20/12/2025
A verdade é que colocaram uma dívida absurda sobre as mães de hoje, como se elas tivessem que pedir permissão para educar, negociar limite, pedir licença para orientar, caminhar em cima de ovos para não “traumatizar”. Só que há décadas tudo era muito mais simples: a mãe decidia o que entrava na mesa, qual era o horário, qual era o uniforme, e estava tudo certo. Existiam regras, limites, autoridade — e isso não destruía ninguém. Pelo contrário, isso construía caráter, responsabilidade, respeito. Hoje, transformaram disciplina em opressão, transformaram limite em abuso, transformaram educação em violência. E nessa confusão, estão criando crianças que não sabem ouvir “não”, que não entendem hierarquia, que não reconhecem fronteiras básicas da convivência.
E quando você chama isso de avanço, eu te pergunto: avanço pra quem? Porque, para a criança, não é. Uma mãe firme não é uma mãe ruim. Uma mãe que corrige não é uma mãe tóxica. Uma mãe que insiste, que cobra, que pega no pé, é uma mãe que está presente, interessada, consciente da responsabilidade que tem nas mãos. É muito pior uma criança crescer com uma mãe omissa, distante, desconectada, que não se importa, que não aparece, que não participa. Isso sim é um desastre emocional, psicológico o, as mães estão sendo julgadas por fazer exatamente o que deveriam: educar, direcionar e cuidar.
Por isso, acorda: ser uma “mãe chata” é uma bênção. A “chatice” nada mais é do que amor disfarçado de responsabilidade, cuidado vestido de firmeza, proteção que assume forma de cobrança. Educar dá trabalho, cansa, exige repetição, exige pulso, exige constância. E o mundo está como está justamente porque faltam adultos que tiveram pais assim. Então olha pra sua história, olha pra quem te criou, olha pra quem está formando o seu filho: você está ensinando ou está pedindo autorização para educar?
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