21/01/2026
Perda auditiva: um problema crescente e a importância do diagnóstico correto
A Organização Mundial da Saúde estima que, até 2050, cerca de 2,5 bilhões de pessoas no mundo apresentarão algum grau de perda auditiva. Esse dado reforça a necessidade de compreender como a audição funciona e por que a avaliação precoce é tão importante.
O processo auditivo começa quando o som é captado pela orelha e conduzido pelo conduto auditivo externo. Esse som movimenta a membrana timpânica e a cadeia ossicular, estimulando a cóclea, estrutura responsável por transformar o estímulo sonoro em impulso nervoso. Esse impulso segue até o cérebro, que é, de fato, o órgão responsável pela percepção do som. A orelha atua como um sistema de captação e condução desse estímulo até o sistema nervoso central.
As perdas auditivas são classificadas em três grandes grupos.
A perda neurossensorial ocorre quando há comprometimento da cóclea, do nervo auditivo ou das vias centrais da audição.
A perda condutiva acontece quando existe dificuldade na condução do som, como nos casos de rolha de cera, corpo estranho, perfuração do tímpano ou alterações na cadeia ossicular.
A perda mista combina características das duas anteriores.
Para avaliar a audição, utilizamos a audiometria, exame realizado em cabine acústica. Embora o ouvido humano seja capaz de perceber sons entre 20 e 20.000 Hz, a avaliação clínica é feita, de forma padronizada, entre 250 e 8.000 Hz. No audiograma, as frequências são representadas no eixo horizontal, enquanto o eixo vertical indica o nível mínimo de audição em decibéis.
A partir do tipo e do grau da perda auditiva identificados, é possível orientar o paciente de forma individualizada e definir a melhor estratégia de reabilitação auditiva, sempre com base em uma avaliação criteriosa e em uma boa comunicação médico-paciente.
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🩺 Dr. Henrique Furlan Pauna
CRM-PR: 42.304 | RQE: 25.61