21/08/2025
🛍️ Um styling arrebatador para vender uma saia: foi assim que a Shoulder me catapultou para a década de 40 e me reavivou na memória o inconfundível Tailler Le Bar da Dior.
📍Em 1947 Christian Dior, então estabelecido como costureiro em Paris, como ele mesmo se autodenominava, apresentou um desfile no qual introduzia uma linha moderna de roupas: feminina e nostálgica, ao arrepio do visual masculino e militarista do qual a moda estava se impregnando - naturalmente por herança da 2ª Guerra Mundial.
🪖 Estagnada num visual austero e sisudo, cheio de linhas retas, a moda foi revolucionada pela “nova forma” apresentada por Dior. Ele trouxe de volta a figuração da mulher, enfeitada, com silhueta em 8 e muita feminilidade.
🧨 O impacto? Manifestações contra o ideia de retrocesso da imagem da mulher, modelos atacadas, o reaquecimento da indústria têxtil, já que a nova moda demandava, em algumas peças, 25m de tecido, mas, também, o resgate do papel de escape da moda, diante da dureza da vida!
🗞️ Editores convidados para o desfile elogiaram a nova coleção e iniciaram um rebuliço revigorante: a nova silhueta (que nem era tão nova assim), reaqueceu a indústria têxtil, impulsionou a alta-costura e sobretudo, trouxe de volta a fantasia da passarela para a vida real.
💬 Há muito mais o que se contar sobre esse marco na história da moda, mas deixo o gosto de quero mais para outras oportunidades. ☺️
👗 Nesse dia internacional da moda, conto essa história para te lembrar que moda não é roupa nova, moda é ferramenta de expressão, trabalho, economia, paixão, história e o retrato do tempo e das sociedades.
📝 Roupas vestem pessoas. Pessoas criam o caldeirão cultural das sociedades e estas, por sua vez, fazem história. Qual será o legado do nosso tempo?