30/09/2019
do nosso nutricionista . Confere aqui 👇🏼
Recentemente li uma publicação aqui no IG sobre dietas com perfil “Plant-based” estarem associadas a diminuição do risco de desenvolvimento de DM2 devido ao seu “baixo teor de carboidrato” e que os pesquisadores, supostamente por serem enviesados em prol deste padrão alimentar, poderiam estar manipulando a forma de expor os dados, não deixando clara essa relação com “Lowcarb”.😳
De cara me surpreendi, pois era um artigo publicado no JAMA (um jornal conceituado) e por ser uma revisão sistemática com meta-análise de outras 7 publicações grandes. Deste modo, a afirmação de “viés de pesquisador” é algo forte e até estranho.🤔
Me dei ao trabalho de baixar o artigo original, bem como as 7 publicações nele citadas, para conferir se havia sentido na hipótese criada pelo post inicial que li...📚
✅Conclusão: todos os artigos enfáticos - padrões dietéticos ricos em vegetais, ou seja, com maior consumo de alimentos de origem vegetal em detrimento de alimentos de origem animal, estão associados ao menor risco de desenvolver DM2. Na maioria dos estudos, as pessoas comiam alimentos de origem animal (ovos e laticínios) e em vários, até carne, MAS, em pequenas quantidades quando comparados aos alimentos de origem vegetal. E outra, a diminuição do risco foi evidenciada nos que comiam alimentos vegetais SAUDÁVEIS (frutas, hortaliças, cereais integrais, castanhas) e não os refinados e industrializados (açúcar e farinha refinada).
🤷🏻♂Nenhuma novidade… Comer mais vegetais, menos processados (atenção ao MAIS que não é APENAS), está associado ao menor desenvolvimento de DM2, INDEPENDENTE de ser “Lowcarb”. Afinal dos 7 estudos, apenas 1 quantificou o perfil de macronutrientes, e não eram “Lowcarb” (todos comiam acima de 45%).
🆘Ou seja, mais do que ter cuidado com publicações científicas, vieses de pesquisador, financiamento e etc., talvez deveríamos ter mais cuidado com publicações de IG, que podem, por vezes, sofrer bastante com o “viés do blogueiro”…
Ps: sem treta, apenas parcimônia e cuidado ao trabalhar com saúde. Isso é respeito com a ciência e ao trabalho que fazem!