20/01/2026
Decidi entrar nessa trend porque relembrar o ano de 2016, dez anos atrás, me trouxe uma recordação que me emocionou.
Há dez anos, eu fazia minha primeira viagem sozinha para a Europa. Desembarcava em Portugal para participar do meu primeiro evento em interculturalidade. Eu estava no penúltimo ano da graduação em Psicologia e fui com o desejo de confirmar se seria nessa área que eu construiria minha carreira.
O evento reuniu pessoas de várias partes do mundo, discutindo temas que despertaram muita curiosidade em mim. Fiquei impressionada. Percebi que esse caminho era autêntico, coerente com a minha visão de mundo e com a forma como eu entendia o cuidado em saúde mental. Ao mesmo tempo, eu sabia que seria desafiador. Era um campo ainda recente no Brasil, com pouco acesso e eu tinha poucas referências. Ainda assim, senti um forte impulso de estudar para além das fronteiras e de viver a migração e a interculturalidade não apenas nos livros, mas na própria experiência.
E hoje, dez anos depois, termino o dia profundamente realizada por ter facilitado uma roda de conversa com migrantes de diferentes partes do mundo: do Brasil, da Europa, do Oriente Médio, da Ásia… pessoas que estão vivendo seus processos de adaptação em outros territórios.
Ao final do encontro, me emocionei ao lembrar que um dia estar nesse lugar, contribuindo com a saúde e o bem-estar de pessoas com bagagens culturais e histórias migratórias tão diversas, era apenas um desejo.
Que honra poder ocupar esse espaço. Que orgulho construir essa trajetória profissional. Não houve atalhos. Tem sido um caminho de coragem, determinação e responsabilidade comigo mesma e com o mundo em que acredito. É muito mais do que um trabalho. É a construção de uma missão.
Obrigada ao .NI pela oportunidade de colaborar com vocês. Foi profundamente significativo estar com migrantes que vivem na Irlanda do Norte!
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