Adriana Mello Fisioterapeuta Hospitalar

Adriana Mello Fisioterapeuta Hospitalar Mestre em Biol. Experimental
UERJ & Doutora em Ciências Morfológicas
UFRJ 🧬🔬

Quando falamos em VCV, não estamos falando apenas de “volume fixo”. Estamos falando de como o pulmão responde ao volume ...
05/01/2026

Quando falamos em VCV, não estamos falando apenas de “volume fixo”. Estamos falando de como o pulmão responde ao volume que escolhemos entregar.

No modo volume controlado:
➡você define quanto ar entra (VT)
➡você define como esse ar entra (fluxo)

❌ você não escolhe a pressão

👉 A pressão é sempre consequência da mecânica pulmonar.

Por isso, no VCV, não basta ajustar volume e seguir adiante.

É obrigatório interpretar as pressões:
➡Pressão de pico → influenciada por fluxo e resistência
➡Pressão de platô → reflete a distensão pulmonar
➡Driving pressure → mostra se o volume está adequado ao pulmão disponível

A escolha da onda de fluxo também importa:
🔹 fluxo quadrado facilita a leitura da mecânica
🔹 fluxo descendente pode melhorar conforto e distribuição do gás

E sempre que você mexer em um parâmetro, pergunte:
➡️ O que isso muda na Pplat?
➡️ O que isso muda na driving pressure?
➡️ O paciente está confortável e síncrono?

Ventilar bem no VCV é observar as respostas, não apenas ajustar números.

📌 Salve para revisar!

📤 Compartilhe com quem está começando na UTI 😉

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

🫁Estratégias de expansão pulmonar são adotadas para reverter ou prevenir atelectasias e evitar complicações. Essas estra...
02/01/2026

🫁Estratégias de expansão pulmonar são adotadas para reverter ou prevenir atelectasias e evitar complicações. Essas estratégias promovem um aumento nos volumes pulmonares, aumentando o gradiente de pressão transpulmonar, através de um aumento na pressão alveolar ou uma diminuição na pressão pleural.

🩻Os métodos mais comuns para promover a expansão pulmonar utilizam ventilação mecânica (VM) para aumentar a pressão alveolar, como o recrutamento alveolar, pressão positiva intermitente, terapia PEEP, hiperinsuflação com o ventilador, e aumento do tempo de inspiração.

👩🏼‍⚕️Outras técnicas de expansão pulmonar induzem uma redução na pressão pleural. Manobras manuais que incluem compressão-descompressão e técnicas de bloqueio torácico, são as mais utilizadas, principalmente em países com poucos recursos financeiros.

↪️Uma investigação adequada é necessária para avaliar se há efeitos benéficos do uso de manobras manuais para expansão pulmonar entre indivíduos sob VM.

Arraste e veja o resultado da investigação feita pelos autores deste artigo ➡️

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

📊 Avaliação funcional na UTI: por que e como escolher a melhor escala?Escalas como PERME, IMS-ICU, FSS-ICU, PFIT-s e CPA...
30/12/2025

📊 Avaliação funcional na UTI: por que e como escolher a melhor escala?

Escalas como PERME, IMS-ICU, FSS-ICU, PFIT-s e CPAx são ferramentas validadas que orientam o plano terapêutico do fisioterapeuta intensivista, auxiliam na documentação clínica e fortalecem a comunicação entre turnos.

Cada uma tem suas particularidades:

📍 Algumas são rápidas e objetivas

📍 Outras são mais completas e multidimensionais

📍 Algumas são sensíveis a mudanças precoces

📍 Outras exigem maior participação do paciente

👉 O importante é saber escolher a mais adequada ao estágio clínico e ao objetivo da avaliação.

📌 Registre sempre! A evolução funcional precisa estar clara, documentada e rastreável.

💬 Me conta aqui: qual dessas escalas você mais utiliza no seu plantão?

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

O uso do incentivador inspiratório no pós-operatório, apesar de amplamente difundido, não apresenta benefícios clínicos ...
26/12/2025

O uso do incentivador inspiratório no pós-operatório, apesar de amplamente difundido, não apresenta benefícios clínicos relevantes quando aplicado de forma isolada.

Revisões sistemáticas mostram que ele não reduz complicações pulmonares, não impacta mortalidade e não encurta o tempo de internação. Além disso, as diretrizes clínicas atuais não recomendam seu uso como conduta única.

Quando indicado, o incentivador deve ser parte de um protocolo integrado com mobilização precoce, analgesia ef**az, treinamento respiratório supervisionado e estratégias individualizadas.

📌 A fisioterapia hospitalar precisa ser ativa, estratégica e baseada em evidência e não centrada em dispositivos com eficácia limitada.

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

🤨Você sabia que o pulmão de um paciente com DPOC nunca mais volta a ser como antes?🫁A DPOC, especialmente o enfisema, pr...
23/12/2025

🤨Você sabia que o pulmão de um paciente com DPOC nunca mais volta a ser como antes?

🫁A DPOC, especialmente o enfisema, provoca alterações irreversíveis na estrutura pulmonar: destruição dos alvéolos, aumento da complacência, redução da elastância e colapso precoce das vias aéreas.
Tudo isso impacta diretamente a mecânica respiratória e leva ao aprisionamento aéreo e à hiperinsuflação.

💡No carrossel de hoje, você vai entender como essas alterações afetam a função pulmonar, e por que o manejo ventilatório nesses pacientes exige tanto cuidado e estratégia.

➡️Deslize para aprender e salve para revisar depois!
Compartilhe com quem precisa entender melhor a fisiopatologia da DPOC!

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

Você incorpora a driving pressure (ΔP) na sua avaliação ventilatória?🫁 Mais do que um número, a ΔP representa a pressão ...
22/12/2025

Você incorpora a driving pressure (ΔP) na sua avaliação ventilatória?

🫁 Mais do que um número, a ΔP representa a pressão efetiva aplicada às unidades alveolares ventiladas — e, por isso, está diretamente relacionada ao risco de lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI).

🦠 Mesmo com volume corrente “dentro da meta”, uma ΔP elevada pode indicar sobredistensão alveolar, principalmente em pulmões heterogêneos como no SDRA.

🎯 Meta prática: ΔP < 15 cmH₂O.

🤔 Como intervir: ajuste de PEEP e volume corrente com base na resposta da complacência.

🧠 Esse parâmetro é simples de obter, mas exige raciocínio clínico refinado para ser interpretado corretamente.

Arraste e veja a seguir!

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas

Mestre em Biologia Experimental

📍MANOVACUOMETRIA EM PACIENTES TRAQUEOSTOMIZADOSA avaliação da força muscular respiratória é essencial para traçar objeti...
19/12/2025

📍MANOVACUOMETRIA EM PACIENTES TRAQUEOSTOMIZADOS
A avaliação da força muscular respiratória é essencial para traçar objetivos realistas e prescrever o treinamento de forma segura e ef**az.

🔍 Mesmo em pacientes sem interação, a manobra pode ser realizada com oclusão da cânula por 20 a 40 segundos ou até atingir platô de pressão com monitoramento rigoroso.

👥 Em pacientes cooperativos, orienta-se expiração até o volume residual, seguida de inspiração máxima contra oclusão. Repetir até 3 vezes, com intervalo de 1 minuto.

👥 Em pacientes não cooperativos, adapta-se esta medida, adicionando ao circuito uma válvula unidirecional.

📈 Com o valor da PImáx obtido e comparado ao predito, é possível:
✔ Diagnosticar fraqueza muscular
✔ Prescrever treino com carga proporcional
✔ Acompanhar evolução durante a reabilitação

💡 Prescrever sem avaliar é um risco. A manovacuometria direciona com precisão o plano terapêutico.

📚 Referências no carrossel final.

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

O atelectrauma continua sendo uma das principais peças da fisiopatologia da VILI. O artigo de Marini & Slutsky (2025) re...
10/12/2025

O atelectrauma continua sendo uma das principais peças da fisiopatologia da VILI. O artigo de Marini & Slutsky (2025) reforça que a instabilidade alveolar, somada à heterogeneidade estrutural do ARDS, cria um cenário em que pequenas variações de pressão e ciclos repetidos podem gerar grande estresse no parênquima.

Mesmo com ventilação protetora, regiões dependentes permanecem suscetíveis ao colapso e reapertura, especialmente quando há perda de surfactante, aumento do peso pulmonar ou esforço inspiratório elevado. Nessa interface entre unidades bem aeradas e unidades instáveis, o estresse mecânico se concentra e a inflamação se perpetua.

Por isso, proteger o pulmão não envolve apenas limitar volumes e pressões: é preciso promover estabilidade, reduzir ciclos injuriosos, controlar o drive e aumentar a homogeneidade mecânica, estratégias como PEEP individualizada e pronação precoce têm papel central nesse processo.

👉 Se esse conteúdo faz parte da sua prática na UTI, salve e compartilhe para discutir com sua equipe.

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

A fraqueza da musculatura respiratória é um dos maiores limitadores do desmame, aumenta o tempo de ventilação, eleva o r...
01/12/2025

A fraqueza da musculatura respiratória é um dos maiores limitadores do desmame, aumenta o tempo de ventilação, eleva o risco de complicações e está associada a maior mortalidade nos pacientes críticos. Por isso, identif**ar essa fraqueza e tratá-la precocemente é fundamental e o treinamento muscular respiratório se torna um aliado direto no processo de transição para a ventilação espontânea.

Neste post mostro como diferenciar o treino com carga linear, ideal para ganho de força, do treino alinear, mais relacionado à resistência; explico as principais causas de fraqueza muscular respiratória e detalho como avaliá-la de forma objetiva usando manovacuometria, que mede força estática (PImax e PEmax), e o S-Index, que avalia força dinâmica e potência. Também trago como calcular os valores preditos de MIP e MEP pela fórmula de Neder e como interpretar o S-Index com base nos valores brasileiros de 2025.

Com essa avaliação, a prescrição do TMR f**a mais precisa, segura e efetiva, especialmente nos pacientes em desmame difícil, em quem cada ganho de força ou potência pode fazer diferença no desfecho.

📍Salve esse conteúdo e compartilhe com quem também atua na UTI ou com reabilitação respiratória.

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

O suporte respiratório não invasivo exige muito mais do que escolher CNAF, CPAP ou BiPAP.O artigo do Critical Care (2025...
28/11/2025

O suporte respiratório não invasivo exige muito mais do que escolher CNAF, CPAP ou BiPAP.

O artigo do Critical Care (2025) reforça que a chave está em entender a fisiopatologia da insuficiência respiratória de cada paciente e ajustar a estratégia de forma individualizada.

Na prática, isso signif**a observar:
🔹 o padrão respiratório
🔹 o nível de esforço
🔹 o drive
🔹 a complacência
🔹 a hemodinâmica
🔹 a resposta nos primeiros 30–60 minutos

E, principalmente, respeitar a dinâmica mais importante do suporte não invasivo:

👉 entregar suporte suficiente sem permitir que o paciente ultrapasse seus próprios limites mecânicos.

O texto destaca que a decisão não é sobre “qual modalidade usar”, mas quando mudar, como ajustar e como evitar a soma perigosa entre esforço elevado e distensão excessiva, que pode acelerar a lesão pulmonar.

No fim, a mensagem é simples e potente: não existe modalidade perfeita, existe ajuste preciso, leitura clínica e intervenção oportuna.

👉 Se este conteúdo te ajudou, envie para um colega de UTI ou emergência e fortaleça a prática baseada em evidências.

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

O derrame pleural não é um problema ventilatório é um problema de formação e acúmulo de líquido determinado pelas forças...
24/11/2025

O derrame pleural não é um problema ventilatório é um problema de formação e acúmulo de líquido determinado pelas forças de Starling e pela drenagem linfática.

Quando esse equilíbrio se rompe, o líquido ocupa o espaço pleural, comprime o pulmão por fora, reduz complacência, aumenta trabalho respiratório e gera atelectasia compressiva.

A VNI não atua sobre essas forças:
❌ não altera pressão oncótica
❌ não altera permeabilidade
❌ não modif**a drenagem linfática
❌ não desloca líquido pleural

👉 Por isso, não trata o derrame.

O tratamento real é:
✔ Corrigir a causa de base
✔ Toracocentese (quando indicada)

Após o líquido ser controlado, entra o papel decisivo da fisioterapia:
✔ Otimizar ventilação
✔ Reexpandir áreas hipoventiladas
✔ Melhorar distribuição de ar com posicionamento
✔ Recuperar volumes com mobilização progressiva

O pulmão volta a ventilar porque o líquido deixou de comprimir e não devido à pressão positiva.

💡Salve este post para revisar quando estiver diante de um derrame pleural e compartilhe com um colega fisioterapeuta que ainda confunde VNI com tratamento do líquido pleural.

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

Na Parte 2 da nossa série sobre o Joint Statement AMIB + SBPT, seguimos organizando as recomendações do consenso em form...
19/11/2025

Na Parte 2 da nossa série sobre o Joint Statement AMIB + SBPT, seguimos organizando as recomendações do consenso em formato Comentário → Sugestão → Considerações, tornando cada tópico aplicável à beira leito, a fim de auxiliar o raciocínio clínico do fisioterapeuta que atua (ou deseja atuar) no hospital.

Nesta etapa, revisamos condições clínicas que exigem ajustes ventilatórios específicos e também decisões rápidas, sempre respeitando as orientações originais do documento.

📌 Esta série foi construída traduzindo cada ponto crítico deste “statement” para uma leitura objetiva, prática e acessível.

👉 A Parte 3 encerra a série com os tópicos finais do documento. Ative o lembrete ou salve este post para não perder o fechamento da trilogia.

🔸Dra Adriana Mello🔸
🫁Fisioterapeuta - Especialista em UTI e Reabilitação Cardiopulmonar

Doutora em Ciências Morfológicas
Mestre em Biologia Experimental

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Adriana Mello Fisioterapeuta Hospitalar posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Adriana Mello Fisioterapeuta Hospitalar:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria