02/10/2020
Uma das questões mais difíceis em um consultório de endocrinologia que pode culminar com a obesidade é a fome emocional.
O ato de comer atualmente não se limita mais a uma prática por sobrevivência, é algo muito mais complexo que isso pois envolve processos afetivos e socioculturais.
Conversar com a sua família em uma mesa de jantar ao redor da comida, sair com os amigos para comer alguma coisa e “bater-papo”, eventos comemorativos como aniversários e casamentos, comer aquele doce que só a sua avó sabe fazer. À mesa trocamos olhares, palavras de afeto, amor, idéias, angústias, e essa troca é saudável e necessária.
A fome emocional é caracterizada pela fome seletiva por alimentos altamente palatáveis (açúcar, carboidrato e gordura), acompanhada de voracidade ao se alimentar, seguida do sentimento de culpa. Esses tipos de alimentos agem no nosso sistema nervoso central através de neurotransmissores que nos dão a sensação de prazer, fazendo com que a comida ingerida seja uma válvula de escape para o seu estresse, raiva, ansiedade, medo, tristeza, cansaço e insegurança.
É preciso diferenciar a fome emocional em busca de prazer e relaxamento momentâneo, da fome orgânica, aonde a fome vai aumentando aos poucos, e ao se alimentar você sente que está satisfeito, respeitando um intervalo de tempo desde a última refeição.
E a sua fome ? É emocional ou orgânica?
✅ Esse é um canal onde compartilho algumas pílulas de conhecimento e motivação, mas nada substitui uma avaliação detalhada por um profissional capacitado.
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