23/02/2026
Tem mulheres que não se perderam de uma vez.
Foram se deixando aos poucos.
Primeiro deixaram de opinar para evitar conflito.
Depois deixaram de pedir para não incomodar.
Depois deixaram de sentir para não parecer “dramáticas”.
E quando perceberam…
já estavam vivendo uma vida que não parecia delas.
A mulher que se anula não é fraca.
Ela é leal demais.
Ela ama demais.
Ela suporta demais.
Ela aprendeu cedo que, para ser escolhida, precisava ser fácil.
Precisava ser forte.
Precisava ser madura.
Só que ninguém ensinou essa mulher
que maturidade não é silenciar a própria dor.
Que amor não exige autoabandono.
Que feminilidade não é submissão emocional.
E aí ela vira a mulher que resolve tudo,
mas ninguém pergunta como ela está.
Vira a que sustenta a casa, os filhos, a relação…
mas não sustenta mais a própria identidade.
E o pior: começa a achar que isso é normal.
Não é.
Se você se reconheceu em alguma parte desse texto,
não é coincidência.
Talvez esteja na hora de parar de sobreviver
e começar a voltar para si.
Comenta aqui: “Eu quero voltar.”