26/01/2026
Na nossa sessão mensal de limpeza espiritual com atuação mediúnica, realizada de forma fechada com o grupo de terapeutas, um tema se apresentou de forma muito esclarecedora e marcante.
Surgiram situações espirituais com algo em comum: vínculos mantidos por promessas, juras feitas em vida, pactos de amor, amizade, lealdade ou até de vingança.
Relações que continuaram existindo mesmo após a desencarnação, não por falta de amparo espiritual, mas porque havia ali um compromisso emocional não elaborado.
Em alguns casos, esse vínculo vinha do amor.
Do desejo sincero de não abandonar, de não deixar o outro sozinho, de seguir junto “até o fim”.
Em outros, vinha da dor, da raiva, da necessidade de fazer valer uma justiça prometida em vida.
Houve situações em que duas consciências precisavam seguir caminhos diferentes.
Uma em condição de avançar, a outra não.
E, ainda assim, quem estava em melhores condições se mostrava disposta a abrir mão do próprio caminho para não se separar.
Em outros momentos, ficou evidente que permanecer junto já não era cuidado — era aprisionamento.
Não por maldade, mas por confusão entre amor, lealdade e sacrifício.
Também houve casos em que o auxílio só foi possível quando uma das partes aceitou seguir adiante.
Não como abandono, mas como compreensão de que, às vezes, não é possível ajudar ficando.
É preciso sair do lugar para, quem sabe, um dia poder estender a mão de outro ponto.
O fechamento mais marcante veio com a presença de um mentor, que revelou uma história de amizade muito antiga, atravessando séculos.
Uma promessa de ajuda que não o impediu de seguir sua própria evolução.
Ao contrário: foi justamente por ter seguido vivendo, aprendendo e se expandindo que, depois de muito tempo, ele pôde finalmente auxiliar esse amigo a aceitar ajuda.
Promessas feitas a partir da consciência não aprisionam. E são diferentes daquelas feitas a partir do medo e da ignorância.
Amor não exige estagnação.
Bendito seja aquele que consegue amar sem esperar nada em troca —
essa é uma bênção rara, expressão de amizade e amor genuínos.
Mas também é preciso cultivar o amor por si, seguir em expansão de consciência e permanecer fiel ao próprio caminho.