03/01/2026
Olá! "Chegamos ao final de mais um ciclo escolar. Para muitos, é tempo de olhar para boletins, médias e aprovações. Mas para quem vive a inclusão na pele — como eu, que sou mãe atípica e pedagoga — o balanço é outro.
Muitas vezes, o sistema foca tanto no educar (no sentido de instruir, passar conteúdo, cobrar metas) que se esquece do alicerce: o acolher.
A analogia é simples: Educar é dar asas para o voo. Mas acolher é garantir que exista um ninho seguro para onde voltar.
Para o meu filho, e para tantos alunos que passam pelas minhas palestras e treinamentos, o conteúdo pedagógico só faz sentido se o ambiente for seguro. Um cérebro que não se sente acolhido, que se sente ameaçado pela exclusão ou pela incompreensão, entra em modo de sobrevivência. E quem está tentando sobreviver não consegue aprender.
Neste final de ano, meu convite a você, professor e gestor, é uma reflexão:
Nós ensinamos a matéria, mas acolhemos a dificuldade?
Nós cobramos a meta, mas abraçamos o limite?
Nós celebramos a nota, mas validamos o esforço individual de quem luta o dobro para chegar na metade?
Inclusão de verdade não se faz com carimbos de 'aprovado'. Se faz com a coragem de entender que acolher é o ato pedagógico mais revolucionário que existe. Sem o acolhimento, o ensino é apenas burocracia. Com o acolhimento, a educação vira libertação.
Que em 2026, a nossa prioridade seja preparar o solo (o acolhimento) para que a semente (o conhecimento) possa, finalmente, florescer no tempo de cada um. Feliz Ano Novo!
Sou Elizabeth, mãe atípica, pedagoga e fundadora da InfoeReabilita. Vamos juntos humanizar a educação?"bjs Beth