
Autora do livro O poder da Presença, Amy venceu todos os medos de não ser alguém depois de um acidente na adolescência que lhe deslocou o cérebro e anulou todo o seu conhecimento e sua identidade. Teve que reaprender tudo, procurar afirmação como se estivesse no corpo de outra pessoa e passou a estudar com ferocidade a Ciência da Presença.
— Nossos corpos falam por nós. Eles nos informam como e o que sentir e até pensar. Mudam o que acontece dentro de nosso sistema endócrino, de nosso sistema nervoso autônomo, de nosso cérebro e de nossa mente, sem que estejamos conscientes disso. O modo como você conduz seu corpo — suas expressões faciais, suas posturas, sua respiração — afeta nitidamente a forma como você pensa, se sente e se comporta.
Posturas moldam a mente, que por sua vez moldam o corpo, instigam poder e têm relação direta com o aumento da testosterona, o hormônio do estresse e da agressividade, em contrapartida à redução do cortisol, o do relaxamento.
Os efeitos da postura vencedora foram comprovados em paralíticos, vítimas de estupro na África e em pacientes de transtorno pós-traumático (TEPT), em geral ex-combatentes.
Mas postar-se como Mulher Maravilha funciona para todas as pessoas em todas as situações? Claro que não, diz autora.
— Não é algo que lhe dá habilidades ou talentos que você não possui, mas que o ajuda a compartilhar aqueles que você tem. Não o torna mais inteligente ou mais bem informado, mas deixa-o mais resistente e aberto. Não muda quem você é, mas permite que você seja quem é.