24/05/2024
O mês de maio é dedicado às mães e, na saúde, não é diferente. O Maio Furta-Cor, é destinado para tratar da saúde mental materna.
Segundo pesquisas uma a cada cinco mulheres brasileiras sofre com depressão pós-parto, no período de 6 a 18 meses do bebê.
Em panorama mundial, dados apontam que o sofrimento mental materno pode ser tão intenso a ponto de causar suicídio, sendo uma das principais causas de morte de mulheres no primeiro ano de vida após o parto.
Entre a gestação e o primeiro ano de vida do bebê, a mãe f**a dez vezes mais suscetível a desenvolver algum tipo de transtorno mental. A saúde mental materna também é abalada em razão de alterações hormonais, da jornada cansativa para equilibrar o contexto familiar e profissional, ou por intercorrências no parto, perdas gestacionais, prematuridade, entre outras questões.
É necessário conscientizar as mulheres sobre as mudanças emocionais que ocorrem durante e após a gestação. Quando uma mulher engravida, há uma mudança completa do ponto de vista hormonal, que influencia sua habilidade psíquica.
Logo após o parto, de forma abrupta, os hormônios presentes durante a gestação cedem lugar a outros para a produção de leite, influenciando o aspecto emocional da mulher. A fase é chamada de ‘blues’ pós-parto. Não é um sintoma patológico, mas uma alteração hormonal seguida de alterações psíquicas. Tem casos que evoluem para a depressão puerperal e outros mais complexos que chegam ao desencadeamento de uma psicose.
Nem sempre a mulher irá perceber que a saúde mental não vai bem, devido a situação em que está inserida de oscilações hormonais, privação de sono e demandas do bebê. Por isso, é importante observar sinais persistentes.
Uma rede de apoio é fundamental. Se você que está lendo, não está passando por essa situação, seja uma forte rede de apoio de uma mãe próxima!!