01/03/2026
Por que não lembro da minha infância?
Na Psicologia Analítica Junguiana, o esquecimento não é compreendido apenas como uma falha de memória. Em muitos casos, ele expressa um movimento de autoproteção da psique.
Quando determinadas experiências foram emocionalmente intensas ou difíceis de serem elaboradas no momento em que ocorreram, a psique pode afastá-las da consciência para preservar o equilíbrio do ego. Esse afastamento não apaga a experiência, apenas a mantém fora do campo consciente.
Aquilo que não pôde ser simbolizado na infância permanece ativo no inconsciente, influenciando emoções, escolhas e formas de se relacionar, mesmo que a pessoa não se recorde dos fatos de maneira clara. Por isso, não lembrar não significa que nada aconteceu. Muitas vezes, significa justamente o contrário: algo foi vivido de forma tão marcante que precisou ser afastado da consciência naquele momento. Na vida adulta, esses conteúdos podem reaparecer de forma indireta, em padrões emocionais repetitivos, reações intensas, escolhas que parecem não fazer sentido ou na sensação persistente de que “algo falta”.
O trabalho terapêutico, dentro da Psicologia Analítica Junguiana, não busca forçar lembranças, mas criar condições para que esses conteúdos possam ser reconhecidos, simbolizados e integrados, permitindo que deixem de atuar silenciosamente no inconsciente.
✨ Tornar consciente é um passo essencial no processo de individuação.
🌱 Se esse conteúdo ressoou em você, permita-se refletir.
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