03/01/2026
Da luta ao luto em pouquíssimo tempo…
Do maior amor da minha vida a maior dor que experimentei em toda a minha existência…
Dos melhores sorrisos que já esbocei às lágrimas mais cruéis que extravasei em toda a minha jornada na Terra...
Assim, foram esses dias ao seu lado. Sentimentos diametralmente opostos, rasgando minha alma e cravando tristeza e solidão no meu peito…
Você, mãezinha querida (como sempre a chamei e chamarei), me ensinou e me deu o que tenho de melhor: foco, disciplina, amor fraterno, respeito ao próximo, a busca pelo saber, a comunhão em Cristo. A lista das nossas semelhanças são tantas, que precisaria de muitos posts pra escrever. Entretanto, essas são as mais enraizadas em mim.
Muito me orgulho de saber que fui um bom filho e honrei sua existência; mas, nesse momento, nada conforta ou acalma. Preciso de pausa e de tempo.
Somente Jesus e o tempo serão capazes de permitir o retorno às atividades normais e a vislumbrar uma vida à frente sem sua voz, toque, cheiro e aquele “boa noite” gostoso na hora de dormir ao telefone.
Um dia, a dor será saudade e a saudade permitirá maior valor as melhores memórias. Por ora, permito-me, e é importante, chorar e sofrer com sua repentina partida.
Jovem, ainda, linda, divertida, engraçada e, por muitas vezes, escrachada. Aqui, as nossas deliciosas diferenças: você reclamando que nasci velho demais; dizendo que não sabe como nunca dei dor de cabeça ou trabalho e alegando que sou o carioca menos carioca, porque sempre reclamo do calor e do excesso de informalidades. Que delícia ter você me trazendo mais leveza, porque sou, sim, mais denso, reflexivo e sério. E isso, também, nos aproximava. Porque - através das nossas diferenças - você me trouxe equilíbrio.
Agora, você viaja pra um outro plano e eu sigo aqui, sozinho. Quero persistir na fé, que hoje fraqueja, pra honrá-la pra todo o sempre.
Pra você, todos os aplausos são poucos, todos os elogios são escassos e todo amor da minha parte é nada perto do que você me deu.
Vai com Deus, olha por mim, vem me visitar nos sonhos quando puder e receba - mesmo fora da matéria - meu beijo e abraço de “boa noite”.
Até um dia, meu amor. Eu creio. 💔😔