29/05/2021
Retrato de um acontecimento paulistano, q já esteve presente em diversos estados brasileiros✓
Blog: 'De pouco um tudo'
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Matérias publicadas no Blog: • 10/12/2020 - Impactos da Pandemia em diversas vertentes
• 03/04/2020 - Pandemia de COVID-19 e sua repercussão
• 04/12/2019 - Raul Seixas: o início, o fim e o meio e Bar do Kaká - QG Raulseixista de SP
• 21/03/2019- "DELHI Fair 2019 *Feira de Outono*".
• 14/03/2019 - [O mundo Netflix]
• 31/01/2019 - "Semana de Arte Moderna de 1922"
• 12/12/18 - Congresso Brasileiro do Sono 2018
• 09/08/18 - Copan completou 50 anos
• 20/06/18 - Retrato do Holocausto na Alemanha de Hitler: 'Meu Coração Ferido'
• 21/05/18 - 50 anos após o Maio de 68 na França
° 19/04/18 - "Hair Brasil 2018"
° 19/03/18 - Holocausto Brasileiro".
° 27/02/18 - "Proteção Financeira"
• 20/02/18 - "A multiplicação do Carnaval paulistano".
• 29/11/17 - Especulação Imobiliária
° 30/10/17 - Belchior
• 28/087/17 - "[Cem anos: revolução russa]"
• 20/09/17 - Soroko’s Bar
° 12/09/17 - Terra em Transe
• 02/08/17 - [Chester Bennington e o Rock do início do século]
• 05/05/17 - Hair Brasil 2017 [16º edição]
• 19/12/16 - Circus Hair***
• 18/10/16 - *Bob Dylan* o primeiro músico a ganhar o Nobel em 115 anos
• 02/08/16 - Zecas Rock Burguer
• 29/07/16 - BoxBeauty! Salon
• 04/04/16 - Realidade Virtual # É pop
• 17/04/16 - Barbearia Frei Caneca
• 22/06/2016 - Augusta Alternativa
• 26/07/2016 - Mercado Musical no Brasil
• 20/01/2016 - David Bowie: o camaleão do Rock
• 27/07/2015 -
• 02/02/2015 - Permanência e Ocupação Parque Augusta
• 18/12/2014 - Casa Amarela ***Movimento de Ocupação de Espaços Ociosos
• 10/09/2014 - Ucrânia
• 21/08/2014 - Rock! and Hostel
• 20/06/2014 - Dívida da Argentina
• 28/05/2014 - Maconha - 'Legal e Controlada'
• 29/04/2014 - China Arte Brasil
• 02/04/2014 - Água - Um sertão de políticas
• 11/03/2014 - Black Blocos e Mídia Ninja
• 19/02/2014 - Exposição Stanley Kubrick chega ao MIS
• 14/01/2014 - ***Parque Augusta***
• 19/12/2013 - Madiba – Nelson Mandela
• 11/12/2013 - Snow Country (O País das Neves), de Yasunari Kawabata
• 11/11/2013 - A Era dos Bisbilhoteiros
• 06/10/2013 - Brucutus na Web
• 30/09/2013 - _Buya em Riad _
• 24/09/2013 - Evento BRICS no século XXI
• 13/09/2013 - Economia chinesa dá sinais de retomada
• 05/09/2013 - Craques em campo: PVC e Milton Leite participam do Papo na Redação
• 07/08/2013 - Black Blocs
• 05/08/2013 - O avanço da Neurociência
• 31/07/2013 - Papa Francisco vem ao Brasil
• 23/06/2013 - Yoga...Fitness
• 22/03/2013 - Crônicas de cavaleiros e dragões
• 14/03/2013 - Mudança do eixo de poder da Igreja Católica: Francisco, um papa latino-americano
• 14/03/2013 - Hugo Chávez
• 01/03/2013 - Mercado financeiro brasileiro
• 18/02/2013 - Vibe Digital
• 08/01/2013 - No mundo: esse cara é o Messi!
• 18/12/2012 - Bi mundial
• 19/11/2012 - Atrás do Pano- a comédia
• 29/10/2012 – Haddad supera Serra, e PT volta a governar São Paulo
• 16/08/2012 – No one’s perfect/ Ninguém é perfeito (1997)/ Primeira e Segunda parte
• 04/08/2012 - Clássico Rodriguiano em cartaz na Paulista: A Falecida
• 24/10/2012 – La Jolie – Trajes a Rigor
• 10/07/2012 – Corinthians- Campeão da Libertadores 2012
• 24/05/2012 – O Corvo
• 27/04/2012 – Augusta 472_Bar roxo_Rock bar
• 23/04/2012 – Sorvetes Soroko= Augusta 305
• 20/04/2012 – Heleno de Freitas
• 18/04/2012 – Filme Um Método Perigoso (A Dangerous Method)
• 12/04/2012 – Futuro em rede
• 10/04/2012 – Insegurança virtual
• 05/04/2012 – Raul: o início, o fim e o meio
• 28/03/2012 – A terra aquece de forma incessante
• 24/03/2012 - Música
Retrato de um acontecimento paulistano, q já esteve presente em diversos estados brasileiros✓
Impactos da Pandemia em diversas vertentes
Com o acontecimento mundial, que em poucos meses alcançou todos os países do planeta, houve uma modificação no cotidiano de bilhões de pessoas e algumas reestruturações foram necessárias para ocorrer uma adaptação gradual e segura. A ameaça à saúde modificou o cotidiano de bilhões de pessoas e apresentada como um “desastre natural” houve uma desvinculação de práticas culturais, relações de dominação e decisões políticas. Diante da chegada do vírus ao Brasil, um patógeno novo e de fácil propagação foi o ponto chave para a adoção de novos processos de trabalho, que poderiam garantir o funcionamento do sistema de saúde, assim evitando sua sobrecarga.
Para entender os efeitos da epidemia de Covid-19 como um acontecimento, é importante visualizar o contexto de emergência dessa causa que, assim como outras representaram um marco na história da humanidade. A biografia conta com abismos e diversos caminhos, que podem ser alcançados a partir de um vírus. Se no início de junho de 2020 já contávamos com 6,5 milhões de infectados, sendo 2,2 milhões na Europa e 3 milhões na América, com quase 400 mil mortos em mais de 188 países, segundo a OMS. E foi no dia 17 de novembro de 2019 que tivemos o primeiro caso relatado da Covid-19 em Wuhan, capital da província de Hubei na China, o que pode retratar a multinacionalização do vírus. Esses dados localizaram o centro da pandemia naquela potência econômica que desde 2008 tem sustentado os níveis de produção e consumo globalizados dentro de um padrão de exploração intensiva de trabalho humano e recursos naturais. Um modelo que para cientistas, filósofos e parte cada vez maior da sociedade é considerado suicida e insustentável, numa relação direta com surtos virais e patologias provocadas pelo desequilíbrio ecossistêmico de interações disruptivas entre homem/natureza.
A contaminação atingiu uma proporção pandêmica com capacidade de afetar todos, assim como a globalização neoliberal. Uma vertente atingida diretamente com a Pandemia foi o mercado de trabalho, que passou a adotar a cultura do trabalho ‘Home Office’ e diversas empresas passaram a adotar esse modelo para dar continuidade durante o período de distanciamento social. O Brasil tem uma história escravagista. Os ‘‘empregados’’ se acostumaram a produzir mediante supervisão dentro de uma hierarquia”, pontuou Tamara Maia, gestora da Startup Setem – Seminário Teológico Multiplicador. Essa mudança pode provocar, entre outras coisas, transformações na estrutura física das empresas. Tamara apontou que é possível, por parte das companhias, fazer uma transferência de seus escritórios para espaços menores, assim mantendo a maior parte dos colaboradores na atuação à distância.
O Sistema de Saúde
Medidas de controle e organização dos sistemas e serviços de saúde
Como a base é a saúde, diversas pesquisas buscaram uma forma para retratar o monitoramento da capacidade de resposta dos serviços de saúde ao atendimento de pacientes com Covid-19. Focando nos clientes que demandam cuidados hospitalares, a disponibilidade de leitos e equipamentos teve de ser considerada de forma dinâmica; assim contemplando a incorporação de estruturas para o enfrentamento da pandemia, em conjunto com as curvas epidemiológicas e estimativas, acerca da utilização de serviços mais complexos. Com base na evolução clínica/pesquisas sobre a Covid-19, o foco passou a exploarar os sintomas de pacientes diagnosticados com diferentes perfis de gravidade.
A partir de então a análise crítica de estratégias e formulações passaram a ser empregadas no âmbito dos sistemas e serviços de saúde. Assim, houve uma contribuição para melhorar a resposta do SUS no enfrentamento da Covid-19. A análise comparada de estratégias adotadas por diferentes países, com apreciação da sua aplicabilidade e potencial de adaptação à realidade brasileira.
Algumas medidas estão sendo adotadas, em busca da diminuição da propagação da doença em todo o país, mas ainda há uma incógnita sobre como será a evolução da doença, principalmente no inverno. A epidemia pode durar e voltar em ondas.
Logo, o sistema de saúde público e privado teve de passar por adaptações, em busca de uma forma de ajuste ao contexto de emergência Tendo como base os princípios da Logística Humanitária, as operações humanitárias englobam desde processos de curto prazo em resposta a emergências agudas até assistência de médio e longo prazo, considerando cenários de escassez aguda de suprimentos essenciais, tais como equipamentos de proteção individual, kits diagnósticos e outros insumos, conforme aponta a Organização Mundial de Saúde (OMS).
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) vem fazendo esforços para monitorar os efeitos da pandemia de Covid-19 no mundo do trabalho, utilizando sua base de dados para estimar os riscos de impacto no emprego e na renda, derivados das medidas de distanciamento social desde o início deste ano. No Brasil, o IBGE conseguiu manter a divulgação dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) — ameaçada pela dificuldade de se cobrir a amostra em tempos de pandemia — e o Ministério da Economia retomou a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desligados (CAGED), referente ao emprego formal — suspensa desde dezembro de 2019 para adaptação ao e-Social. Diversos estudos buscaram contextualizar a realidade do emprego e da renda na conjuntura da crise, com especial atenção às formas de inserção dos trabalhadores no mercado de trabalho.
Setores do mercado de trabalho atingidos pela Pandemia
Em boletim, a OIT-Organização Internacional do Trabalho, abordou o alto grau de risco econômico que os segmentos de trabalhadores e empresas foram expostos, levando em conta que as medidas de prevenção à pandemia afetaram de forma bastante diferenciada os diversos tipos de atividade econômica e segmentos do mercado de trabalho. Trabalhadores em setores voltados à manutenção das necessidades básicas da população e às ações de combate aos efeitos da Covid-19, apesar de mais expostos à contaminação, estão mais protegidos do ponto de vista econômico, enquanto aqueles sujeitos ao distanciamento social, por recomendação ou obrigatoriedade imposta pelas autoridades sanitárias dos diversos países, estão em situação inversa.
Levando em consideração os fatores de risco, envolvendo situação de emprego, tamanho das empresas e os diferentes níveis de medidas de bloqueio (total, parcial e medidas fracas), chega-se a uma estimativa de quase 1,6 bilhão de trabalhadores da economia informal, equivalente a 76% do emprego informal em todo o mundo. No Brasil a população ocupada decaiu de 93,7 milhões para 89,2 milhões e cerca de 4,5 milhões de pessoas perderam seus empregos e os prejuízos econômicos devem ser fortes. Caso seja feita uma escala de risco de prejuízos social e econômico na conjuntura da pandemia para cada categoria, devemos levar em conta dois critérios de vulnerabilidade: a) risco de perda de emprego ou fechamento e suspensão do negócio ou trabalho, no caso de profissionais autônomos e empregadores; b) ausência de acesso a benefício social e/ou crédito bancário, no caso de profissionais autônomos e empregadores informais. Assim, os empregados no setor privado com e sem carteira assinada retrataram as seguintes bases: o risco de demissão e a redução de salário. O Auxílio Emergencial foi de extrema importância para a população de baixa renda poder enfrentar as consequências da pandemia e teve papel essencial para preservar minimamente as condições de vida de boa parte dos brasileiros beneficiados.
Para inúmeros profissionais essa já era uma realidade, mas muitas das empresas não consideravam uma possibilidade, entretanto, o contexto atual proporcionou novas visões para o mercado. Diversas companhias repensaram sua cultura e valores. Diante deste modelo de negócio visto a flexibilidade, o conforto, a qualidade de vida e a economia, assim visando a flexibilidade e oferecendo agilidade e comodidade, tanto para os funcionários quanto para a empresa.
‘Apoio aos trabalhadores’ >Auxílio Emergencial<
O público-alvo do Programa foi bastante amplo e basicamente destinado a membros desempregados pertencentes a famílias de baixa renda, cujo principal critério é estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Além disso, contemplou trabalhadores que estão ocupados como autônomos formais ou informais, sendo que estes últimos devem estar inscritos no Cadastro Único. Por sua amplitude, o Programa assemelhou-se ao formato de uma renda social, sem um foco específico no mercado de trabalho, uma vez que o principal critério se referiu à renda familiar. Segundo um balanço divulgado pela Caixa Econômica Federal o valor repassado à população beneficiou milhões de pessoas, desde o início de abril de 2020.
Assim, verifica-se que o Programa não apenas repôs a renda do trabalho perdida pelas categorias em questão, mas repassou um valor 10 vezes maior que o valor a ser reposto. Além disso, diversas linhas de crédito foram criadas para dar suporte às empresas, lideradas pelos bancos oficiais: Banco do Brasil, Caixa econômica, BNDES, Banco do Nordeste e da Amazônia; além de grandes bancos privados e pequenas financeiras, com oferta de crédito para diversas finalidades. Contudo, a conjuntura da Pandemia afetou o mercado financeiro e o governo já reconheceu a necessidade de flexibilizar ao máximo o acesso ao crédito para o segmento prioritário e tenta fazer com que a rede bancária possa ser eficaz em sua concessão.
Nesse momento, a oferta de crédito é alta, dada a grande disponibilidade de recursos existentes no sistema bancário, com juros cada vez mais baixos. Assim, a importância do mesmo para a conjuntura inclui o aperfeiçoamento e ampliação das medidas de flexibilização do acesso ao crédito, a retirada da exigência e manutenção dos empregos após o período de financiamento da folha de salário.
O empreendedorismo individual e formal (MEI) surpreendeu com a ampliação do seu contingente durante os dois primeiros meses da pandemia, o que parece antecipar uma tendência que deverá permanecer após a crise, em razão da tendência a uma menor geração de empregos no cenário futuro.
Isso também indica que os negócios baseados em soluções digitais, bastante demandados durante a crise, deverão liderar a criação de novos postos de trabalho, por meio do empreendedorismo. A persistência da pandemia deve projetar para a necessidade do aperfeiçoamento na concepção e implementação das ações de combate aos efeitos das medidas sanitárias, tendo em vista alcançar melhores resultados em termos de custo-benefício para o processo de manutenção e retomada da atividade econômica.
Dessa forma, a maior flexibilização no mercado empresarial, que contará com medidas restritivas em novos períodos, por conta da disseminação da doença nas comunidades de baixa renda, deve afetar os segmentos mais vulneráveis. Ao direcionar o foco para os beneficiários do Bolsa Família, que deve ser renomeado pelo governo, a complementação do benefício já concedido pode ser uma estratégia de meio termo para o enfrentamento da situação econômica nos próximos meses. Os programas de apoio voltados para as micro e pequenas empresas, além dos empreendedores individuais devem ser aperfeiçoados para a tentativa de manter o setor produtivo, assim criando um novo ciclo do desemprego e tentar alcançar assim a reposição de renda.
Logo, o grande desafio será o enfrentamento da demanda e oferta no mercado econômico. O Auxílio Emergencial tem atuado como benefício de renda social para a população e o apoio corre o risco de provocar um desequilíbrio, dificultando a retomada da atividade produtiva. A demora no socorro para as empresas deve aumentar a pressão dos empregadores pela reabertura econômica, visando a sobrevivência do mercado. As mudanças responsáveis por gerar experiências únicas, responsáveis por moldar novas realidades, evidenciaram cenários prováveis e favoráveis para o pós pandemia. Algumas tendências retrataram a inovação e reconstrução do cenário/vínculo empregatício, como:
O Home Office e as medidas compensatórias
As mudanças responsáveis por gerar experiências únicas, responsáveis por moldar novas realidades, evidenciaram possíveis cenários prováveis e favoráveis para o pós pandemia. Algumas tendências retrataram a inovação e reconstrução do cenário/vínculo empregatício.
Muitas empresas, dos mais variados portes e segmentos, conseguiram manter suas atividades durante o período de isolamento social através do mesmo.
Para inúmeros profissionais essa já era uma realidade, mas muitas empresas não o consideravam uma possibilidade, entretanto, o contexto atual proporcionou novas visões para o mercado. Diversas companhias repensaram sua cultura e valores, diante deste modelo de negócio visto a flexibilidade, o conforto, a qualidade de vida e a economia, assim visando oferecer agilidade e comodidade, tanto para os funcionários quanto para a empresa.
Daqui pra frente isso será, entre outras coisas, responsável por influenciar diversas decisões.
Disrupção educacional
O mercado educacional foi considerado um dos mais difíceis para encarar as mudanças decorrentes do cenário da Pandemia e a partir de então uma nova face foi necessária para atingir a readequação das práticas de ensino. Essa nova face, em virtude do cenário atual, impulsionou um momento de adaptação nas práticas de ensino. Dessa forma, diversas portas foram abertas para a adesão de novas ferramentas e tecnologias na esfera da educação.
Foi a partir dessa guinada que a pandemia passou a abrir mais portas para as Edtechs: abreviação de “education technology”, ou tecnologia educacional. Essas Startups de educação, que buscam oferecer novas formas de abordagem para o aprendizado a partir das vertentes da tecnologia, foram de extrema importância para diversas formas de manutenção do mercado educacional. Assim, ocorreu uma nova jornada para o mercado da educação, setor tradicional e chave para o crescimento.
A partir dessa inovação, o cenário buscou atualização e inovação para o momento e o futuro. Uma das colocações bases retratou a educação à distância, considerando as gerações cada vez mais adaptadas às tecnologias digitais
Se considerarmos as gerações cada vez mais adaptadas ao mundo digital e vantagens deste modelo de ensino, entenderemos o porquê das perspectivas serem positivas para este cenário. O grande número de horas que passamos online retrata o constante interesse em produtividade e também a ligação de professores, especialistas e mentores em busca de novas habilidades.
Economia de experiência virtual
Com inúmeras turnês, campeonatos e eventos suspensos, museus fechados e viagens canceladas por conta do isolamento social, o foco da economia de experiência passa a ser virtual e imersivo, estabelecendo uma conexão do real com o virtual através de tecnologias como realidade aumentada, assistentes virtuais e máquinas inteligentes.
Diversas formas de entretenimento migraram e ainda migrarão para o digital, gerando um aumento das experiências virtuais na esfera cultural e em setores como turismo, esportes e varejo.
Shopstreaming
O comércio eletrônico e as transmissões ao vivo, duas grandes tendências do mercado, trouxeram uma nova abordagem diante da comunidade, do entretenimento e do comércio.
Com o isolamento social, vimos o ‘Live Streaming’e as vendas on-line crescerem repentinamente. A fusão destas tendências apontam para uma nova direção em escala global do consumo on-line; assim como as conexões sociais, focadas na interação, experimentação e imediação – o famoso em tempo real.
Companhias Virtuais
O crescimento e a naturalidade das interações humanas com o mundo virtual tem estimulado o aumento das expectativas do público diante deste contato, como exemplos dos Chatbots (união das palavras em inglês chat: conversa e bot: robô), sendo um programa de computador desenvolvido para realizar conversas com humanos. Para isso, ele utiliza Inteligência Artificial para encontrar respostas e executar tarefas simples, de forma automatizada. Com o tempo, parte da população começará a buscar companhias virtuais personalizadas com o objetivo de entreter, educar e até fazer amizades.
Mindfulness e bem-estar psicológico
Os impactos vindos do excesso de conectividade e de informações por conta do uso crescente das mídias sociais e da internet móvel são notáveis. Mas agora, em frente a pandemia e ao isolamento social, nos deparamos com níveis de preocupação, estresse e angústia mental tão intensos que abrimos os braços a negócios que possam nos oferecer produtos e serviços que promovam o bem-estar mental. Assim será crescente o impulsionamento de soluções voltadas para a qualidade de vida e os negócios.
Bem-estar, ambiente e a reconfiguração dos espaços do comércio
Ao acentuar o receio e a ansiedade diante de inúmeras situações, a pandemia passou a estimular novos hábitos na população mundial. Cuidados rotineiros com a saúde, higiene e bem-estar serão as novas prioridades dos consumidores e assim, oportunidades para os negócios, que devem buscar incorporar medidas relacionadas em seus espaços físicos. Quanto a estes espaços, mesmo com o fim das restrições as pessoas prezarão pelo sentimento de segurança, exigindo que empresas invistam em estratégias focadas em transmitir a sensação de ambientes saudáveis – pontos de atenção para academias, bares e restaurantes, espaços com frequentes aglomerações.
Novos modelos de negócio
Com o sucesso e a crescente demanda pelos serviços de delivery, temos como resultado os restaurantes fantasmas (modelo de negócios criado exclusivamente para a produção de comida para restaurantes virtuais, ou seja, que vendem seus produtos exclusivamente online e por meio de aplicativos de delivery-).
Além de serem uma forte tendência para o setor, os restaurantes fantasmas surgem como excelentes oportunidades, visto que não necessitam de altos investimentos em termos de espaço, equipe e manutenção. Para inúmeros profissionais essa já era uma realidade, mas muitas das empresas não consideravam uma possibilidade, entretanto, o contexto atual proporcionou novas visões para o mercado. Diversas companhias repensaram sua cultura e valores, diante deste modelo de negócio visto a flexibilidade, o conforto, a qualidade de vida e a economia, assim visando a flexibilidade e oferecendo agilidade e comodidade, tanto para os funcionários quanto para a empresa.
E-Commerce
O comércio que aplica a inteligência artificial, une processos de compra, que estão se modificando. Ao buscarem por personalização e direcionamento, consumidores abrem as portas para a automatização. E o que já era tendência em 2018, retorna com um foco um pouco diferente: o aumento da demanda de interações sem contato.
As relações estabelecidas entre as lojas e os consumidores convergiram com os avanços da robótica, permitindo a chegada de uma nova geração do comércio automatizado. Essa representa uma nova era, que visará buscar “personalidades virtuais”?
Soluções Open Source
Os tempos difíceis compartilhados em virtude da pandemia tem provocado uma onda de cooperação global, tanto para a criação de alternativas para a propagação de informações confiáveis quanto para a criação de equipamentos para a área da saúde.
Mesmo diante de um cenário de isolamento social, o mundo nunca esteve tão unido.
Pessoas de diversas áreas do conhecimento voltaram sua atenção a um ponto em comum, dando início a diferentes práticas colaborativas. Milhares de cabeças pensam melhor que uma e a colaboração entre elas vai despertar um novo olhar do consumidor.
Desenvolvimento Assistido
A pandemia impôs muitas mudanças e o mercado foi forçado a desenvolver novas habilidades. As mesmas, que um dia foram deixadas de lado, fizeram parte da população passar a desenvolver e descobrir novas skills (habilidades), que ficaram para trás na correria do dia a dia, como cozinhar, organizar, otimizar vertentes, entre outras coisas.
A economia do on-demand (sob demanda) continuará crescendo, mas como resultado do isolamento social, foram descobertas novas fontes, que abriram inúmeras oportunidades para negócios instrutivos.
Essas são algumas das tendências que estão previstas para o cenário pós pandemia, as quais não só evidenciam inúmeras oportunidades para os negócios, mas também deixam claro a importância do processo de transformação digital dos mesmos.
Enquanto muitos olham apenas para a Covid-19, outros problemas aumentaram na sociedade, como a frieza, a violência e a solidão. E um ponto que deve ser lembrado e, com certeza, retratado é a saúde mental durante o processo da Pandemia. Algumas circunstâncias passaram a ser encaradas como realidade, como:
– insegurança com o risco de infecção e transmissão;
– a necessidade de adaptação, utilizando novos métodos de vida;
– alterações nos fluxos de saúde, deslocamento, separação e preocupação;
– Irritabilidade, angústia, impotência e tristeza;
– alteração de distúrbios base, como: sono, apetite e pensamentos recorrentes;
Assim, uma nova era passou a reescrever a história da humanidade, unindo transformações que enquadram fenômenos sociopolíticos e a fragilidade do ser humano. As incertezas e a fase atual, que engloba digitalização, proliferação de discursos de ódio e união de frentes, causam polêmicas que funcionam como um novo retrato da humanidade. O conceito de ‘Novo Normal’, a partir do isolamento social e a extrema fragilidade vinda de diversas vertentes passarão a constituir o século XXI. Com o andamento da situação, a ciência tem extrema importância e o Estado teria que reconhecer e auxiliar, para assim salvar vidas. O mundo já registrou mais de 1,5 milhão de mortes causadas pelo Coronavírus e os Estados Unidos lidera, seguido por Brasil, índia, México e Reino Unido. Sem esquecer de outras nações muito infectadas, como: Rússia, França, Espanha, Itália e Argentina.
Dessa forma, o mundo inteiro está focado na descoberta de um imunizante e as pesquisas estão com total força. Alguns países, como a Rússia, já iniciaram a campanha de vacinação em massa, utilizando a Sputinik V. Depois vem o Reino Unido, onde a estratégia tem sido denominada como: “V-Day”, um apelido que alude ao dia da vitória (Victory Day) contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial e, agora, a um “Vaccine Day” (Dia da Vacina). A mesma será produzida pela Pfizer/BioNTech. Contudo, países ricos estão reservando mais doses do que de fato precisam, o que vai deixar desamparada a população de países mais pobres, segundo apresentou a coalizão ‘People’s Vaccine Alliance’ (Aliança da Vacina do Povo).
A mesma coalizão citou o caso da vacina da empresa chinesa Sinovac, sendo produzida no Brasil pelo Instituto Butantan – e peça central de uma disputa política entre o governador paulista, João Doria, e o presidente Jair Bolsonaro, que apresenta uma única vacina, destinada exclusivamente a países em desenvolvimento (no meio do caminho entre os mais ricos e os mais pobres), como a própria China e o Brasil. Indonésia, Turquia e Chile também planejam usar a vacina da Sinovac em suas populações.
Até o momento, a contaminação atingiu com mais força os Estados Unidos, que contou até o momento com 15 milhões de casos, grande número de mortes e o presidente eleito, Joe Biden, prometeu a aplicação de 100 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 nos 100 primeiros dias de seu governo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) retratou com exclusividade à BBC News Brasil que a vacinação obrigatória pode ser uma opção adotada por países com baixa adesão espontânea e níveis “inaceitavelmente altos” de contágio pela doença.
O órgão também retratou que programas de vacinação obrigatória, com a finalidade de salvar vidas, devem ser conduzidos com “extremo cuidado” e chamou atenção especial para penalidades, já que elas podem estimular desigualdades sociais e de saúde. Assim, a vacina não precisaria seguir a obrigatoriedade, mas governos deveriam oferecer a imunização gratuita. Dessa forma a população teria de usar o discernimento para utilizar a mesma. Do lado político, uma grande discórdia ocorre entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – enquanto o primeiro já defendeu publicamente a obrigatoriedade da imunização, o segundo insiste que esta é uma decisão individual. Logo, estratégias deveriam ser aplicadas e a partir do modelo de confiança a população poderia optar pelo ponto mais plausível.
O governo do estado de São Paulo anunciou que pretende dar início à imunização contra a Covid-19 em janeiro, quando começará a ser aplicada a vacina CoronaVac no Estado. O imunizante está sendo desenvolvido no Brasil pela chinesa Sinovac, sua fabricante, em parceria com o Instituto Butantan, que é ligado ao governo paulista e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Os te**es de eficácia da CoronaVac ainda não foram concluídos, mas a expectativa é que isso ocorra com o braço brasileiro da pesquisa até o próximo dia 15 e a partir de então pedir o registro à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A vacinação em São Paulo começa por grupos prioritários – profissionais de saúde, idosos com 60 anos ou mais de idade, quilombolas e indígenas, público da fase 1. Essa primeira etapa, que vai atingir no total 9 milhões de pessoas, vai de 25 de janeiro a 28 de março, em escala por faixa etária durante essas nove semanas, com cada indivíduo recebendo duas doses.
O cronograma terá cinco etapas de vacinação a partir do início da campanha. A estimativa do governo de São Paulo é que quase 20% dos 46 milhões de habitantes do Estado estejam imunizados com duas doses da Coronavac até o fim de março.
Possível reinfecção
O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de reinfecção pelo novo coronavírus no Brasil, registrado no Rio Grande do Norte. Apesar de centenas de casos suspeitos, a pasta informou que, conforme critérios estabelecidos, os resultados laboratoriais permitem confirmar que se trata do primeiro registro efetivo no país de uma mesma pessoa duas vezes contaminada. De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria de Saúde do RN, o caso foi confirmado por meio da metodologia da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Em nota, o Ministério da Saúde alertou que o caso reforça a necessidade da adoção do uso contínuo de máscaras, higienização constante das mãos e o uso de álcool em gel. “O Governo Federal está buscando o mais rápido possível a vacina confiável, segura e aprovada pela Anvisa, para que todos os brasileiros que desejarem possam ser imunizados”, acrescentou a pasta.
Glossário
Skills: Habilidades;
Mindfulness: tradução da palavra Sati, que é definida como “a capacidade de se lembrar”; Psicologia da Atenção Plena; envolve empatia, inteligência emocional e autoconhecimento;
Fontes: Folha+/dirigida; Le Mond Dilomatique Brasil; ANESP: Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental; Fundação Oswaldo Cruz; ValorInvest/Globo; Saúde Business; Fiocruz- Fundação Oswaldo Cruz, BBC News Brasil, Uol e Jornal da USP.
Pandemia de COVID-19 e sua repercussão
Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem, o que não tem ocorrido com esse novo Corona. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.
Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Asia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando entorno de 800 mortes, antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.
Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.
Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome” e o novo vírus nomeado coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).
Manifestações Clínicas
Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.
O MERS-CoV, assim como o SARS-CoV, causam infecções graves.
Período de incubação
Isolamento social é visualizado por muitos como férias, mas esse não é o momento de viagens e confraternizações. Ficar em casa é mais que um ato de higiene, mas algo humanitário, de respeito ao próximo e à família, aos amigos e conhecidos. Segundo o infectologista e coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus no Estado de São Paulo, as medidas de restrição são fundamentais para retardar a evolução do vírus, diminuindo assim o número de infectados em todo o país. Segundo os infectologistas o pico do número de infectados deve acontecer entre abril e maio.
Período de Transmissibilidade
De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o SARS-CoV e o MERS-CoV. Assim o período de 14 dias deve ser respeitado, quando já se tem o diagnostico da doença. Com relação aos casos assintomáticos, ainda não foi confirmada se a transmissibilidade do vírus acontece ou não.
Transmissão inter-humana
Todos os coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa, incluindo os SARS-CoV, porém sem transmissão sustentada. Com relação ao MERS-CoV, a OMS considera que atualmente há evidência bem documentada de transmissão de pessoa a pessoa, porém sem evidencias de que ocorra transmissão sustentada.
Modo de Transmissão
De uma forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá por contato próximo. de pessoa a pessoa.
*Definição de contato próximo: Qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: morado junto ou visitado).*
Fonte de infecção
A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o MERS-CoV que foi isolado em camelos e morcegos.
Onde surgiram os primeiros casos?
A OMS emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e número 42 do mundo. O tamanho é comparável com a cidade de São Paulo, que tem mais de 12 milhões de habitantes.
O surto inicial atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan – o que despertou a suspeita de que a transmissão desta variação de coronavírus ocorreu entre animais marinhos e humanos. O mercado foi fechado para limpeza e desinfecção.
O que é responsável pela transmissão?
Ainda não se sabe como se deu a primeira transmissão para humanos. A suspeita é que tenha sido por algum animal silvestre. O tipo de animal e a forma como a doença foi transmitida ainda são desconhecidos. Uma hipótese é que o novo vírus esteja associado a animais marinhos. Entretanto, ao menos duas pesquisas apontam outras possibilidades: uma delas cita a cobra e, outra, os morcegos.
Onde estão as infecções?
A maioria dos casos está na China, mas há registros em dezenas de países de 4 continentes.
Na China, a doença foi registrada em todas as províncias do país, incluindo o Tibete, a última a registrar casos. A maior parte dos infectados estão na província central de Hubei. No país, a redução da poluição atmosférica causada pela epidemia de Covid-19 provavelmente salvou vinte vezes o número de vidas perdidas devido à doença.
Onde ocorreu a primeira morte?
Na China, em 9 de janeiro um homem de 61 anos foi a primeira vítima. O paciente foi hospitalizado com dificuldades para respirar e pneumonia grave, e morreu após uma parada cardíaca. Naquele momento, 41 pessoas já haviam se infectado. Atila Iamarino, biólogo e doutor em microbiologia, explica que as projeções são feitas em cima de fatores como o comportamento da população diante da doença, quantas pessoas entram em contato umas com as outras e como o vírus se espalha. Baseada no histórico de países como China, Espanha ou Itália, as projeções estão tentando ser desenhadas aqui. Porém, Iamarino lembra que no Brasil o vírus terá que encarar: as favelas, que abrigam 13,6 milhões de pessoas. As comunidades do Rio de Janeiro já começaram a distribuir kits de higiene e usar os meios de comunicação internos para uma arrecadação de recursos, intitulada: Pandemia com Empatia.
Como ocorre a transmissão?
Segundo o infectologista, Dr. Leonardo Weissmann, a capacidade de transmissão do vírus ainda precisa ser esclarecida. Segundo Informe da Sociedade Brasileira de Infectologia, atualizado em 12/03/2020, a COVID-19, nova doença causada pelo coronavírus (denominado SARS-CoV-2), é uma pandemia. O momento no Brasil é de prudência, não pânico. A primeira fase epidemológica da COVID-19 é de “casos importados”, em que há poucas pessoas acometidas e todas regressaram de países onde há epidemia. A segunda fase é de transmissão local e a terceira é de transmissão comunitária, quando o número de casos aumenta exponencialmente.
Em artigo, o Filósofo Italiano, Domenico de Masi retrata que o Coronavírus anunciou uma revolução no modo de vida que conhecemos. A transformação no planeta será profunda e afetará diretamente as relações econômicas e sociais. “Subitamente nos descobrimos frágeis pigmeus diante da onipotência imaterial de um vírus que, por vias misteriosas, escapou de um morcego chinês para vir matar homens e mulheres em nossas cidades”. Ele ainda reitera que deter a globalização é como se opor a força da gravidade e vivemos numa ‘aldeia global’, onde nenhum país é uma ilha. Além disso, o intelectual italiano faz questão de reiterar as mudanças dinâmicas no mercado de trabalho.No Brasil, o Coronavírus deve seguir a curva de países europeus e São Paulo prevê até 9 milhões de infectados.
Eventos Cancelados e Adiados
Diante da Pandemia diversos eventos mundiais foram cancelados e o primeiro exemplo vem do Papa Francisco e da Basílica São Pedro, que foi fechadas para turistas e visitantes, bem como todas as lojas consideradas ‘não essenciais’. Isso inclui atividades culturais, como shows, festivais, espetáculos de teatro e lançamentos de filmes. O Lollapalooza Brasil, que aconteceria nos dias 3, 4 e 5 de abril no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de dezembro. Além disso, outros eventos musicais, de moda e arte foram adiados, como o São Paulo Fashion Week e o Hair Brasil. Locais muito relevantes para esse mercado, como o Centro Cultural Fiesp, Auditório Ibirapuera, Sesc e o Itaú Cultural também suspenderam, cancelaram ou modificaram as datas das atividades.
Apesar disso, algumas opções passaram a ser disponibilizadas para o público, como cursos online de idiomas, yoga e artes.
Emergência Global
Esta foi a quinta vez que a organização decretou estado de emergência global para uma epidemia viral. As decisões anteriores foram tomadas para o zika vírus, a gripe H1N1, a poliomielite e o ebola.
A OMS diz que entende como emergência pública internacional apenas eventos extraordinários, quando há um risco para a saúde pública em outros países, devido à propagação de doenças, exigindo uma ação coordenada.
Supõe uma situação grave, repentina, incomum ou inesperada, que tem repercussões para a saúde pública além das fronteiras nacionais do Estado afetado e que pode exigir uma ação internacional imediata.
A maioria de nós não passou diretamente nem por uma guerra, golpe militar, nem por um toque de recolher. No entanto, no final de março, quase 3 bilhões de habitantes já estavam confinados, com frequência em condições extremamente difíceis; a maioria não eram escritores observando a camélia em flor em torno de sua casa de campo. Aconteça o que acontecer nas próximas semanas, a crise do coronavírus já impactou a vida de todos no planeta e após isso nada será como antes. Os líderes políticos são forçados a levar isso em conta, pelo menos parcialmente. Dessa forma, a União Europeia acaba de anunciar a “suspensão geral” de suas regras orçamentárias; o presidente Emmanuel Macron adiou uma reforma previdenciária que iria prejudicar a área da saúde; o Congresso dos Estados Unidos votou o envio de um cheque para a maioria dos norte-americanos. Mas há pouco mais de dez anos, para salvar seu sistema em perigo, os liberais já haviam aceitado um aumento espetacular do endividamento público, a ampliação orçamentária, a nacionalização dos bancos, o restabelecimento parcial do controle dos capitais.
Segundo estudos, o Coronavírus no Brasil segue a curva de países Europeus e São Paulo prevê até 9 milhões de infectados e os números compõe uma curva de crescimento da pandemia muito parecida com a de países da Europa, como Itália, França e Espanha, onde milhares de pessoas já morreram. A Alemanha tem se mostrado uma exceção até o momento, com uma baixa taxa de letalidade diante dos outros países e em conjunto com os sul-coreanos, realiza te**es em massa e assim tenta barrar a pandemia. Somente no estado de São Paulo, epicentro dessa pandemia, há diversas confirmações de casos e óbitos. Segundo Alerta da OMS os Estados Unidos se tornou o futuro epicentro da pandemia de coronavírus no mundo e o foco de disseminação da Covid-19 é o estado de Nova York, que concentra metade dos casos. Mesmo assim, os Estados Unidos têm testado pessoas em marcha lenta, quando comparado com outros países desenvolvidos – o que indica que o crescimento de casos no país pode estar ocorrendo ainda mais rápido do que as estatísticas oficiais demonstram. Em Nova York, os restaurantes e o comércio foram fechados no fim de semana, bem antes de o presidente Donald Trump adotar uma abordagem mais rigorosa. Contudo, o bilionário fundador da Microsoft: Bill Gates, é um dos críticos ao presidente americano e reitera: ‘É difícil dizer às pessoas para continuarem a frequentar restaurantes e ignorarem a pilha de corpos na esquina. Dizer que queremos que o cidadão continue gastando, porque há um político que pensa que o PIB é tudo o que vale, disse Gates.
Fique atento!
A infecção por coronavírus (Covid-19) é uma doença de baixa letalidade. Dados da OMS mostram que 80% dos casos são leves. A maior preocupação é quando a doença atinge idosos ou pessoas com doenças crônicas, pois a recuperação é complicada e na maioria dos casos não acontece. Contudo, como tem sido noticiado ela pode atingir todas as faixas etárias.
Quarentena/ Lockdown
O Ministério da Saúde regulamentou os critérios de isolamento e quarentena que deverão ser aplicados pelas autoridades de saúde local para pacientes com suspeita ou confirmação de infecção por coronavírus no Brasil. O documento traz as especificações para cada uma das ações. Para o isolamento, as medidas de precaução visam conter e separar pessoas que forem classificadas como caso suspeito, confirmado, provável (contato íntimo com caso confirmado), portador sem sintoma e contactante de casos confirmados. Nesses casos, o isolamento deverá ser em ambiente domiciliar podendo ser feito em hospitais públicos ou privados, conforme recomendação médica, por um prazo de 14 dias, podendo ser estendido por até igual período dependendo do resultado do exame laboratorial. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, esclareceu que o isolamento e a quarentena são medidas de saúde pública para o enfrentamento ao coronavírus no país. “O isolamento não é obrigatório, não vai ter ninguém controlando as ações das pessoas, ele é um ato de civilidade para proteção das outras pessoas. Já a quarentena é uma medida restritiva para o trânsito de pessoas, que busca diminuir a velocidade de transmissão do coronavírus. Essas são medidas de saúde pública”, reforçou o secretário de Vigilância em Saúde.
Hospitais de Campanha
A ameaça tem levado órgãos públicos do País inteiro a criar com rapidez novos leitos de UTI para atender os casos graves de pacientes diagnosticados com a doença, já que necessitam de respiração mecânica. Por isso, em São Paulo, o maior centro de exposições do Brasil, o Anhembi, está sendo convertido em um grande hospital de campanha da Prefeitura de São Paulo, com várias camas. Serão 1.800 leitos de baixa e média complexidade, para pacientes com o Covid-19 encaminhados por prontos socorros e unidades básicas de saúde (UBSs).
Outro hospital de campanha bem adiantado em São Paulo é no estádio do Pacaembu. As obras no local estão avançadas e já tem divisórias para 200 leitos. A prefeitura não precisou a data da conclusão do hospital, mas deu prazo de no máximo 10 dias para conclusão do espaço. A unidade atenderá pacientes de baixa complexidade.
O Hospital Albert Einstein também está reforçando o número de funcionários e está dobrando o número de leitos na UTI. Alguns pacientes vão ser atendidos em um hospital de campanha, que está sendo erguido no estacionamento do hospital.
Dois tipos de distanciamento social, que podem e devem ser adotados diante de uma Pandemia são:
Vertical: isolamento de apenas um grupo de pessoas.
Horizontal: não há seleção de grupos específicos, sendo recomendado que todos fiquem em casa.
Assim, esse é um momento mundial de extremo isolamento, contudo, a população já vem mantendo uma espécie de retiro/afastamento há algum tempo. Esse encolhimento pode ser resultado de insegurança com o mundo em diversos aspectos, que incluem a política, economia, saúde, educação, entre outros aspectos. O individualismo é algo em constante crescimento e questionamento, pois atualmente o mundo está cada dia mais virtual. Hoje é tempo de WhattsApp, Twitter, Facebook, Tumblr, Blog, Vlog, Instagram, Gps móvel, entre outras coisas. A população se afastou, mas não se desconectou. O mundo se desconectou da realidade, assim o virtual vira o real e o real vira o virtual. A sensação não obstrui a solidão e a constante incógnita, que pode ser encontrada em diversas almas.
Fotos: Vírus; O filósofo italiano Domenico de Masi, pouco depois de visitar Lula na prisão; Hospital de Campanha: Complexo Anhembi; Hospital de Campanha: Estádio do Pacaembu
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