03/12/2019
A reposta parece estar em alterações metabólicas, conforme sugere estudo de Reinhart et al. (2015). Nele, mulheres passavam 24 horas trancadas em uma sala para analisar o metabolismo em jejum ou comendo o dobro do que necessitavam para se manter. O que eles perceberam é que o metabolismo de algumas pessoas baixava em resposta ao jejum, numa tentativa de economizar energia e, quando elas voltavam a comer o metabolismo continuava no modo econômico, facilitando que a gordura se acumulasse. Em outras, o metabolismo caía pouco durante a restrição e subia quando comiam a mais, como se houvesse uma tentativa de queimar o excesso. Essas pessoas foram chamadas de “econômicas” e “gastadoras”, respectivamente. O passo seguinte, foi colocar todas para fazer uma dieta contendo apenas 50% das calorias necessárias para sua manutenção .
Sabe o que aconteceu? As “econômicas” tiveram dificuldades em perder peso, mas as que eram “gastadoras” emagreceram bem. Agora, o problema é que pessoas obesas, em geral, são “econômicas”, o que explica porque não seria sustentável fazê-las sofrer em dietas absurdamente restritivas. Pois elas emagrecem relativamente pouco e, pior ainda, acabam engordando, com sobras, quando voltam aos velhos hábitos. E o problema é que nós vivemos nos concentrando em criar grandes déficits, são remédios para pessoa comer menos, dietas restritivas e exercícios para gastar muitas calorias. No entanto, não nos preocupamos como isso repercutirá depois. A possível solução vem sendo mostradas em alguns estudos, inclusive do nosso grupo, sugerindo que o segredo está em modificar o metabolismo de repouso. E isso parece ser criado por alimentação de boa qualidade (por exemplo, a repercussão metabólica de comer 500kcal de chocolate não é a mesma de comer 500kcal de frutas com aveia) e exercício intenso (o impacto no metabolismo gastar 300kcal caminhando é bem diferente gastar 300kcal fazendo HIIT). É isso, tenha mais qualidade, menos sofrimento e mais resultados!