22/02/2022
Saber sobre Si
Estar no mundo e conviver implica em relacionar-se, em todas as nossas relações somos nomeados pelo outro: mãe pai, irmãos, companheiros, filhos amigos, chefe. Mas quem somos pra nós mesmos? Posso saber quem sou?
Para Lacan “...há alguns significantes do Outro que têm uma força de determinação e se impõem como se fossem uma obrigação que o sujeito deveria acatar para se definir. Estes se apresentam como um “Tu és…”, mortificando o sujeito. São significantes que etiquetam o sujeito e aos quais ele se identifica, como por exemplo: Tu és “feia”, “forte”, “garanhão”, “um verme”, “traidora”, “sempre bela” etc. (QUINET A. Os outros em Lacan, p.12)
Quem somos aos nossos próprios olhos? Apesar dessa ser uma pergunta de respostas infinitas, uma construção que não termina, podemos nos aproximarmos de quem somos pelo processo de análise. Pois “O sujeito se encontra alienado a esses significantes que são do Outro, como lugar do inconsciente. Na análise o sujeito vai pouco a pouco descobrindo quais são esses significantes e se desalienando do Outro, abrindo a possibilidade de mais deslizamentos de sua experiência subjetiva.” (QUINET A. Os outros em Lacan, p.12)
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