18/01/2019
Entendendo a dislexia💆🙆
Dificuldades de ler, soletrar ou até mesmo identif**ar as palavras mais simples, falta de atenção ou má alfabetização, podem ser sintomas de dislexia.
Antigamente, era relacionada ao sistema visual, a qual seria responsável pela inversão de letras, contudo, mais tarde, foi possível identif**ar este mito, pois as crianças disléxicas não lêem de trás para frente, sua dificuldade está no sistema linguístico.
A dislexia não é doença, é um distúrbio genético e neurobiológico de funcionamento do cérebro para todo processamento linguístico relacionado à leitura, ocorrendo falhas nas conexões cerebrais. Dessa forma, a pessoa disléxica tem dificuldade para associar o grafema (símbolos, letras) ao fonema (sons que elas representam) e não consegue organizá-los mentalmente numa sequencia coerente.
A leitura oral é caracterizada por omissões, distorções e substituições de palavras, além de uma leitura lenta e silábica. A compreensão da leitura também é afetada.
Destacam-se nessas crianças:
✔o pensamento,
✔compreensão e a razão, além das ✔habilidades intelectuais que não são atingidas pela dislexia.
Isso produz um paradoxo:
dificuldades persistentes experimentadas por pessoas muito inteligentes ao aprender a ler.
A criança pode se destacar em determinadas áreas, como esportiva, artística e musical, levando em conta que o problema está na linguagem expressiva e não no pensamento. Portanto, a criança sabe exatamente o que quer dizer, a dificuldade está em buscar a palavra certa.
O tratamento é realizado por meio de exercícios de assimilação de fonemas, desenvolvimento de vocabulário e acompanhamento de psicólogo e fonoaudiólogo. Estudos sugerem que se tratada ainda cedo na vida escolar, uma criança pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas quase desaparecerem.
Por Socorro Matos