11/09/2022
Esses dias me lembrei mais um pouco da minha história e compartilho com todo amor com vocês, quando eu era adolescente aos 14 anos na busca de saber qual profissão escolher me lembro como se fosse hoje minha mãe chegando com um livro chamado guia das profissões eu li o livro todo e quando cheguei em Musicoterapia meus olhos brilharam, meu coração acelerou e eu falei mãe é isso aqui que eu quero fazer, nem sabia que existia e que tinham pessoas que trabalham assim, veio uma empolgação e um encantamento enorme, desde o início desse primeiro momento minha mãe me apoiou a seguir meu coração, comecei a pesquisar e me informar sobre, sai de casa aos 15 anos do interior de Goiás pra capital visitei o curso na UFG pra ter certeza se era isso mesmo e no final do terceiro ano do ensino médio prestei o vestibular pra Musicoterapia e passei em primeiro lugar, no segundo ano do curso engravidei da minha filha, tranquei a faculdade e fiquei um ano cuidando dela, no ano seguinte quando eu voltei já estava com outra maturidade pra começar os estágios, minha maternidade tinha me feito crescer tanto, um mês antes de começar as aulas meu pai fez a passagem de uma maneira que me deixou desolada mas continuar o curso me deu força pra passar por esse momento tendo um norte de pra onde seguir, um suporte, nesse momento eu comprei essa flauta Estilo Nativa Americana (NAF) que seguro na foto, e comecei na faculdade a fazer alongamentos, respirações e meditações guiadas na faculdade pra os colegas do curso que no intervalo precisavam relaxar, depois nos estágios, nos projetos, nos trabalhos, virou minha grande companheira, e me auxiliou a me conectar com a música de uma outra maneira, com uma música mais livre, mais intuitiva, não penso em nada só toco, deixo os dedos irem de uma nota a outra sem seguir nenhuma regra aqueles sons que chegam no meu ouvido e eu só sopro, foi soltando em mim a rigidez e dando lugar a um fluir, ela tá afinada em E (mi) e tem um som grave, melancólico, e introspectivo, traz uma conexão profunda comigo mesma e com meus ancestrais, ela chama a força ancestral indígena com a sua escala pentatônica que são apenas cinco notas e um som macio que vem da madeira,