17/12/2025
Algumas escolhas nascem cedo, mesmo quando a gente ainda não entende tudo.
Eu tinha apenas 12 anos quando perdi meu pai em um acidente. Além da dor da perda, ficou algo que marcou profundamente: a sensação de que aquele cuidado poderia ter sido diferente.
Naquele momento, ainda sem saber explicar, eu entendi que queria estar do outro lado. Não para “salvar” ninguém, mas para cuidar melhor. Para ouvir mais. Para evitar que outras famílias passassem pelo que a minha passou.
Anos depois, essa decisão virou caminho. A medicina, depois a ortopedia, não como títulos, mas como compromisso. Um compromisso com o detalhe, com a responsabilidade e com cada pessoa que confia a própria dor a mim.
Hoje, cada paciente que entra no consultório carrega uma história. E talvez por isso eu nunca consiga olhar só para exames ou imagens. Eu olho para quem está ali. Para o que sente. Para o que espera.
Porque, no fim, foi isso que me trouxe até aqui.
E é isso que sigo tentando honrar, todos os dias. 🤍