29/12/2025
As Constelações não nasceram para explicar, justificar ou julgar.
Ela traz à Luz aquilo que não vemos com os olhos e sim com o coração.
Elas dizem que antes de nós,
houveram passos,
vozes caladas,
destinos interrompidos
que ainda respiram e vivem no chão da família.
Cada pessoa chega à vida
como quem entra num rio antigo.
A água ali já corre,
as pedras já estão ali,
e o curso não começa conosco.
Ele passa e permanece...
Hellinger percebeu que o amor —
esse que sustenta a vida —
às vezes se torna cego.
Ama-se tanto,
que alguém carrega a dor de outro.
Ama-se tanto,
que um filho tenta pagar uma dívida que não é sua.
E a isso ele chamou emaranhamento:
quando o coração diz “sim”
a um peso que não lhe pertence.
As Constelações sussurram três verdades simples,
como leis invisíveis do vento:
Pertencer
Todos têm um lugar.
Os lembrados e os esquecidos.
Os fortes e os que falharam.
Quando alguém é excluído,
outro o representará em silêncio.
Ordem
Quem veio antes, veio antes.
Quem chegou depois, honra ao seguir.
Quando a ordem se perde,
o amor tropeça.
Equilíbrio
Dar e receber precisam dançar juntos.
Onde só se dá, nasce o cansaço.
Onde só se recebe, nasce a culpa.
Constelar é permitir que o campo fale,
Sem acusar,
Sem corrigir,
Sem julgar,
Sem salvar,
Nem ser melhor...
É olhar para o passado e dizer:
“Eu vejo você.
Agora você pode descansar.”
E então algo se move.
Não porque foi empurrado,
mas porque foi reconhecido, sentido na alma.
As Constelações não prometem finais felizes,
mas oferecem algo mais raro:
paz com o que foi.
Para isso é preciso muita coragem para ver o que é necessário ver!
E quando o que foi encontra seu lugar,
a vida — finalmente —
pode seguir adiante.
Livre? Nem tanto, mas fluído assim como deve ser🙏⭐️🤗