28/12/2025
*Isso merece ser compartilhado*
Tem uma conta que não fecha e a gente finge que não vê.
As rodas de conversa, os espaços terapêuticos, os movimentos de cuidado estão cheios de mulheres.
E quando muitas dessas mulheres voltam para casa, encontram homens quebrados por dentro, exaustos, fragmentados, tentando sustentar tudo só com força externa.
A maioria dos homens foi ensinada a cuidar de fora.
Prosperar, garantir segurança, construir patrimônio, segurar a família.
Mas quase ninguém ensinou a olhar para dentro.
A sentir, elaborar, nomear o que dói.
Aí acontece o que a gente vê o tempo todo.
Uma pessoa se cuida, a outra não.
Uma tenta se reconstruir, a outra segue sangrando em silêncio.
Isso não soma, isso desgasta.
Isso vira sofrimento dentro de casa, nos relacionamentos, nos filhos, nas atitudes do dia a dia.
Quando o sofrimento mora dentro, ele sempre aparece fora.
No jeito de falar, na ausência, na rigidez, na agressividade contida, no cansaço que não passa.
Esse convite aqui não é para fragilizar o homem.
É para fortalecer de verdade.
Homem que se escuta não perde potência.
Ganha presença.
Ganha responsabilidade emocional.
Ganha clareza.
Cuidado interno não é coisa de mulher.
É coisa de gente adulta.
E se a gente quer relações mais inteiras, esse movimento precisa partir dos dois lados.
Se isso tocou em você, talvez seja hora de sentar na roda também.