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PsilocybeCubensis.co Coletivo de estudo e produção etnobotânica de Psilocybe Cubensis. Difundimos pesquisas, imagens e relatos.

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Você já ouviu cores durante uma viagem de cogumelos? Já sentiu o gosto de uma cor? Essa é a Sinestesia! Sinestesia é des...
06/10/2021

Você já ouviu cores durante uma viagem de cogumelos? Já sentiu o gosto de uma cor? 

Essa é a Sinestesia! 

Sinestesia é descrita como um estímulo de um sentido que causa reações em outro sentido, quase como se o sentido se ligasse a outro.

Por exemplo, para um sinesteta, o número 3 pode ser sempre amarelo, o barulho da chuva ter gosto terroso e o som de um violino produzir imagens de uma cachoeira.

Esse fenômeno multidimensional se apresenta em cada ser humano de forma peculiar e diferenciada.

A sinestesia também é uma figura de linguagem e, geralmente, se expressa no momento da integração, após a experiência psicodélica, em uma associação de palavras ou expressões em que ocorre combinação de sensações diferentes numa só impressão.

Tendo em vistas as múltiplas interconexões presentes em nosso cérebro na experiência, podemos propor a imagem descrita como um sistema de "anéis dentro de anéis" que de tal forma, assim que um dado sensório entra na rede, compara-se como uma pedra lançada em uma lagoa: as ondulações se espalham formando círculos concêntricos em todos os distritos sensórios ativando outras sensações, 
podendo esta experiência tornar-se bastante profunda e complexa. 














O azulamento (blue bruising) de certos cogumelos, ocorre quando os tecidos são danificados, é um dos indícios da presenç...
06/10/2021

O azulamento (blue bruising) de certos cogumelos, ocorre quando os tecidos são danificados, é um dos indícios da presença de psilocibina no mesmo, embora não deve ser considerado medida direta de potência, nem característica definitiva para a identificação.

Fonte: Fórum Teonanacalt, Micologia amadora e enteogenia


Fomos convidados para participar de um projeto muito bacana chamado Trialogos]. Que articula assuntos de diferentes área...
17/09/2021

Fomos convidados para participar de um projeto muito bacana chamado Trialogos]. Que articula assuntos de diferentes áreas como ciências, filosofia e saúde.

Tivemos uma conversa muito rica com a e o que percorreu da ancestralidade às pesquisas mais recentes sobre o tema.

Agradecemos imensamente pelo convite e pela troca Trialogos]! 🤎

O link do podcast está na bio!
Esperamos que gostem🍄






"Nosso tempo é o "Antropoceno", a era da perturbação humana. O antropoceno é uma era de extinção em massa, não devemos e...
28/08/2021

"Nosso tempo é o "Antropoceno", a era da perturbação humana. O antropoceno é uma era de extinção em massa, não devemos esquecer. Mas o Antropoceno também é uma era de emergências. O que emergiu? Eu uso o termo "diversidade contaminada" para referir-me a modos culturais e biológicos de vida que se desenvolveram em relação aos últimos milhares de anos de difusão da perturbação humana. Emerge com os detritos da destruição ambiental, da conquista imperial, dos fins lucrativos, do racismo e da norma autoritária - assim como o devir criativo.
Nem sempre é bonita, mas é quem somos e o que temos disponível como parceria para uma terra habitável."

O trecho acima refere-se ao livro Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno de Anna Tsing, e estabelece relação à experiência relatada pela pesquisadora sobre o projeto Psilocybe Cubensis, que teve início juntamente com a Pandemia.

A contaminação do lado de fora, dos humanos, e a contaminação de dentro, do micélio, faz alusão a vida dentro de um ambiente, em espaço delimitado e controlado, construído por mãos humanas: artificial(?).

E a partir dessa interação existe a diversidade, mas em vez de simplesmente catalogá-la, precisamos narrar as histórias em que a diversidade emerge - isto é, admitir suas formas animadas e, portanto, contaminadas.

Através dos insterstícios da ciência e das paisagens, naturais ou artificiais, podemos apreender os elementos formadores da vida: o tempo, a transformação e a resistência.

Link do podcast completo na BIO.
















A natureza humana é uma relação entre espécies. Neste ensaio, o conceito de espécies companheiras de Donna Haraway nos l...
28/08/2021

A natureza humana é uma relação entre espécies. Neste ensaio, o conceito de espécies companheiras de Donna Haraway nos leva além dos companheiros familiares, nos leva para a rica diversidade ecológica sem a qual os seres humanos não podem sobreviver.

Aqui busca-se nosso alimento seguindo os fungos nos últimos dez mil anos de história de perturbação humana, em companhia multiespécies e feminista. Os cereais domesticam os seres humanos. As monoculturas nos dão as subespécies chamadas de raças. O lar isola o amor intraespécies do amor interespécies. Mas os cogumelos coletados nos levam para outro lugar: para as bordas indisciplinadas e as costuras do espaço imperial, onde não se pode ignorar as interdependências entre espécies que nos dão à vida na Terra.

Há muita história para contar aqui, e tais histórias não devem ser deixadas para os triunfalistas humanos que controlam o campo. Este ensaio abre as portas para as paisagens multiespécies como protagonistas de histórias do mundo.

Margens Indomáveis: cogumelos como espécies companheiras, Anna Tsing.

*Disponibilizamos o artigo e o livro via DM.


Trazemos hoje importantes achados sobre os efeitos promissores da psilocibina no cérebro. Já temos vários indícios cient...
28/08/2021

Trazemos hoje importantes achados sobre os efeitos promissores da psilocibina no cérebro.
 
Já temos vários indícios científicos de que o uso da psilocibina pode produzir adaptações neurais, porém pouco se sabe até que ponto isso pode ocorrer e qual a duração dos efeitos no cérebro de mamíferos. 

Um importantíssimo estudo publicado no último dia 5 observou in vivo um aumento de 10% na densidade e no tamanho dos espinhos dendríticos do córtex frontal de ratos, gerado por um aumento da taxa de formação dos espinhos dendríticos. 

A remodelação estrutural ocorreu rapidamente nas primeiras 24h após o uso de uma única dose de psilocibina e se demonstrou persistente por até 1 mês após a dose. 

Esse estudo demonstrou que a psilocibina provocou uma reconexão sináptica no córtex rapidamente e de modo duradouro. 

É mais um achado sobre os efeitos cerebrais dos psicodélicos e uma promessa no tratamento futuro de patologias neurais. 

*Figura 1. 
A psilocibina aumenta a densidade e o tamanho dos espinhos dendríticos no córtex frontal medial de camundongos.

*Figura 2.
A psilocibina eleva a taxa de formação de espinhos dendríticos.

Artigo:
Psilocybin induces rapid and persistent growth of dendritic spines in frontal cortex in vivo - SHAO, Ling-Xiao, et al (2021).

*Disponibilizamos o artigo via DM.










Hoje, dia 26 de agosto, é dia Internacional da Igualdade Feminina, e eu como uma mulher dentro do coletivo, sinto a nece...
28/08/2021

Hoje, dia 26 de agosto, é dia Internacional da Igualdade Feminina, e eu como uma mulher dentro do coletivo, sinto a necessidade de abordar o tema da equidade dentro na comunidade psicodélica.

Quero mostrar o trabalho pioneiro dessa pesquisadora brasileira chamada Beatriz Labate, diretora do Instituto Chacruna, que vem trazendo contribuições tão necessárias para o nosso tempo.

A conferência Mulheres, Diversidade e Minoriais Se***is na Comunidade Psicodélica, foi construída por mulheres na vanguarda da inclusão na comunidade psicodélica em 2019.













Eu nem sempre tive o prazer de ser um esporo voando capaz de experimentar o mundo nas costas do vento. Antes disso eu fi...
01/07/2021

Eu nem sempre tive o prazer de ser um esporo voando capaz de experimentar o mundo nas costas do vento. Antes disso eu ficava pendurado precariamente nas lamelas de um cogumelo, esperando por uma brisa para leva-me. Mas que senso de antecipação! Mas que desejo eu sentia de voar.
Mas antes disso, eu era um cogumelo, ou, pelo menos, uma parte dele, sentindo as tensões e as felicidades de nossa grande expansão, enquanto nos reuníamos, preenchíamos, e finalmente emergiamos do abrigo subterrâneo para o mundo luminoso, em tudo penetrante e vasto. Espalhando nosso guarda-sol sob o torpor ofuscante, desconcertados por novos cheiros — e ventos frescos -,sim, eu posso me lembrar: existiam tantas formas de excitação.
Mas, antes disso, estávamos embaixo da terra, na maravilhosa e misteriosa escuridão, explorando como dedos para encontrar novos sabores entre o solo e as pedras, alongando-nos em finos fios e girando em grossos tubos, sempre nos juntando a nossas amigas, as raízes de árvores, em um abraço auto extensível, dando e recebendo doces sucos de vida. Isso era felicidade, mais que uma e menos que muitas. Pessoas admiram patos por suas habilidades para nadar, caminhar e voar: três modos separados de experienciar o mundo. Mas eu também já o experienciei de outras formas. Eu superei aventuras no subsolo; fiquei em silêncio na superfície, absorvendo, e agora estou suspenso no ar. Você sabe o quanto um sopro fraco de ar pode me carregar? Eu sou tão leve; posso ir a qualquer lugar. Posso ser carregado para mais longe que um pato ou um ganso, apesar de suas famosas migrações. Você sabia que a estratosfera é cheia de esporos fúngicos circulando ao redor do planeta? Eu posso ir a qualquer lugar!

Anna Tsing, Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno, edição Thiago Mota Cardoso, Rafael Victorino Devos. IEB Mil Folhas, 2019.

Os povos indígenas são em grande parte os responsáveis pela existência tão diversa de biomas em nosso País. Desde a Amaz...
16/06/2021

Os povos indígenas são em grande parte os responsáveis pela existência tão diversa de biomas em nosso País. Desde a Amazônia até a Mata Atlântica, diversos povos sempre circularam livremente,transportando suas sementes e saberes. Ao longo do tempo, estes percursos ergueram florestas e promoveram a vida. O Povo Yanomami, por exemplo, é grande conhecedor da diversidade fungi de seu território. 
Um pouco desta história é trazida ao mundo ocidental através da pesquisa do Botânico ingles Ghillean Tolmie Prance em seu estudo de campo na década de 60. Segue um trecho da reportagem publicada em 2018 no site do Instituto Socio Ambiental (ISA):
"Um botânico inglês recém-doutorado pela Universidade de Oxford desembarca em Auaris, hoje Terra Indígena Yanomami, Roraima. O ano é 1968, e a comunidade o presenteia com algo que ele nunca tinha visto. Um grupo de mulheres Sanöma, parte do povo Yanomami, volta da roça com misteriosos embrulhos de folhas de bananeira.Ghillean Tolmie Prance que já tinha tudo pronto para começar seu trabalho de taxonomia de plantas, observa com atenção e faz a pergunta que mudaria os rumos de sua pesquisa. O que há dentro dos embrulhos? A resposta veio com uma surpresa: cogumelos, muitos deles.
E para que servem?, continuou,
Sob risadas das mulheres Sanöma, ficou sabendo: são para comer, é claro.
O dia 19 de abril é uma data para rememorar a luta e a resistência dos povos originários pelos seus territórios e o quanto precisamos se reconectar com os saberes ancestrais destes povos para conseguir construir um futuro possível.

Florestas em pé! Demarcação Já!

Link da reportagem https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/pioneiro-de-pesquisa-sobre-cogumelos-indigenas-reencontra-os-sanoma

Fotografia de Ghillean Tolmie Prance







Acreditamos que hoje a crescente busca pelo conhecimento nas plantas e fungos de poder também traz muitos aventureiros q...
16/06/2021

Acreditamos que hoje a crescente busca pelo conhecimento nas plantas e fungos de poder também traz muitos aventureiros que propagam desinformação e banalizam a importância destas experiências e relações com estes seres. 
Além da mercantilização e apropriação restrita que a indústria farmacêutica promove com diversas substâncias, são saberes tradicionais de diversos povos, as agências reguladoras muitas vezes tem medidas muito distintas para o proibicionismo ou a liberação. 

Se comparado com os agrotóxicos, por exemplo,  inúmeros defensivos de alta toxidade estão presentes em muitos alimentos que consumimos sem que haja o mesmo critério, tornando-se altamente permissiva com esta categoria do agronegócio.  

Entendemos que a promoção do debate e a circulação das informações sobre este tema, pode reestabelecer o vínculo ancestral que nossa espécie sempre teve com inúmeras plantas, raízes, sementes e fungos que interagem e amplificam nossa capacidade de compreender o mundo e sem dúvida, podem nos auxiliar a encontrar alternativas mais inventivas para esta época em colapso do antropoceno.
















Cogumelo é arte, arte é vida!
16/06/2021

Cogumelo é arte,
arte é vida!















Toda sutil beleza do Thai Pink Buffalo.
16/06/2021

Toda sutil beleza do Thai Pink Buffalo.












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