12/02/2026
Acordei na segunda ouvindo essa música.
Nunca tinha escutado. Acho que tô ouvindo pouca música ultimamente.
Mas não foi a música que me chamou atenção. Nem o cantor chamado Bad Bunny (diferente né? mas é nome de rapper).
O que me chamou atenção foi a ousadia de fazer uma apresentação no intervalo do Super Bowl - um dos eventos televisivos mais assistidos do planeta - em espanhol e em um momento político sensível.
Pensei: gente! quem é esse cara?
Mas fui ver seu passado, sua história e percebi algo que falo muito no meu trabalho. Percebi um alinhamento, um equilíbrio.
Fui analisar os PORTAIS de PODER dele. E percebi grande congruência. Como se ele não tivesse medos (estão bem trabalhados - pelo menos os que poderiam impactar essa apresentação).
Bad Bunny ou Benito se apropriou da sua história, da sua ancestralidade e fez isso com maestria. Não só trouxe elementos do seu país: a bananeira, o verde, o tipo de carro, a cadeira, mas também incluiu em seu show os demais países latinos. Ele trouxe emoção. Ele me fez sentir algo. Ele me incluiu ali.
Ele não se rendeu à massa. Ao que todos estavam esperando. E precisa de coragem pra isso. Por muito pouco a gente se rende, não é? Precisa de verdade. Autenticidade. Ah, essa danada que todo mundo quer ter para se diferenciar nesse mar de posts em redes sociais.
Mas, se nos apropriarmos da nossa história (sem vitimismo, sem culpas) já temos a BASE. Já temos SEGURANÇA. Temos DIFERENCIAÇÃO. Nenhuma história é igual a outra. Se temos vergonha de onde viemos, da história que vivemos, começamos capenga. Meio boneco de posto. Por isso a comunicação não sai verdadeira, por isso dinheiro não entra. Porque (TALVEZ) estamos em algum momento tentando CABER nas histórias que não são nossas.
Bom, filosofei aqui.
Me deu vontade de conhecer Porto Rico. Sério.
E vou ficar com essa música por anos na cabeça.
Como tira?
Ah, se você quer saber mais sobre os PORTAIS DE PODER, só clicar no link da bio.