Na calada da noite, sorrateiramente, a prefeitura de São Paulo e CET, deram inicio no dia 9 de dezembro a implantação de uma faixa exclusiva a esquerda da Rua Tabapuã, trecho entre Haroldo Veloso e Faria Lima. Este trecho é predominantemente residencial e todos os prédios foram construídos em cima de um solo de várzea, muito macio e com um lençol freático muito alto. Quando houveram as reformas no corredor de ônibus da avenida Cidade Jardim, os ônibus foram desviados para este trecho da Tabapuã e, na sequencia, tiveram que ter seus percursos alterados uma vez que esta rua não comportou o nível intenso do trafego de veículos pesados. Alguns imóveis apresentaram rachaduras devido as vibrações causadas pelos veículos pesados. Nos causou grande estranheza o fato que este projeto não esta disponível para consulta pública, não esta disponível no Plano Diretor, nem no site do CET e SPTrans. A subprefeitura de Pinheiros desconhece tal projeto de faixa, e não consegue nos dar retorno. A Sociedade Amigos do Itaim tão pouco foi informada, e esta trava uma luta de longa data a nosso favor, pois conhece os impactos negativos que tal projeto irá resultar para nós moradores e comerciantes da região. Temos pela estrutura dos prédios, cuja construção data dos anos 70, e naquela época as estruturas não eram projetadas para aguentar tamanha vibração resultante do forte tráfego de veículos pesados. No site da SPTrans que tem uma noticia somente informando que a linha Paraisópolis/Pinheiros, que hoje trafega nesta rua irá mudar na segunda-feira dia 15/12/14. A grande maioria do fluxo dos ônibus que transitavam no corredor da Cidade Jardim/Rua Amauri (+/- 160 ônibus por dia), foram transferidos para a frente de nossos lares neste dia 15/12/2014, colocando assim a vida de nossas crianças e nossas em perigo. A rua é estreita e terá 3 faixas, duas para carros e uma para os ônibus, não há faixa de pedestre nem pontos para embarque e desembarque das peruas escolares que diariamente levam e trazem nossas crianças para a escola. Além disso, nesta rua fica uma clinica de reabilitação física- Acquateria - uma das poucas da cidade e a única na região, que atendem pacientes de todas as classes sociais. Todos os pacientes não se locomovem sem auxílio de terceiros, muletas, andadores, cadeiras de rodas. Com a faixa de ônibus passando na porta da clínica, os pacientes (+/- 300) não terão mais acesso a mesma, pois a área hoje destinada ao embarque e desembarque será desativada, tornando assim impossível o acesso destes deficientes a clínica. Não existe a mínima possibilidade para pessoas como estas em atravessarem uma rua tão movimentada como a Tabapuã, onde nem faixa de pedestres será criada. Recentemente foi feito um túnel par que estes ônibus ao sair da marginal Pinheiros entrassem direto no corredor de ônibus da Cidade Jardim, milhões foram gastos, e agora os ônibus não mais transitarão por este trecho pois terão que pegar o acesso estreito, deixado na época para os carros e ônibus de menor porte. A preferência para acessar a Cidade Jardim por esta saída é de quem vem da ponte e não dos ônibus. Quando estes ônibus articulados e biarticulados começaram a circular na nossa cidade, sempre foram exclusivamente destinados a avenidas largas com o corredor central, como é o caso da Nove de Julho, Cidade Jardim, Santo Amaro, entre outras. Estes ônibus não foram projetados para circularem em ruas residencias a esquerda, em pavimento de asfáltico precário.As árvores da rua estão sofrendo também, pois os ônibus são altos e estão destruindo os galhos mais baixos. Tudo esta sendo feito sem planejamento, causando prejuízos a população, os usuários dos ônibus não serão beneficiados pois o trajeto será maior, o trânsito para acesso a Tabapuã pior, portanto, ou levarão mais tempo ou sairão no zero-a-zero. Não somos contra os ônibus, mas queremos que eles circulem nas vias apropriadas para eles, sem colocar em risco a vida de pessoas e residencias.