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Assisti essa série no Prime e gostei bastante. Bem densa e nos dando a possibilidade de nos aprofundarmos em aspectos in...
04/02/2026

Assisti essa série no Prime e gostei bastante.
Bem densa e nos dando a possibilidade de nos aprofundarmos em aspectos interessantes da personalidade dos personagens.
SPOILERS A PARTIR DAQUI

Vamos começar com a Cherry (Olívia Cooke), a namorada em questão.
Cherry apresenta um funcionamento marcado por manipulação e com forte necessidade de validação externa para sustentar a própria identidade. Com certeza tem um padrão de apego inseguro, com medo intenso do abandono. Vinculando-se assim de forma intensa, possessiva e fusionada, confundindo cuidado com controle. Qualquer sofrimento é tolerado como forma de manter o vínculo.
Laura (Robin Wright), a sogra de Cherry, nutre uma verdadeira obsessão pelo filho. Apresenta um funcionamento mais organizado que Cherry, mas também manipula e
controla usando a racionalização para justificar suas atitudes questionáveis. Também confunde cuidado com domínio.
A impressão que dá é que o Daniel (Laurie Davidson) repete inconscientemente na relação com a namorada o vínculo disfuncional que a mãe tem com ele. Deixa a mãe para se casar com outra mulher tão manipuladora e controladora quanto ela, o fez sem perceber, ficando preso no meio da narrativa de ambas.

Sentir paz e conforto ao lembrar da infância é um fenômeno psicológico que os estudos chamam de nostalgia. A nostalgia a...
02/02/2026

Sentir paz e conforto ao lembrar da infância é um fenômeno psicológico que os estudos chamam de nostalgia.
A nostalgia ativa memórias emocionais associadas a vínculos seguros, previsibilidade e sensação de pertencimento.
Na Terapia do Esquema, esse lugar seguro que encontramos nessas lembranças também vai contribuir pra um aumento da autorregulação emocional. É exatamente esse o princípio dos exercícios de imagens mentais: ao trabalhar com cenas significativas do passado, o terapeuta ajuda o paciente a acessar necessidades emocionais básicas que foram atendidas (fortalecendo o adulto saudável) e reparar simbolicamente as necessidades emocionais que não foram atendidas.

De acordo com a neurociência, memórias afetivas positivas estimulam circuitos ligados à segurança e ao bem-estar, reduzindo a ativação do estresse.

A infância costuma representar um tempo em que éramos cuidados, vistos e protegidos — mesmo que essa experiência não tenha sido perfeita.

Por isso, filmes, músicas, cheiros ou objetos antigos podem funcionar como âncoras emocionais, ajudando-nos a reorganizar o presente.

Assim, a nostalgia é a reconexão com partes de nós que seguem vivas. E quanto mais integrados estivermos entre presente e passado, melhor seremos capazes de desenhar nosso futuro.🤍🧠

Pra começar, tentei evitar esse caso porque sabia que iria mexer muito comigo, mas não consegui porque em toda página qu...
27/01/2026

Pra começar, tentei evitar esse caso porque sabia que iria mexer muito comigo, mas não consegui porque em toda página que abria tinha alguma notícia sobre, e terminei olhando pra tentar entender porque já estava me ativando bastante.
Então, um grupo de quatro adolescentes perversos torturaram um cachorro inocente resultando em ferimentos gravíssimos que levaram à necessidade de eutanásia.
Estudos sugerem que atos de crueldade com animais podem indicar prejuízos no desenvolvimento da empatia, que é a habilidade de reconhecer e responder aos sentimentos dos outros.
Lares com pouca supervisão, pais que não dão limites e normalizam comportamentos agressivos, ou onde a violência não é desaprovada, podem aumentar o risco de comportamento desumanizado perverso como o desses criminosos.
Questões como o modelo de conduta dos adultos ao redor e permissividade diante de comportamentos que podem causar danos, aumentam a chance desses jovens normalizarem a violência e se tornarem incapazes de se colocar no lugar do outro.

Teorias explicam mas nada justifica o que esses adolescentes ruins, maus, perversos fizeram.
São traços importantes de psicopatia que pela convenção em saúde mental é um diagnóstico que só pode ser fechado a partir dos 18 anos. Eles parecem ter 16. Porém, Já sabem o que é certo e errado e já deveriam ter desenvolvido um senso significativo de humanidade, mas eles mostraram que não desenvolveram. Infelizes e vazios buscando preencher suas insignificâncias através do prazer de fazer o mal.
Conduta grave. Perversa. E que a justiça seja feita dentro do que é possível ser feito.

A excelente série da  All Her Faut possui vários personagens interessantes, mas um particularmente me atraiu mais a aten...
26/01/2026

A excelente série da All Her Faut possui vários personagens interessantes, mas um particularmente me atraiu mais a atenção pela profundidade que ele traz numa clara referência a um funcionamento narcisista vulnerável. O que isso quer dizer?
Peter Irvine exibe características claras desse tipo de narcisismo, onde traços como hipersensibilidade à crítica, necessidade de controle emocional dos outros e dependência relacional moldam suas escolhas e comportamentos. Ele tende a escolher narrativas que promovem sua boa imagem com a ideia de que é generoso e que faz sacrifícios pelos outros, porém, na verdade, sacrifica a autonomia dos outros fazendo-os se perceberem menos capazes, para ele ter o controle e assim evitar sentimentos de vazio e abandono.
A dependência é confundida com bom vínculo, e o controle é disfarçado de cuidado. Essa racionalização permite que ele mantenha uma autoimagem positiva, evite culpa e justifique o controle. Ele acredita que está agindo para o bem do outro. Dessa forma, quando questionado, tende a achar que estão sendo injustos e ingratos com ele - um termo que costumam usar muito para atacar.
A autonomia do outro, para o narcisista vulnerável, é vista como ameaça porque o valor próprio não se sustenta internamente. Ele depende do olhar externo para se sentir necessário, importante e existente.

23/01/2026

Pra neurociência, a paixão é um estado de desequilíbrio momentâneo, estando associada a uma intensa ativação do sistema de recompensa do cérebro, com super aumento de dopamina e noradrenalina — assim temos euforia, foco excessivo no outro e tendência à impulsividade.

Ao mesmo tempo em que o cérebro sente mais excitação, prazer, expectativas, ele está também mais ansioso e instável. A paixão traz sensações maravilhosas, mas na vida, nada vai ter um lado tão maravilhoso assim de graça, a paixão também virá acompanhada de medo de perder, idealizações em breve frustradas e sofrimento quando se cai das nuvens e se encara a realidade perfeitamente mascarada por ela.

Com o tempo passando e a relação amadurecendo , um outro circuito entra em ação, o do apego.
Aí teremos a linda oxcitocina e a vasopressina, neurotransmissores ligados ao amor, segurança, previsibilidade, vínculo e sensação de paz.

Por isso, o « não gostar de se apaixonar » ou o suportar não estar apaixonado pulando de uma relação pra outra significa maturidade emocional ao escolher relações estáveis e previsíveis que acalmam e regulam o sistema nervoso, em vez de desorganizá-lo.

Amor duradouro pode até ter começado acelerando o coração, mas jamais se manterá assim. Ou ate vai durar e acelerar o coração mas não mais trazendo os prazeres da paixão, mas o desprazer do medo e da instabilidade. Amor saudável e duradouro não acelera o coração, mas acalma o cérebro. E essa paz é o que merecemos.
A Sophia no vídeo fala exatamente isso❤️

23/01/2026

Duas grandes atrizes numa novela de 1998 discutindo sobre um tema ainda bem atual.
Não só o tema atual, mas o preconceito, infelizmente, também. Cada vez mais recebo pessoas angustiadas por não sentirem desejo algum de ter filhos, mas que são constantemente cobradas sobre. Especialmente mulheres cujo « relógio biológico » parece ser monitorado por familiares, amigos, colegas e até desconhecidos. O texto do Maneco - que infelizmente nos deixou há pouco - é perfeito quando traz exatamente os argumentos com os quais pessoas que decidem, ou não ter filhos, ou adotar, são obrigadas a ouvir.

20/01/2026

Sendo bem direta? Um comportamento perverso e psicopático. Ausência de empatia, violação das normas sem culpa, prazer na transgressão/violência, desejo de poder e controle sobre a vida e o destino do outro. Assustador.

É a “Síndrome do Anjo da Morte”
Existem alguns casos mundialmente conhecidos de profissionais da saúde que causaram ou aceleram a morte de pacientes para se sentirem com poder absoluto sobre a vida da pessoa, prazer mórbido ao saber que provocou aquela dor para a família, tudo muito numa necessidade de satisfazer fantasias de controle absoluto sobre a vida de alguém. Bem doentio sim.

Pra essas pessoas, o paciente deixa de ser visto como sujeito e passa a ser percebido como objeto, número. Ou algo bem característico dos serial killers: mais uma vítima numa « coleção » de conquistas perversas. O prazer em fazer o mal e assistir sua repercussão.

O fato de serem três profissionais também chama atenção.
Na Psicologia dos grupos vemos fenômenos como: difusão de responsabilidade (“se todos fazem, não sou eu o culpado”), apoio mútuo ao comportamento e racionalização coletiva - algo que vai se tornando aceitável dentro do microgrupo.

Que essas pessoas sejam punidas e fiquem bem longe da sociedade que perversamente violaram da pior forma possível.

18/01/2026

O que faz esse participante do BBB repetir seguidas vezes sobre a traição que cometeu? E por que isso chama tanta atenção?
O participante Pedro tem sido bem comentado.
Não assisto o programa, mas surgiram aqui pra mim inúmeros vídeos sobre ele. São várias controvérsias envolvendo o participante, mas o que me chamou mais atenção foi a « insistência » dele em falar sobre a infidelidade dele.
Quando fala, demonstra dor, arrependimento e uma pretensa culpa. Na psicologia entendemos que a necessidade de repetir um mesmo fato para diferentes pessoas tem alguns significados.
Pra começar, o tom dele é sempre intenso e com frases muito semelhantes, quase decoradas.
O « arrependimento » se expressa de forma exagerada, com pausas dramáticas, voz embargada como se estivesse mais empenhado em convencer e comover quem assiste.
A repetição faz o discurso perder naturalidade e ganhar um aspecto ensaiado, dando a impressão de que o objetivo principal não é se redimir, mas influenciar a percepção do público para gerar empatia através do sofrimento e suposta redenção dele.
Ele também não parece se importar com o fato de estar expondo a esposa grávida a uma lembrança de um momento doloroso e que agora está exposto para todo o Brasil. Talvez ela não quisesse que o país soubesse que ela perdoou uma traição, mas o participante só olha o que a exposição pode trazer de benefício pra ele sem se importar com o sofrimento que pode gerar na outra pessoa envolvida e a verdadeira vítima da conduta dele.
O discurso dele manipula quando ele parece implorar para que empatizem com a dor dele, porque tudo parece ser só sobre ele, sobre a pretensa dor dele, sobre a questionável redenção dele.
Não vou dizer que ele é ruim ou bom. Ninguém merece ser reduzido à classificações assim, e ninguém carrega o direito de julgar o outro dessa forma, mas que o participante é autorreferente, egocentrado, manipulador e imaturo, podemos afirmar pelos recortes do que ele apresentou até agora.

Mais uma revista de excelência recebeu nosso artigo. Estudo realizado entre 2019 e 2020 no meu doutorado sanduíche na Un...
16/01/2026

Mais uma revista de excelência recebeu nosso artigo.
Estudo realizado entre 2019 e 2020 no meu doutorado sanduíche na Université Paris-Descartes (Paris V/l’Université Paris-Cité).

É sempre intenso pra mim lembrar daquela época. Acho que a palavra que descreve é essa mesma: intenso. Vivi profundamente aquele tempo.
Lembro dos rostos, gostos, cheiros, sons, saudades e a certeza de que tudo foi exatamente como tinha que ser. Momentos que estarão sempre lá (ou aqui em mim) numa fase memorável da minha vida pessoal e profissional. Sou grata a Deus, e ao meu esforço, por ter passado por tantas etapas tão difíceis e concorridas até conseguir a bolsa pra ir pra França.
Tudo que aprendi e todos que passaram por mim, estarão sempre aqui no meu coração (ou no meu hipocampo, pra ser mais precisa).
Feliz por hoje e pelas lembranças que essa conquista me traz🇫🇷

Relações saudáveis são uma das maiores prevenções em saúde mental. Vínculos seguros, desde que nascemos, são essenciais....
12/01/2026

Relações saudáveis são uma das maiores prevenções em saúde mental. Vínculos seguros, desde que nascemos, são essenciais. A partir do momento que podemos escolher tais vínculos, essa responsabilidade com nossa vida precisa ser levada a sério. Quando você olha ao redor sente que tem bons relacionamentos ? Bons amigos, amores, família? Entenda nos cards alguns critérios descritos em estudos📚

A importância do controle emocional essencial para todos os contextos da vida.
06/01/2026

A importância do controle emocional essencial para todos os contextos da vida.

Sobre controle emocional
06/01/2026

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