06/02/2021
Por que quem trata dor crônica precisa entender de intestino e de alimentação?
Comecei a estudar a dor crônica ainda na faculdade, no ano de 1999. Fiz meu TCC sobre o assunto e desde então procuro saber de todos os aspectos relacionados à dor: sono, alimentação, nível de atividade física, como f**am as emoções, as relações sociais e etc...
São mais de duas décadas estudando e atendendo diariamente pacientes com dor crônica (aquela dor que veio e ficou).
Primeiro me dediquei a entender muito sobre o sono do paciente com dor ( estagiando com um médica do sono ) quais disfunções hormonais esse paciente apresenta pela falta de um sono reparador, perdas nos processos fisiológicos de cicatrização, perdas cognitivas e de memória.
Estudando o sono, percebi que precisava entender muito de cardio e pneumologia ( aí veio minha primeira especialização- Fisioterapia Cardiorrespiratória).
Meu início profissional veio na cadeia final: atendendo pacientes terminais em UTI ( na sua grande maioria doentes crônicos imunodeprimidos graves).
Cansada de um ambiente de morte, busquei melhorar a qualidade de vida desses pacientes e parti para “algo mais leve” (a prevenção).
Entendi que o caminho era tratar através de exercícios físicos, inspirada por uma professora de Reumatologia, que não se conformava com tratamentos passivos para casos crônicos e via uma urgência de dar aos corpos doloridos muito movimento. Através do pilates, durante 15 anos fiz esta função.
Nesse meio tempo, também comecei com as formações em terapias bem integrativas ( no ano 2002), com um olhar sobre o todo (RPG, Osteopatia). Foram elas que me mostraram que um fisioterapeuta não poderia se limitar a estudar apenas músculos e articulações e precisava ir muito além. Entender todos os sistemas do corpo, pq eles nunca funcionam separados e todos eles repercutem em TUDO.
Com a osteopatia pude aprofundar meu entendimento sobre a fisiologia do corpo humano e senti necessidade de ir além, muito além.
Fui atrás de uma outra formação mais profunda em Psicologia, neuro , metabolismo e imunologia . E, entrando num caminho sem volta, como não querer entender o começo de tudo?
Como chegamos até aqui na nossa evolução? O que melhoramos, como nos diferenciamos dos outros seres? Como pioramos? Como nossa saúde vem decaindo com o passar do tempo?
Como as doenças autoimunes surgem?
Como “contribuímos “ para adoecermos lentamente? Com tanto estresse, sentimentos tóxicos, relações difíceis, abusos, alimentação carregada de toxinas, produtos de higiene com químicas pesadas, sedentarismo, falta de interação social, entre outros, f**a fácil de entender. Mas entender na profundidade e não na superficialidade é obrigação do profissional de saúde. E mais ainda: explicar ao paciente também com profundidade, para que ele entenda o que o fez adoecer e dar motivos suficientes para que ele queira melhorar.
Cada vez mais entendemos que TODAS as doenças crônicas começam pelo intestino, que determinados alimentos que aparentemente são saudáveis podem provocar inflamação e fazer com que seu sistema imunológico gaste muita energia nisso e não esteja com toda a sua potência para te defender em casos de vírus e outros patógenos.
Vc já se perguntou por que os obesos, imunodeprimidos e pessoas com problemas cardiometabólicos são grupos de risco para Covid?
A resposta é simples! Pq eles já estão doentes!
Cuidar da imunidade é a prevenção. E de quebra, vc ganha junto a libertação das suas dores corporais.
Invista em alimentação saudável e livre de pesticidas, em exercícios físicos, em saúde mental, em bem- estar geral e afaste-se de negatividade , medo e pessimismo.