04/01/2026
A medicina não é profissão de horário confortável, nem de conveniência seletiva. É vocação que exige presença quando é mais fácil se omitir, decisão quando é mais confortável adiar, e coragem moral quando fazer o certo dá trabalho.
Ironiza-se, com tristeza, o destino daqueles que um dia juraram cuidar do próximo e hoje afundam em um lamaçal de hipocrisia, usando protocolos como escudo para a própria omissão. Podem enganar prontuários, discursos e comissões — mas não os fatos.
Porque, como já foi ensinado há séculos, não são as palavras que absolvem, mas os atos. Cada um será medido não pelo que declarou em juramento, mas pelo que efetivamente fez — ou deixou de fazer — quando alguém precisou.
E nesse juízo, não haverá plantão, agenda ou desculpa que sirva de álibi