18/02/2023
A resposta é: depende. Cada criança é uma criança, cada caso é um caso, cada casa é uma casa. Antes de levar nossas crianças ao psiquiatra em função de qualquer mudança de comportamento, o ideal seria nós adultos olharmos para nós mesmos, para como estamos tratando nossos filhos, o que falamos para eles, como estamos zelando por eles, se estamos respeitando as suas individualidades e necessidades. Precisamos ver como está o ambiente em que nossos filhos estão vivendo em casa. Como nós como pais estamos emocionalmente para lidarmos com os nossos filhos? Como estamos olhando para os nossos filhos: com respeito? Como seres únicos? Estamos acolhendo? Estamos escutando, olhando, ajudando quando necessário? Muitas vezes estamos medicando nossos filhos sem nos darmos conta de que eles estão em um ambiente em que não permite que eles sejam eles, que eles não se sintam respeitados e nem ouvidos, não permite que eles vivam em um ambiente tranquilo e saudável. Em função dos fatores acima, muitas vezes as crianças vivem como se elas estivessem dentro de uma panela de pressão, prestes a explodir a qualquer momento. E quando essa explosão ocorre, cada criança responde de um jeito: uma pode f**ar triste parecendo que está deprimida, outra ansiosa descontando na comida, por exemplo, outra pode ter uma crise de ansiedade.
Como disse cada caso é um caso e cada criança um ser único. Algumas precisam sim serem medicadas e outras talvez não. Talvez, pois antes de medicar é preciso verif**ar com cautela as muitas variáveis, algumas já citadas, que interferem na vida da criança. Mas independente disso quando se vive em um ambiente saudável, com respeito as individualidades, com respeito ao ser humano, um ambiente em que a criança se sinta segura, acolhida e protegida com certeza será mais fácil de a criança se desenvolver muito melhor.