14/08/2025
Yoga no Frio: Cuide-se e Aproveite o Melhor da Prática
Você já tentou praticar yoga num dia gelado, com a temperatura abaixo de 15 °C?
O frio pode até trazer uma sensação revigorante, mas o corpo reage de maneiras que merecem nossa atenção e cuidado, especialmente se você tem pressão alta, problemas cardíacos, circulação sensível ou doenças pulmonares como asma, bronquite e DPOC.
Quando a temperatura cai, os vasos sanguíneos se contraem (vasoconstrição) para preservar o calor interno. Esse processo, embora natural, pode dificultar a circulação, elevar a pressão arterial e deixar músculos e articulações mais rígidos. O coração trabalha mais e os pulmões também sofrem: o ar frio pode irritar as vias respiratórias, provocar broncoespasmos e aumentar o risco de crises em quem já tem alguma condição respiratória.
Mas calma isso não significa que a prática precisa parar no inverno.
Com atenção e cuidados simples, o yoga no frio pode continuar sendo um momento de presença, conexão e bem-estar.
Como Praticar Yoga com Segurança no Frio:
1. Aqueça-se antes, nas aulas já costumamos fazer alongamentos leves e movimentos articulares por 5 a 10 minutos. Se for praticar em casa, atente-se a esta etapa.
2. Use camadas de roupa, tecidos térmicos ou lã; proteja pés, mãos e cabeça.
3. Aqueça o ambiente, proteja-se do vento; se possível, use aquecedor.
4. Proteja as vias respiratórias respire pelo nariz e, se possível, use cachecol para aquecer o ar inspirado
5. Escute o corpo, pare se sentir tontura, dor no peito, falta de ar ou tremores excessivos.
Importante:
Se você tem condições cardiovasculares, pulmonares ou qualquer dúvida sobre saúde, informe ao professor e converse com um médico ou fisioterapeuta antes de praticar em ambientes frios.
Lembre-se: o yoga não é sobre vencer o frio ou “provar resistência”, mas sobre estar presente e cuidar de si. A prática constante, mesmo que mais suave, mantém o corpo ativo, fortalece a imunidade, melhora o humor e ajuda a regular a respiração. Ficar parado, esperando o calor voltar, pode ser mais prejudicial do que adaptar-se e seguir se movimentando.