Instituto Aldeia da Fé

Instituto Aldeia da Fé Dra. Mariana Pimenta Martins
Médica | Psiquiatria Clínica
CRM-SP nº 278517

27/02/2026

TOD não é “birra exagerada” nem falta de limites.

O Transtorno Opositivo-Desafiador é marcado por irritabilidade frequente, comportamento desafiador e dificuldade constante em aceitar regras e figuras de autoridade.

Não é sobre uma criança “difícil”.
É sobre um padrão persistente que causa prejuízo na família, na escola e nas relações.

Com orientação adequada, é possível ajudar a criança a desenvolver regulação emocional e melhorar o convívio.

Se você se identificou com esses sinais, clique no link da bio e agende uma consulta.

Quando uma criança explode, enfrenta, grita ou diz “não” para tudo, o que costuma aparecer primeiro é o cansaço dos adul...
25/02/2026

Quando uma criança explode, enfrenta, grita ou diz “não” para tudo, o que costuma aparecer primeiro é o cansaço dos adultos. E ele é legítimo. Mas, por trás desse comportamento, quase sempre existe algo que a criança ainda não sabe expressar de outro jeito.

No TOD, o sistema emocional vive em alerta. A frustração chega rápido, a tolerância é baixa e a sensação interna é de ameaça constante. O corpo reage antes que a mente consiga organizar. O que vemos como “birra” é, muitas vezes, desorganização emocional.

Isso não signif**a ausência de limites. Signif**a que limites só funcionam quando vêm acompanhados de compreensão, previsibilidade e construção de recursos internos.
A criança não está tentando desafiar o mundo. Ela está tentando sobreviver dentro dele.

Muita gente começa com uma intenção legítima: descansar.O dia foi pesado, a mente não desacelera, o corpo não obedece. O...
23/02/2026

Muita gente começa com uma intenção legítima: descansar.
O dia foi pesado, a mente não desacelera, o corpo não obedece. O comprimido vira alívio. E funciona.

O problema é que, aos poucos, o sono deixa de ser algo natural e passa a depender daquela ajuda. O corpo aprende que só desliga com remédio. A noite vira uma negociação. Sem ele, vem o medo de não dormir. Com ele, vem o alívio imediato.
Esse ciclo raramente começa como abuso. Ele nasce do cansaço, da sobrecarga, da tentativa de sobreviver ao próprio esgotamento.

Quando o sono depende sempre de uma substância, algo mais profundo está pedindo cuidado. Não é apenas sobre dormir. É sobre um corpo que não consegue mais descansar sozinho.
Lidar com isso não é simplesmente “parar o remédio de uma vez”. O desmame precisa ser cuidadoso, acompanhado e respeitar o tempo do corpo. É um processo de reaprendizado fisiológico e emocional.
Envolve ajustar a rotina de sono, trabalhar a ansiedade que se associa à noite, reconstruir a sensação de segurança interna e, quando necessário, usar a medicação como ponte, não como destino final.

Entender isso muda a conversa.
Tira o peso da culpa e abre espaço para tratamento real.
Porque o objetivo não é apenas dormir.
É voltar a sentir que o próprio corpo pode, aos poucos, aprender a descansar novamente.

20/02/2026

Nem toda mudança de humor é bipolaridade.
Mas quando fala acelerada, pouco sono, pensamentos rápidos e mudanças impulsivas de planos se tornam frequentes e intensas, é importante investigar.

O Transtorno Bipolar vai além de “altos e baixos”.
É uma condição que precisa de avaliação criteriosa.

Se você se identificou ou reconheceu esses sinais em alguém próximo, clique no link da bio e agende sua consulta.

🎥 @ igorpsicologo

A hipersensibilidade na bipolaridade não é exagero emocional. É uma formadiferente de o sistema nervoso perceber e reagi...
18/02/2026

A hipersensibilidade na bipolaridade não é exagero emocional. É uma forma
diferente de o sistema nervoso perceber e reagir ao mundo.

O que para alguns passa rápido, para quem vive essa condição atravessa com mais intensidade. Sons, palavras, silêncios, rejeições, expectativas. Tudo chega com mais força. E quando tudo chega assim, o cansaço não é apenas físico. É emocional.

Essa intensidade constante exige um esforço interno enorme para se manter em equilíbrio. Por fora, muitas vezes ninguém percebe. Por dentro, existe uma tentativa contínua de se reorganizar, de não transbordar, de não se perder nas próprias sensações.

Compreender isso transforma o cuidado. Tira a bipolaridade do lugar do rótulo e a coloca no lugar da experiência humana real. Onde sentir demais não é escolha. É parte da forma como o corpo vive o mundo.

Por fora, pode parecer apenas uma fase boa. Mais energia, mais disposição, ideias fluindo, produtividade em alta. A pess...
16/02/2026

Por fora, pode parecer apenas uma fase boa. Mais energia, mais disposição, ideias fluindo, produtividade em alta. A pessoa fala mais rápido, dorme menos, sente que dá conta de tudo. Para quem observa, pode soar como motivação, entusiasmo ou “estar no auge”.

Por dentro, é diferente.
A mente acelera. Os pensamentos não desaceleram. O corpo entra em um ritmo que não se sustenta por muito tempo. A percepção de limites diminui. Gastos impulsivos, decisões apressadas, excesso de compromissos e sensação de invencibilidade podem surgir.

Hipomania não é simplesmente estar bem. É estar fora do eixo interno.
Ela pode até trazer momentos de prazer e criatividade, mas cobra um preço emocional depois. Porque não nasce do equilíbrio, e sim de uma desregulação do sistema emocional.

Lidar com a hipomania não é apagar a energia nem “podar” a pessoa. É aprender a reconhecer os sinais precoces, ajustar o ritmo antes que o corpo ultrapasse seus próprios limites e construir estratégias que ajudem a manter estabilidade.

Isso envolve acompanhamento médico, organização de rotina, cuidado com o sono, redução de estímulos excessivos e, muitas vezes, tratamento medicamentoso bem ajustado. Não para tirar quem a pessoa é, mas para protegê-la de decisões que não representam seu eu em equilíbrio.

Compreender a hipomania é essencial para cuidar da bipolaridade com responsabilidade.
Não para eliminar os momentos bons, mas para reconhecer quando corpo e mente estão indo além do que conseguem sustentar e aprender a permanecer em um lugar mais seguro por dentro.

13/02/2026

Nem todo trauma “passa com o tempo”.
Para muitas pessoas, o corpo e a mente continuam em alerta muito depois do que aconteceu.
Isso é transtorno de estresse pós-traumático — e não, não é frescura, exagero ou falta de fé.

Reconhecer o TEPT é um ato de cuidado. Validar a dor do outro é um ato de humanidade.
Falar sobre isso é essencial para quebrar o silêncio que ainda cerca tantos sofrimentos invisíveis.

A depressão que surge após um trauma não é preguiça, drama ou falta de vontade. Ela é uma resposta do organismo a algo q...
11/02/2026

A depressão que surge após um trauma não é preguiça, drama ou falta de vontade. Ela é uma resposta do organismo a algo que ultrapassou a capacidade emocional de ser elaborado naquele momento.

Quando a experiência é intensa demais, o sistema psíquico entra em modo de contenção.
A vida desacelera por dentro.
O corpo economiza energia.
A mente tenta se proteger do excesso de estímulo.
O que aparece como apatia, desânimo ou vazio é, na verdade, uma tentativa de sobreviver.

Compreender isso muda completamente o olhar sobre quem sofre.
E muda, principalmente, a forma de tratar.

Depressão pós-trauma não pede cobrança.
Pede cuidado, escuta e reconstrução de segurança interna.
Porque antes de voltar a viver, o corpo precisa aprender que já não está em perigo.

09/02/2026

📌 Agenda aberta
🩺 Telemedicina
🏥 Atendimento presencial em Guarulhos
📅 26/03/2026 (próxima data)

📲 Agendamentos via direct ou link na bio.

O trauma passa, mas o corpo ainda lembra.Mesmo quando o perigo já não existe, o organismo continua agindo como se ele es...
09/02/2026

O trauma passa, mas o corpo ainda lembra.
Mesmo quando o perigo já não existe, o organismo continua agindo como se ele estivesse presente.
O sistema nervoso permanece em estado de alerta.
O sono f**a leve.
O coração dispara.
O corpo reage antes que a mente consiga explicar.

Isso acontece porque o trauma não é apenas uma lembrança. Ele é uma experiência que se inscreve no corpo. Diferente de outras memórias, ele não f**a guardado apenas como história. Ele vira sensação, reflexo, padrão de proteção.

Por isso, muitas pessoas dizem “já superei”, mas continuam sentindo medo, tensão, cansaço emocional, dificuldade de relaxar ou de confiar. Não é contradição. É fisiologia. O corpo aprende a sobreviver antes de aprender que está seguro.

O tratamento do trauma não é apagar o que aconteceu. É ajudar o corpo a entender que o perigo ficou no passado. É devolver ao sistema nervoso a capacidade de relaxar, de diferenciar ameaça real de memória emocional, de voltar a habitar o presente.

Quando isso acontece, a mente pode seguir em frente sem que o corpo fique preso ao que já passou. E a vida deixa de ser vivida em estado de defesa constante.

06/02/2026

Esquizofrenia não é mais uma sentença de incapacidade.
Hoje, com mais conhecimento e menos preconceito, entendemos que o diagnóstico não define o destino de ninguém.

Ainda existe muito estigma, e é exatamente por isso que precisamos falar sobre isso.
Mais informação, menos medo.
Mais acolhimento, menos julgamento.

Esquizofrenia não é ausência de pessoa. É presença de sofrimento.Quando reduzimos alguém ao diagnóstico, deixamos de enx...
04/02/2026

Esquizofrenia não é ausência de pessoa. É presença de sofrimento.

Quando reduzimos alguém ao diagnóstico, deixamos de enxergar a história, os vínculos, as tentativas, os medos e tudo aquilo que continua existindo ali. O transtorno descreve uma condição, mas não substitui quem a pessoa é.

Compreender isso muda o jeito de olhar, de cuidar e de se relacionar. Porque antes de qualquer rótulo, existe alguém tentando existir no mundo do seu próprio jeito.

Endereço

São José Do Rio Prêto, SP

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