02/01/2026
Eles se encontraram cedo demais, quando amar ainda era confuso e tudo parecia intenso demais pra quem ainda estava aprendendo a ser.
No começo, houve esforço.
Houve vontade.
Houve aquele tipo de cuidado
que só existe quando ainda se acredita que amor resolve tudo.
Mas o medo entrou nas brigas, e cada discussão parecia um possível fim.
Não porque ela quisesse ir, mas porque não sabia ficar sem garantia.
E isso foi cansando.
Ele não deixou de amar de uma vez.
Foi aos poucos.
Foi esfriando.
Foi ficando mais quieto, mais distante, menos inteiro.
Quando ela percebeu, doeu.
Doeu porque ela estava mudando.
No tempo dela, do jeito dela.
Aprendeu a cuidar, a permanecer, a amar sem ameaçar partir.
Aprendeu tarde mas aprendeu de verdade.
O problema é que o tempo deles não andou junto.
Hoje, ela ama com o peito aberto e dorme com dúvidas que não merecia carregar.
Ele ama, mas com medo, preso ao que já passou,
tentando não se machucar outra vez.
Mesmo assim, ainda existe muito ali.
Muito que não morreu.
Muito que ainda tenta.
E talvez isso seja o mais importante.
Relacionamentos não se definem pelos piores momentos, mas pela coragem de atravessá-los.
Amor não é perfeição, é escolha, é conversa difícil, é crescimento desconfortável.
A história deles ainda não acabou.
Ela só está no meio do caminho.
E às vezes, o meio é confuso mesmo, mas não significa que o final não possa ser bom.
Porque quando ainda existe amor, quando ainda existe vontade, o que hoje machuca
pode virar aprendizado.
E dois corações jovens
também merecem a chance
de amadurecer juntos.