06/06/2025
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Carta aberta a você, mãe — Mariza, Marizinha
Mãe,
Hoje as palavras me escapam… e, ao mesmo tempo, transbordam.
Fecho os olhos… e vejo um filme inteiro da nossa história —
feito de lembranças, risos, tropeços e lições.
Você me ensinou tanto, mãe.
Me guiou nas febres, nas alergias, nas crises, nos crescimentos.
Acolheu minhas rebeldias, minhas dúvidas…
e mesmo nas notas baixas, me viu com olhos de puro amor.
Você foi luz em cada fase.
Me ensinou a ser firme… sem perder a doçura.
A ter empatia, mas também coragem.
A ser justa.
A olhar pra dentro.
A buscar melhora, todos os dias.
Você me deu ferramentas para crescer.
Me levou à terapia.
Me ensinou que mudar é possível.
E que deixar amor nos lugares é um jeito bonito de viver.
Tentou me mostrar que não precisava ser tão fechada…
E eu sigo tentando, aos poucos, abrir.
Mãe, você é casa.
É colo.
É cheiro de comida boa.
É dancinha com o Gordo no meio da sala.
É alegria que entra com você pela porta.
É silêncio que abraça quando não há palavras.
Prometo, mãe…
Ser menos dura comigo.
Ser mais leve.
Ser menos “neurótica” — como você dizia rindo.
Prometo chorar quando for preciso,
porque você me ensinou que os fortes também choram…
mas seguem firmes.
Prometo ser leoa.
Prometo cuidar do papai como você cuidaria.
Prometo que eu e o Gordo seremos um do outro —
como você sempre ensinou.
E mesmo agora…
aqui…
te vendo assim…
frágil…
você segue ensinando.
Se for hora, mãe…
Vá leve.
Vá em paz.
Espíritos de luz te esperam — com flores, com calma.
Hoje eu burlei as regras,
te enchi de beijos.
E mesmo sem seus olhos se abrirem,
sei que você sentiu.
Eu estarei aqui.
Nesta vida, e em outras.
Sempre com você.
Obrigada por ser essa mãe tão incrível.
Tão você.
Tão amor.
Te amo com tudo o que sou.
Fique tranquila, mãe.
A gente vai seguir — com você dentro da gente.