29/01/2026
O caso do cachorrinho Orelha dói. Causa tristeza e revolta. E precisa ser olhado com responsabilidade e responsabilização — não com justificativas vazias.
Na psicologia, quando falamos em transtorno de conduta, estamos falando de um padrão persistente de desrespeito às regras, aos limites e à vida do outro.
Não é um ato isolado. Não é brincadeira. E não nasce do nada.
A ciência do desenvolvimento nos mostra que adolescentes se formam em relações.
Valores, empatia e senso de responsabilidade são aprendidos no vínculo, na presença, nos limites e no exemplo.
Quando isso falha, o sofrimento aparece para todos.
É importante dizer com clareza: transtornos explicam histórias, mas não justificam a crueldade.
A responsabilidade só pode ser relativizada quando há rompimento com a realidade, como em quadros psicóticos graves. Fora isso, dor emocional não apaga consequências e não isenta de responsabilidade.
Empatia é habilidade aprendida.
Cuidar da saúde mental não é passar pano.
E proteger os animais e os mais frágeis também é um compromisso ético com a vida.
Referências:
• DSM-5-TR
• Manual de Psicologia do Desenvolvimento
• Teoria do Apego (Bowlby)
Que esse conteúdo nos ajude a refletir sobre o papel da família, da sociedade e da educação emocional na formação de valores.
Se fizer sentido, compartilhe para ampliar essa conversa com responsabilidade.