12/06/2025
Futuro da energia solar no Brasil: expectativas para a área
Apesar de pouco menos de 1% da matriz energética brasileira ser solar atualmente, especialistas do ramo apontam que o Brasil terá um aumento significativo nos próximos anos na energia fotovoltaica, movimentando a economia e gerando uma grande quantidade de empregos no setor.
O primeiro ponto que sustenta isso é o potencial. De acordo com as pesquisas sobre energia solar da Absolar, temos a capacidade para alimentar o equivalente a 170 países de mesmo tamanho, recebendo entre 4.444 Wh/m² a 5.483 Wh/m² de radiação solar diariamente.
Até as cidades menos iluminadas pelo Sol têm 40% de radiação a mais que a Alemanha, que está entre as líderes na geração de energia fotovoltaica, conforme aponta estudo feito pelo Sebrae.
Não bastasse isso, também temos uma das maiores reservas de silício do mundo, o principal elemento utilizado para a confecção de painéis fotovoltaicos.
Em consequência a tantos números favoráveis, a demanda pelo consumo de energias renováveis vem crescendo nos últimos anos. Um sintoma é o crescimento no número de empresas no ramo de energia solar que surgem todos os dias e hoje já ultrapassa os 10 mil.
Com base nesse crescimento, o presidente da Absolar, Ronaldo Koloszuk, também acredita que, em 30 anos, os números da autoprodução de energia em pequena escala vão ultrapassar os da geração centralizada. Ou seja, o brasileiro terá cada vez mais autonomia, economia e sustentabilidade com sua própria energia.
A matriz energética brasileira e o futuro da energia solar no Brasil
Um dos estudos mais citados que busca entender o futuro da energia solar no Brasil foi publicado pelo Sebrae em 2019, intitulado Cadeia de valor da energia solar fotovoltaica no Brasil.
De acordo com o observado pelos pesquisadores, as previsões são muito otimistas. A expectativa é que, até 2040, a energia solar lidere todas as matrizes brasileiras, representando 32% do total.
Esse número seria ainda maior que o da matriz hidráulica, que hoje é responsável por mais de 65% do abastecimento brasileiro. Nessa projeção, ela cairia mais da metade, passando a ser 29%.