15/01/2025
Crianças e adolescentes iniciarão o ano letivo com uma novidade este ano: a Lei 15.100.
Para muitos; um bixo papão.
🤓 Primeiro vamos entender a polêmica: A lei *proíbe* o uso pessoal em todo o período que o estudante estiver na escola. Mas *permite* o uso para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação dos profissionais de educação. Também é permitido para fins de acessibilidade, para garantir a inclusão e as necessidades de saúde que possam ter nos aparelhos eletrônicos um benefício - garantindo os direitos fundamentais.
Dito isso, sabemos que celulares e outros aparelhos são ótimas ferramentas para inúmeras situações - inclusive para auxiliar no aprendizado.
Porém, o uso indiscriminado/não supervisionado por crianças e adolescentes tem se tornado muito mais problema do que solução. Inclusive, cabe aqui dizer que temos indicações médicas a respeito do tempo de exposição e uso de telas por crianças visando não prejudicar o desenvolvimento. Porém é raro ver essas indicações sendo seguidas por aí.
👀 No fim das contas, o que temos visto cotidianamente nas escolas é:
Estudantes distanciados do professor,
Desconectados dos colegas, das relações, da experiência escolar em si.
A função fundamental da escola sempre deve ser: Ofertar aos estudantes o acesso aos conhecimentos produzidos e sistematizados pela sociedade. E dentro deste processo está a forma de se fazer isso - ouvindo e falando, perguntando e respondendo, errando e acertando, gostando e desgostando de coisas e pessoas, se movimentando, rindo e tudo mais que pode caber em um dia na escola. Vivendo a experiência escolar de ser e estar naquele espaço, com aquelas pessoas... aprendendo a se relacionar com os pares, com os iguais e os diferentes. Afinal, sabemos que crianças e adolescentes (como nos) tem necessidade de contato humano. Isso é fundamental no processo de desenvolvimento.
Diante disso, a nova lei, ao meu ver, não se trata de um retrocesso. Mas de tornar evidente um limite necessário sobre o uso destes aparelhos, favorecendo com que os estudantes estejam mais presentes e envolvidos nos processos de ensino-aprendizagem.
👉🏼 E você, o que pensa sobre isso?