26/11/2025
O comer emocional é um comportamento em que a alimentação deixa de responder aos sinais fisiológicos de fome e passa a ser acionada como estratégia para lidar com estados emocionais negativos — como ansiedade, estresse, frustração ou solidão.
Do ponto de vista neurobiológico, emoções intensas ativam sistemas relacionados ao cortisol e ao sistema de recompensa, levando o cérebro a buscar alimentos altamente palatáveis (ricos em açúcar e gordura) para obter alívio imediato por meio da liberação de dopamina.
O problema? Esse alívio é momentâneo — e reforça o ciclo.
Quando repetido com frequência, o comportamento pode gerar:
• desequilíbrio da regulação emocional
• padrões de compulsão alimentar
• aumento de ingestão calórica e efeito sanfona
• culpa, vergonha e redução da autoestima
• maior vulnerabilidade à ansiedade e ao estresse
• associação automática entre emoção → comida
É importante entender: não se trata de falta de disciplina, e sim de um mecanismo aprendido entre cérebro, emoções e ambiente. Por isso, a intervenção adequada não é dieta restritiva, mas sim tratamento psicológico baseado em evidências, como:
✨ Treino de percepção de fome e saciedade
✨ Identificação de gatilhos emocionais
✨ Técnicas de regulação emocional (TCC, ACT, mindfulness)
✨ Reestruturação cognitiva
✨ Desenvolvimento de respostas alternativas ao estresse
✨ Construção de uma relação saudável com a alimentação
Se você percebe que a comida tem funcionado como refúgio — e isso já está afetando sua rotina, humor ou autoconceito — procurar acompanhamento psicológico é o passo mais eficaz e seguro.
Na Ofir Saúde, realizamos uma avaliação completa para identificar padrões, gatilhos e necessidades individuais, construindo um plano terapêutico personalizado.
Envie “Avaliação” no direct e nossa equipe te orienta.
Cuidar da mente é ciência — e também é prevenção. 💛