Cristiana Moura - Terapias e Artes

Cristiana Moura - Terapias e Artes Cristiana Moura é psicóloga, artista plástica, arteterapeuta. Trabalha com psicoterapia e arteterapia individual e em grupos. Para quem busca a si mesmo.

No fazer artístico transformo algo, este algo transformado me transforma. Na experiência artística pessoal em casamento com as buscas no campo terapêutico encontro a mim mesma. Como profissional vou buscando facilitar este encontro para quem busca crescimento pessoal, auto-conhecimento, resolução de conflitos. Desta forma, venho trabalhando na promoção de saúde na interseção `a arte, ao corpo em movimento, buscando no cotidiano a possibilidade invenção e reinvenção de si mesmo presente em cada um de nós. Nesta página compartilhamos trabalhos de artistas, experiências diversas entre a terapia e a arte, crônicas e o que mais couber. contato: cristianamoura1@gmail.com
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No filme Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2026), acompanhamos a dor íntima de uma família atravessada pela morte de um fi...
19/02/2026

No filme Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2026), acompanhamos a dor íntima de uma família atravessada pela morte de um filho — o menino Hamnet, cuja ausência ecoaria, anos depois, na criação de Hamlet, de William Shakespeare.

O filme nos mostra que o luto tem corpo. O luto é uma mãe que não consegue soltar o lençol da cama do filho. É um pai que precisa transformar dor em linguagem para continuar respirando. É a tentativa, muitas vezes desesperada, de dar forma ao indizível.

Em Hamnet, o sofrimento é denso, silencioso, espesso. Não há grandes discursos. Há gestos mínimos: mãos que procuram o vazio, respirações suspensas, objetos que permanecem como se o tempo tivesse parado.

O luto, ali, além de tristeza, é também culpa, é também amor que não sabe onde pousar.

Cada sujeito atravessa a perda à sua maneira. Há quem se recolha. Há quem produza.Há quem adoeça. Há quem escreva.

Talvez criar Hamlet tenha sido a forma possível de um pai continuar conversando com o filho morto.

A arte, então, não apaga a dor — mas a hospeda.

E isso nos lembra algo essencial: o luto não é uma doença a ser curada. É um processo a ser vivido sem pressa.

Porque, no fundo, o luto é o amor que ficou sem corpo e precisa encontrar um novo lugar para existir.

Neste trabalho de Sophie Calle, a fotógrafa decide seguir um homem desconhecido que vê em Paris. Dias depois, descobre q...
10/02/2026

Neste trabalho de Sophie Calle, a fotógrafa decide seguir um homem desconhecido que vê em Paris. Dias depois, descobre que ele foi para Veneza. Ela então viaja até lá e passa a acompanhá-lo anonimamente pela cidade. Registra tudo: fotos, anotações, mapas, horários, pensamentos.
Nada “extraordinário” acontece. Ele anda, entra em cafés, conversa, passeia. O que vira obra é o gesto de observar, viver, registrar. A criatividade aqui não está em inventar algo do zero, mas em mudar o modo de olhar para o banal.

A arte se esconde em detalhes: na dobra do tempo, na poeira da memória, no afeto que sobra. Criar é revelar.
No clínica psicológica e fora dela a criatividade aparece quando a gente se permite sentir, olhar com mais calma e dar forma ao que estava meio bagunçado por dentro. Às vezes vira palavra, às vezes vira imagem, às vezes só vira um suspiro que,finalmente, encontra espaço. Psicologia e arte caminham juntas nesse lugar: ajudando a transformar o cotidiano em algo mais consciente e mais nosso, em algo que sentimos e não anestesiamos. Em gesto de vida vivida agora.

Sou Cristiana Moura. Psicóloga, artista visual, arte-terapeuta e mestre em Psicologia. Mas, antes de tudo, sou uma mulhe...
05/02/2026

Sou Cristiana Moura. Psicóloga, artista visual, arte-terapeuta e mestre em Psicologia. Mas, antes de tudo, sou uma mulher que acredita profundamente na potência transformadora dos encontros.

Há mais de 30 anos caminho pelo território da clínica, atendendo adultos e adolescentes, individualmente e em grupos. A Gestalt-terapia e a Psicologia Transpessoal são minhas bússolas: nelas aprendi a escutar o humano como quem escuta uma obra de arte em processo – com respeito ao ritmo, à forma e ao silêncio de cada um.

Também sou professora de Arteterapia e cronista por necessidade. Minha escrita nasce do mesmo lugar de onde nasce meu trabalho clínico: da atenção ao sensível. Gosto da palavra que toca, da prosa que se aproxima da poesia, do texto que acolhe.

Nos últimos anos, minha criação artística encontrou um novo corpo: a joalheria autoral. Para mim, joias são pequenas esculturas para o corpo – objetos que contam histórias, guardam afetos e acompanham movimentos de vida.

Habito essa fronteira fértil entre arte, vida e psicologia. É ali que trabalho, crio, escuto e aprendo. A esta fronteira posso chamar de lar.

Além dos títulos e ofícios, sou mãe de Gabriel, avó de Miguel Caetano, cultivadora de amizades e de delicadezas cotidianas. Como dizia meu pai, fazemos parte de uma família bonita — e acredito que beleza também é uma forma de cuidado.

Este espaço existe para compartilhar meu trabalho, minhas criações e minha maneira de olhar o mundo.

Crônica "Fernando: a palavra contida", de Cristiana Moura.
03/02/2026

Crônica "Fernando: a palavra contida", de Cristiana Moura.

Na crônica acima, o menino autoriza sua avó a chorar. Podemos supor, que seja uma criança autorizada a expressar suas em...
20/01/2026

Na crônica acima, o menino autoriza sua avó a chorar. Podemos supor, que seja uma criança autorizada a expressar suas emoções pelo choro. Quantos homens, um dia foram meninos que, ao contrário deste pequeno, ouviram: —Engole o choro, menino!

Quantos?

O menino que não pode chorar forjou qual homem? quais possibilidades de expressão?

Pode ser preciso lembrar o óbvio: homens choram.

06/01/2026
Encerrar ciclos  pode ser um gesto de presença.Como? Reconhecendo o caminho percorrido, as escolhas feitas e os aprendiz...
31/12/2025

Encerrar ciclos pode ser um gesto de presença.

Como? Reconhecendo o caminho percorrido, as escolhas feitas e os aprendizados que ficaram no corpo e na alma.

O fechamento acontece quando eu integro o que vivi, honro o que consegui sustentar e acolho o que ficou inacabado como parte do processo. Há inteireza em reconhecer limites, ritmo e verdade.

Encerrar um ciclo é permitir que a experiência se assente.
É soltar o peso do excesso, guardar o essencial e seguir mais leve.

Os novos começos nascem desse espaço interno organizado, calmo e honesto.
Eles brotam os espaços de silêncio silêncio dentro de nós, da escuta e da presença.

Poesia em cor na madrugada para quem está por chegar… 😉
29/12/2025

Poesia em cor na madrugada para quem está por chegar… 😉

Filho de dona Olga, sergipana de simpatia sem igual, meu pai nasceu em Salvador, cresceu em Aracaju, migrou para Rio de ...
26/12/2025

Filho de dona Olga, sergipana de simpatia sem igual, meu pai nasceu em Salvador, cresceu em Aracaju, migrou para Rio de Janeiro, Goiás, Maranhão, São Paulo e por fim aqui pro Ceará onde vivemos todos há mais de trinta anos. Penso mesmo que ele escolheu a cidade para, enfim fincar raiz, pelo nome que diz muito da nossa família — Fortaleza.

Com ele e com dona Neusa, minha mãe, aprendemos juntos, entre aconchegos e desavenças, que cada um de nós é diferente, tem suas singularidades e manias e que, ao mesmo tempo somos um. Nossa família é assim —somos um.

Marco Antonio — minha avó não poderia ter escolhido nome melhor para meu pai. Nome cujo significado é guerreiro inestimável. Posso ver o significado de seu nome, primeiro presente que recebeu de sua mãe, impresso fortemente na trajetória de vida que vem traçando. * Seu Marco, vai tranquilo em belo cortejo, seu legado está pronto.
* trecho da crônica de minha autoria UM AMOR QUE PEDIU PARA SER ESCRITO

Nossa experiência será um momento de encontro de experimentação em Ateliê Terapêutico. Neste encontro, lançamos mão do q...
18/12/2025

Nossa experiência será um momento de encontro de experimentação em Ateliê Terapêutico.

Neste encontro, lançamos mão do que gosto de chamar de intersecção de linguagens expressivas das Artes. Por exemplo, podemos integrar expressão corporal e expressão plástica (modelagem, pintura, desenho, colagem…)

O fato ser ser terapêutico implica que o processo que vivemos, ao fazer arte, é o nosso foco, o que nos é mais importante.

Falamos da experiência poética de experimentar a Arte como o inventar da própria vida.

E, em grupo, temos a potência de construir juntos fazeres tanto individuais quanto coletivos.

Não há de saber desenhar ou pintar, há de ter disponibilidade para experimentar.
Vem!!!

* Data: 31 de janeiro de 2026
* Horário: 8h35 às 12h35
* Valor: 280,00 reais
* N° de vagas: 12

Endereço

Fortaleza, CE

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