Psi Julia Lainetti

Psi Julia Lainetti Atendimento psicológico online para brasileiros, reflexões sobre saúde mental e vida no exterior. Reflexões sobre saúde mental e vida no exterior.

Refletir é a melhor forma de podermos construir formas de lidar com os desafios da vida.

Ter concluído recentemente o primeiro ano do curso de Psicanálise e Parentalidade no  foi sem dúvida a realização de alg...
01/12/2025

Ter concluído recentemente o primeiro ano do curso de Psicanálise e Parentalidade no foi sem dúvida a realização de algo que eu desejei muito e a oportunidade de mergulhar nas obras de autores que eu não tinha tanto o hábito de ler e conhecer profissionais incríveis que puderam contribuir para a ampliação do meu olhar não só para a temática do curso, mas para a minha clínica e porque não dizer, para a minha vida em geral…

Selecionei esse trecho escrito pelo na introdução de um dos livros da obra de Winnicott pois acredito que ele resume bem o desafio na vida, na parentalidade, na clínica.

O quão violento é quando nos cobramos ou nos comparamos. Estamos aprendendo sempre todos os dias. Mas podemos também pensar que o fato de não termos ensaio, não significa que não podemos nos preparar… Ah! A vida e seus paradoxos!

Que venha o segundo ano do curso e os próximos desafios e aprendizados nele e para além dele!

Inspirada no post de hoje da .mochi resolvi tirar da gaveta um texto que até então não tinha encontrado muito espaço aqu...
25/11/2025

Inspirada no post de hoje da .mochi resolvi tirar da gaveta um texto que até então não tinha encontrado muito espaço aqui no insta sobre um tema que me move bastante: a vulnerabilidade das mulheres migrantes.

Convido vocês a lerem o texto completo no meu site Morarfora.com 🖋️

Inspirada no texto da .mochi de hoje sobre a data de hoje, tirei um texto da gaveta que estava guardado ha um bom tempo ...
25/11/2025

Inspirada no texto da .mochi de hoje sobre a data de hoje, tirei um texto da gaveta que estava guardado ha um bom tempo e que não tinha visto muito espaço para compartilhar aqui no insta.

Pensar sobre a vulnerabilidade da mulher migrante é algo que me toma bastante, me faz pensar sobre os limites da escuta, os limites sociais e os desafios de existir em uma sociedade tão desigual.

Te convido a passar la no site Morarfora e ler o texto completo!

Quantas coisas estamos acostumados a olhar do mesmo jeito? Pelo mesmo ângulo? Sempre pelo mesmo viés? Quantas portas dei...
17/11/2025

Quantas coisas estamos acostumados a olhar do mesmo jeito? Pelo mesmo ângulo? Sempre pelo mesmo viés? Quantas portas deixamos de abrir, por que se quer as consideramos?

Construir a possibilidade de olhar a vida por um outro ângulo é algo que talvez na infância tenhamos mais: pela curiosidade, pela vontade de descobrir... E que ao longo da vida talvez acabamos por perder... Afinal são tantas normas, deveres e certos e errados que vamos internalizado... ⠀

O processo de análise vai por aí:⠀
Pelo caminho de nos cutucar - de ser esse reflexo nos óculos - e de fazer com que a gente possa perceber o que mais tem a nossa a volta, e principalmente dentro de nós, para além daquilo que estamos conseguindo, acostumados a ver. ⠀

É um abrir de possibilidades, é uma amplitude do olhar que se permite a ver que tudo é muito mais além... E por ser além permite que tenhamos novas, interessantes e diferentes possibilidades para seguir.

Recentemente em uma aula da Pós ouvi algo que tem muito a ver com a forma como penso meu trabalho como psicanalista: ten...
07/10/2025

Recentemente em uma aula da Pós ouvi algo que tem muito a ver com a forma como penso meu trabalho como psicanalista: tenho como meta promover aqueles que chegam até mim um pouco mais de qualidade de vida.

Para muitos psicanalistas isso pode parecer até uma blasfêmia, pois afinal de contas não devemos querer o bem dos nossos pacientes, pois afinal de contas, o bem é relativo, o bem tem a ver com uma norma e com um ideal. E quanto a isso eu concordo gênero, número e grau.

Acho que nisso alguns acabam indo para o extremo de que não podemos desejar nada, sendo que sabemos bem que é necessário que haja na condução de uma análise o desejo do analista e o meu desejo é que dentro na singularidade de cada vida e cada universo que aqueles que eu escuto possam sofrer menos, possam encontrar formas mais leves de levar a vida, que possam se desprender dos ideais e que possam viver suas vidas permitindo-se ser legítimos, autênticos e acolhendo quem são.

No cantinho uma gravura que amo com algumas das minhas referências teóricas: Freud, Dolto e Lacan 📚

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Esse é o meu décimo ano como psicóloga e estava aqui pensando tudo o que essa profissão me proporcionou ao longo desses ...
27/08/2025

Esse é o meu décimo ano como psicóloga e estava aqui pensando tudo o que essa profissão me proporcionou ao longo desses anos.

Como sou grata por todo esse percurso.

Como sou grata a Julia que depois da primeira faculdade, já se sentindo “velha” com seus 20 poucos anos escutou a voz da Julia pequena que dizia que queria ser psicóloga.

Como sou grata a cada paciente que escutei e tenho escutado, grata a cada um que confiou e tem confiado em mim em todos esses anos.

Grata aos frutos dessa profissão que também me permitiu realizar tantos sonhos, construir a minha vida e também encontrar tanta gente legal.

Grata a minha analista que está na minha vida ao longo dessa década e das outras psis que passaram na minha vida antes dela.

Grata por que não importa o lado que estou no setting cresço, aprendo e mergulho mais na vida e nas nuances e desafios de viver.

Cada dia que passa tenho mais certeza desse ofício que escolhi ❤️

Feliz dia a todos nós que escolhemos essa profissão tão linda e desafiadora!

Impossível falar sobre migrações sem colocar em perspectiva as questões relacionadas ao falar, ao idioma, ao sotaque, as...
25/08/2025

Impossível falar sobre migrações sem colocar em perspectiva as questões relacionadas ao falar, ao idioma, ao sotaque, as diferenças na forma de construir e pensar uma frase, um raciocínio.

Assumir esses desafios, nomeá-los é sem dúvida uma forma de abrir espaço para criar novas formas de lidar com eles.

Como tem sido por aí?

Desde que eu escrevia pro Brasileiras pelo Mundo lá em 2017 eu tinha a ideia de criar um site em que pudesse agregar par...
30/06/2025

Desde que eu escrevia pro Brasileiras pelo Mundo lá em 2017 eu tinha a ideia de criar um site em que pudesse agregar para além do Instagram um repertório de informações e conhecimento sobre a vida no exterior, além de profissionais que atendam em vários países e idiomas.
O tempo passou, surgiu o podcast, o mestrado acabou, eu me mudei, mil ideias pra lá e pra cá e a vida mostrando que nem sempre damos conta de fazer tudo que as nossas ideias almejam. Mas enfim o site saiu do plano das ideias e tem o seu lugarzinho no mundo do “www”.
Está completo? Nem pensar… rs
Mas tudo precisa de um ponta pé inicial e com ele pretendo que minhas ideias, escritas e uma forma de me acessar estejam para além dessa rede aqui!

Conheçam o Morandofora.com 🌎

Hoje mais cedo compartilhei um post de uma palestra que a .iaconelli e a  deram a respeito de diagnósticos e suas reverb...
16/06/2025

Hoje mais cedo compartilhei um post de uma palestra que a .iaconelli e a deram a respeito de diagnósticos e suas reverberações. Que tema importante!

Fiquei pensando sobre o dia inteiro e agora fim do dia me lembrei dessas duas frases: do Freud e da (psicanalista argentina) que seguem essa linha de reflexão de quem somos para além de um diagnóstico, quem somos para além de sermos todos humanos.

Como apesar de muitos de nós carregarmos as mesmas “etiquetas” de forma alguma é possível dizer que vivencia-se a experiência do existir da mesma maneira.

Não importa sobre qual sentido da vida estamos falando: diagnósticos, parentalidade, relacionamentos, imigração. Cada experiência é única e enquanto não nos atentarmos e nos fiarmos a isso para construirmos o nosso existir, estaremos alienados há algo que nos impede de vivermos segundos nossos valores, de sentirmos as nossas dores, de sermos enfim os protagonistas daquilo que vivemos.

Hoje mesmo dizia a uma paciente: você, seu companheiro e seu filho nunca existiram antes e muito menos nessa combinação. É com o cuidados de quem cria algo inédito e único que vocês precisarão artesanalmente construir a relação de vocês.

Continuando a série de posts sobre o terapia, análise, um tema que eu já abordei aqui algumas vezes que eu acho bacana d...
11/06/2025

Continuando a série de posts sobre o terapia, análise, um tema que eu já abordei aqui algumas vezes que eu acho bacana de falar é sobre terapia de casais.

Eu mesma já tive as minhas ressalvas e achava que não seria lá muito produtivo pela via da psicanálise, até que, pasmem, a vida meio que me pegou de surpresa e chegou um casal no consultório - quando teoricamente a sessão seria individual e eu tive que me virar! rs.

Já havia atendido casais no contexto de atendimento a pais de alguns pacientes, mas nesse caso foi diferente, eles queriam falar do que estavam vivendo, e julgaram que lá, no ambiente terapêutico seria um lugar que com uma mediação os ânimos ficariam menos exaltados - e realmente foi, a conversa rendeu bons frutos.

Nessa mesma época eu já estava muito envolvida com as questões de atendimento a imigrantes e cada dia mais eu ia vendo na clínica a queixa de muitas pessoas em relacionamentos que como elas falavam muitas vezes literalmente línguas diferentes e como isso afetava como na língua em comum os casais muitas vezes tinham dificuldade em se entender e compreender o que o parceiro queria dizer e também como apesar da mesma língua que ambos poderiam na teoria ter como primeiro idioma, como cada um interpretava situações, discussões, frases pra além das questões estritamente gramaticais da língua por terem questões particulares de cada um que interferiam diretamente na forma como viam e interpretavam o mundo.

Acredito que em algum grau todos nós podemos ver essas nuances diariamente em todas as nossas relações, não?

Quando um casal começa a ter certos conflitos são inúmeras as questões que podem atravessar a ambos impossibilitando que consigam se fazer entender e ter conversas que ajudem a resolver os conflitos e a compreender e acolher o que o outro lado está querendo dizer.

A exemplo dessa reportagem um ambiente propício para tratar assuntos difíceis pode possibilitar uma nova forma de se relacionar na dinâmica do casal antes do pior acontecer.

Não temos garantias, assim como não temos em nada na vida, mas acredito na aposta que podemos fazer de construir novas vias quando as antigas já não funcionam mais ❤️

Esses dias me dei contei que o último post em que falo de mim e da minha trajetória tem uns bons anos e por isso resolvi...
13/05/2025

Esses dias me dei contei que o último post em que falo de mim e da minha trajetória tem uns bons anos e por isso resolvi fazer um post de apresentação para aqueles que não me acompanham a tanto tempo ✨

No dia do aniversário do Freud venho aqui deixar um textinho com relação ao que ele nos deixou: a Psicanálise.Eu poderia...
06/05/2025

No dia do aniversário do Freud venho aqui deixar um textinho com relação ao que ele nos deixou: a Psicanálise.

Eu poderia dizer muitas coisas, poderia falar sobre pontos da teoria, poderia falar sobre como a teoria psicanalítica trouxe a tona uma nova visão de homem e do inconsciente, sobre as relações, sobre a importância do início da vida na constituição do sujeito, mas sabe, pra mim não tem como pensar sobre a Psicanálise sem que essa resposta passe pela clínica e por consequência principalmente da minha própria análise...

“O analista tenta despertar-lhe a curiosidade sobre cada manifestação do inconsciente, levá-lo a se indagar sobre o porquê e o para quê das decisões de sua vida, de suas escolhas, seus relacionamentos, sua carreira.”

Sempre falo que criatividade de como a vida deveria ser, ou como a gente deveria se comportar todo mundo tem, mas, pra mim a grande virada, e talvez possa dizer que um grande ponto para a Psicanálise também é o pensar mas e por que tá como tá? Por que se deu e se dá dessa forma?

Ou como as meninas me disseram que o professor delas diz: “Freud implica, e não explica”.

Por que esse implicar é se questionar, é poder pensar porquês e ao mesmo tempo o se implicar no processo, na dinâmica, na experiência.

É o não se isentar. É o não transferir aquilo que é nosso e ao mesmo tempo saber que nem tudo é sobre a gente, mas a gente precisa se implicar sobre a gente mesmo no processo querendo ou não.

É buscar algumas respostas, mas não com o objetivo do encerrar assuntos, mas sabendo que elas fazem parte de um todo e é desse panorama que precisamos saber.

Por que é ao cuidando do todo que a gente faz o movimento da implicação em todos os sentidos da palavra, por que a verdade é que se a gente pensa em mudanças sem entender a estrutura de como as coisas foram se constituindo provavelmente acabaremos metendo os pés pelas mãos ou tomando decisões rasas.

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Categoria

Saúde mental, vida no exterior e atendimento online

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