12/03/2020
Presentes desde o nascimento ou surgindo ao longo da vida, os nevos, pintas e sinais podem evoluir para um câncer e é preciso estar atento a essa possibilidade. Felizmente, a transformação é pouco frequente e hoje pode ser facilmente diagnosticada.
Até pouco tempo, a detecção de um melanoma, tipo de câncer de pele mais agressivo, era feita de forma puramente clínica, examinando sinais suspeitos pela alteração de tamanho, cor ou formato; pelos sintomas de coceira, dor, ardência ou sangramento; pela assimetria e pela história de modificação recente. A famosa regra do ABCDE (Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro maior de 6mm e Evolução ao longo do tempo).
O problema é que essas características só aparecem quando o melanoma já está avançado e com maior risco de produzir metástases. É aí que entra a dermatoscopia - exame não invasivo, que permite uma avaliação criteriosa, com detalhes não perceptíveis a olho nu, e a identificação mais precoce do tumor.
A dermatoscopia revolucionou o diagnóstico clínico dermatológico e sua aplicabilidade vai muito além do câncer de pele. Várias lesões inflamatórias e infecciosas também podem ser encontradas. O dermatoscópio é uma das principais ferramentas do dermatologista!