29/03/2026
Inclusão no papel, caos na realidade: Onde estão os nossos educadores? 📢
Dezembro de 2025 nos trouxe o Decreto nº 12.773, que reestruturou a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. No texto, avanços importantes: a exigência de 360h de formação para profissionais de apoio, a obrigatoriedade do Plano de Ensino Individualizado (PEI) e do Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) baseados em estudos de caso, e não apenas em laudos.
Mas chegamos em março de 2026 e a pergunta que não cala é: quem vai executar essa política?
Estamos vivendo um verdadeiro “apagão” na educação. A falta de professores regentes e de apoio é alarmante. O que vemos hoje é:
• Desvalorização da Licenciatura: Jovens escolhendo outras carreiras pela falta de atratividade e suporte na docência.
• Sobrecarga Extrema: Professores regentes tentando dar conta de turmas heterogêneas sem o aporte educacional prometido.
• Inclusão Solitária: Famílias e alunos que, por lei, deveriam ter suporte técnico, mas encontram salas de aula vazias ou profissionais sem a formação mínima exigida pelo novo decreto.
A lei 12.773/2025 é um passo para organizar o sistema e acabar com o “improviso”, mas sem investimento real na carreira docente e na contratação de profissionais qualificados, a inclusão corre o risco de virar apenas um termo burocrático.
Precisamos falar sobre isso! A educação inclusiva não se faz apenas com decretos, mas com pessoas, formação e respeito ao profissional que está no chão da escola.
Como está a situação na sua cidade ou escola neste início de ano? Vamos debater nos comentários. 👇