21/03/2023
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Boa tarde amigos! De antemão, gostaríamos de frisar que o objetivo da postagem não é polemizar e sim refletir sobre algo que está aí: o número de intervenções para freio lingual curto aumentou exponencialmente. Desde que virou lei, o Teste da Linguinha, que deve ser feito na maternidade, passou a gerar polêmica. A verdade é que a avaliação do freio sempre fez parte do exame físico do recém-nascido.
😬 Fazer o diagnóstico de freio lingual curto é muito importante, indicar a cirurgia de forma adequada é o grande problema. A Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica alerta sobre o aumento nas indicações de frenectomia lingual na casa de 800% em todo o mundo, o que parece extremamente desproporcional.
🤨O que mais tem preocupado é que as indicações de intervenção sobre o freio lingual têm sido direcionadas por toda uma gama de profissionais, muitas vezes a partir de problemas de adaptação à amamentação. Sabemos sim, que o freio pode atrapalhar e aumentar o risco de desmame. Mas, muitas vezes outras causas de desadaptação, que são mais comuns, não são consideradas. O pior é que muitas vezes as famílias ficam frustradas ao perceberem que os problemas persistem mesmo após a cirurgia da criança, ou com a indicação de mais uma cirurgia para o mesmo problema em intervalos de semanas ou meses.
🚨 O alerta deve ficar claro! Mesmo que seu recém-nascido tenha recebido o diagnóstico de freio lingual curto, isso não significa que ele precisa operar.
✅ Agora, atenção! Se seu bebê tem freio curto que causa problema para amamentação, como dor excessiva, fissuras e lesões mamilares que não melhoram após avaliação de profissional adequado, ou seu bebê tem dificuldade em extrair o leite e o ganho de peso está inadequado, converse com seu pediatra ou com uma fonoaudióloga especializada. Uma avaliação correta, idônea e de forma completa mostrará a real necessidade de correção cirúrgica.
‼️Finalmente, há um grupo de profissionais atribuindo ao freio encurtado alterações globais de postura, numa relação "entre a língua e o dedão do pé".Gostaríamos de pontuar que isto NÃO É informação baseada em evidência científica razoável até o momento.