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Mestre e Doutorada em Psicologia
Especialista em Psicologia Clínica e Saúde - OPP
+35 anos Experiência em Psicoterapia Dinâmica
Consultas Online/Porto
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O Rastro das Vidas Cruzadas Há quanto tempo...Os cadernos e as letras adormeceram ausentes de um inverno arrumado.Prínci...
19/02/2026

O Rastro das Vidas Cruzadas

Há quanto tempo...
Os cadernos e as letras
adormeceram ausentes
de um inverno arrumado.

Príncipes e fadas soltaram as mãos,
deixaram de ser destino ou assombro,
para serem apenas um eco de um livro
que o tempo parou de contar.

As casas redesenharam-se em tons de agora,
em gestos que fluem numa nova cadência;
redescobrem o espaço e inventam
um novo modo de habitar.

Os brinquedos, outrora vivos de riso,
são agora cidades mudas em caixotes.
Dormem num empilhar de tempos imprecisos,
guardados na penumbra do esquecimento.

Já não há o apelo que a porta anuncia,
o nome da mãe ficou suspenso no ar.
O regresso faz-se agora num passo lento,
num silêncio que cresce e se faz maior.

A casa ainda é o porto, o chão seguro,
mas o mundo lá fora, vasto e futuro,
é um desafio onde o céu se faz sonho
e se percorre.

Escutamos o silêncio em gabinetes,
acalentando anseios em cada palavra.
Mas um dia, bem o sabemos, fecham-se
as portas, as luzes apagam-se.

As mães e os meninos levam consigo
a voz que se inventa, são sombras de luz
num avesso de vidas cruzadas.

O horizonte devolve-lhes o olhar e o caminho:
o traço seguro de quem aprende a ser.
Enquanto em mim, a vida se renova,
na luz desmedida de um novo dia.

Marta Baltar

22/01/2026
04/01/2026

Renascer 🌾

Há amor que nasce como flor da manhã,
num brilho de orvalho e luz.
É riso de água doce, correndo livre,
sem pressa; um olhar onde o mundo
se abre e a vida parece ser promessa.

Há amor que se fez sombra, cerco
e máscara; é o peso que a vida
suspende, em silêncios e medos.
É um amor que apaga quem o sente,
deixando um rasto de dor e pó, na vida
que se perde, ausente.

E há amor de entrega por inteiro,
num despojamento que liberta,
onde a entrega é uma escolha, é o risco
de quem f**a na voz que prega e não recua.
É ser trigo que morre na terra para que em pão
se converta...

Marta Baltar

Poeta LoucoMediteis num bosque solitário,poeta, e quereis habitar o voo das torres.Vossos balões são feitos de borboleta...
04/01/2026

Poeta Louco

Mediteis num bosque solitário,
poeta, e quereis habitar o voo das torres.
Vossos balões são feitos de borboletas,
tingidos com o sopro do anil.

Lá em baixo, os homens traçam
o vosso destino com régua e compasso,
sob o veredito de chumbo e de sombra.
Olhem e dizem: "é desatino!".

Mas vós rides com a frescura das fontes,
tecendo fios de orvalho e luz para enlaçar
o voo incerto do vosso destino.

Não há muros que confinem vossa mente,
pois bebeis a luz em taças de vento.
E no limite da pedra, onde a razão termina,
vossa alma no infinito se abisma.

Na loucura de viver cada instante,
entregas vosso corpo à imaginação.
O voo é o poema... a queda o abismo.

Marta Baltar

02/01/2026

Aço sob o Luar 🌜

O olhar, outrora porto,
fez-se agora deriva.
Taz o brilho cortante
do aço sob o luar.

E quando em ti repousa,
não aquece - gela.
É um toque de um astro
feito de distância.

Estranho astro,
desenhando órbitas de nada
no vazio do que ficou
por dizer.

Uma ausência densa
que se tornou palpável.
Um segredo mudo
que se tornou indizível.

Onde o horizonte se apaga
e o tempo deixa de ser,
desenha uma porta no nevoeiro
e caminha para dentro de ti.

Marta Baltar

01/01/2026

Cidade de Cristal 💥⚡

Os prédios esticam braço de luz
para tocar o infinito, cobrindo a cidade
com um manto de néon alucinante.

Há torres tão altas que riscam o escuro;
o céu deixa cair um brilho de ouro
e pó de estrelas.

Nova Iorque é vitrine de ilusões;
mãos tecem o tempo em rituais
de embrulhos e fitas de seda.

O abraço deu lugar à cifra e o rio,
onde o sonho nascia, foi soterrado
por um asfalto feito de posses urgentes.

Cada objecto é um ladrão silencioso;
o tempo esvai-se deixando-nos
na penumbra do instante.

Há que libertar o que foi embrulhado de véspera,
permitindo que o espaço respire e o metal
se perca numa dança vertiginosa de vazios.

Eis o homem vitrine: um museu de vaidades frias,
marcado pelo tique-taque de pulsos dourados,
deixando um rasto de perfume volátil no ar.

Os objetos ganharam vida e voz, gritando
que a alma não passa de uma prateleira
de quimeras...

Um jogo cuja última peça é sempre
a que faz falta.

O que é um rio sem margens, nem foz?
Um horizonte erguido em muros
que, em vez de abrir, aprisiona...

Há que ter coragem de silenciar
os ponteiros do relógio e reinventar
o sentido para a caminhada.

Não é o brilho que ofusca, é uma chama
que, ao arder, nos transforma e se eterniza
no tempo.

Votos de umas Festas Felizes e de um Bom Ano Novo💫
26/12/2025

Votos de umas Festas Felizes e de um Bom Ano Novo💫

Votos de um Feliz Natal 🌲💫⭐
23/12/2025

Votos de um Feliz Natal 🌲💫⭐

Bion diz que “os mitos são os sonhos da humanidade” e o Natal constitui-se inequivocamente como mito da origem da vida. ...
19/12/2025

Bion diz que “os mitos são os sonhos da humanidade” e o Natal constitui-se inequivocamente como mito da origem da vida. Condensando as fantasias originárias, remete ao mito familiar pessoal e ao mundo interno enquanto narração mítico-onírica...
A reunião familiar celebra a infância como paisagem-matriz da nossa história, reforçando ciclicamente os laços familiares como rede estruturante de afetos...
O presépio configura a triangulação-psíquica-originária e o enigmático mistério da vida. O menino Jesus “nas palhinhas deitado”, retrata nitidamente tanto a desejável narcisação inicial do bebé – his majesty the baby -, como a dificuldade posterior de abandonar a posição narcísica de “adoração”... A troca de presentes promovendo o dar e receber num vasto espectro de tonalidades, simboliza os bons recursos – “mirra, incenso e ouro” – nas trocas eu/outro, mundo interno/externo. A construção desse espaço intermediário vai tecendo o laborioso fio das ligações amorosas.
O benevolente pai Natal, adivinhando e realizando magicamente os nossos desejos, envia à ilusão onipotente e estruturante dos primeiros estágios do desenvolvimento. Acompanhado por personagens fantásticos – elfos, gnomos e renas voadoras – habita o “Polo Norte”, só alcançável pela imaginação, favorecendo a criação da área da fantasia/pensamento, entre o prazer e a realidade. A sua entrada pela chaminé da casa – imaginada, mas nunca vista! – ilustra tanto a cena primitiva e a dor da exclusão edipiana, como o próprio nascimento.
A ceia natalina, pasto mental de iguarias, reanima o calor oral da relação precoce, fonte da vida psíquica. As fundadoras trocas emocionais da alimentação na díade mãe-bebé, posteriormente expandidas – mãe-bebé na família – e rotineiramente atualizadas à mesa, são aqui elevadas ao apogeu. Finalmente, o pinheiro de natal traz de tempos ancestrais, marcando o solstício de inverno (hemisfério norte), a esperança num novo ciclo da natureza. A sua folha perene associada à vitalidade, as velas-luzinhas convocando o sol nos dias mais curtos do ano e as bolas-maçãs convidando férteis colheitas, despertam a esperança na renovação, confortando do inerente “frio” da vida. A decoração acolhedora da casa, revela o desejado e desejável encontro estético e fecundo das relações.

A. Melicias

A poesia, enquanto forma de arte, tem um poder catártico e regenerador na vida das pessoas, estimulando um espaço de vid...
12/11/2025

A poesia, enquanto forma de arte, tem um poder catártico e regenerador na vida das pessoas, estimulando um espaço de vida e renascimento. 🌾

Um Presente Inesperado

Desembrulho o livro de poesia
que me ofereceste,
escolhido criteriosamente
por ti, meu filho.

Um presente inesperado,
sem rituais, nem celebrações formais,
oferecido num gesto terno e singelo
que cria surpresa e magia!

E faz parar o tempo...

A sucessão de dias iguais,
sem cor, nem emoção,
em que apenas a ira da natureza
causa assombro e espanto!

Deliciada, abro o livro de poemas.
As páginas são amarelas,
de um amarelo pálido
que não fere meus olhos.

A minha mão desliza docemente
pelas páginas do livro,
sentindo em meus dedos a textura
suave e sem brilho do papel.

Cada página é um poema
que me embala...
Num despertar sereno,
naquela manhã branda de inverno.

Alguns poemas são enigmáticos,
quase impenetráveis,
conduzindo-me a interditos
que nem ouso desvendar...

Poemas enigmáticos...
Que pulsam em minha mente!

E nestes momentos de quietude,
em que saboreio um café forte
e a beleza efémera de um poema,
lido sem pressa...

Sinto-me viva e renasço
em cada poema,
onde as palavras me envolvem
sem saberem de minhas dores.

Marta Baltar

29/08/2025

Vive-se num mundo globalizado, mas com falta de vínculos, numa escravatura virtual de corresponder a um ideal, de preencher um vazio. Nesta sociedade, onde tudo f**a mediatizado - a que Débord denominou de "sociedade do espetáculo" e Lasch de "cultura do narcisismo" - instalam-se o individualismo, a omnipotencia e a ilusão de controlo infantil.
O indivíduo f**a ou instala-se na incapacidade de sonhar, de imaginar uma relação objetal, de construir uma narrativa amorosa (Coimbra de Matos).
Um sujeito assim, desprovido de inter-subjetividade, desvela-se frágil e omnipotente, de um Eu fragmentado, com falta de profundidade e de estruturação. É um nómada, salta de um perfil para o outro. É um sujeito sem limites e sem formas.
A fragilidade, deste sujeito, foi tomando direção para uma busca infinita de satisfações de desejos incentivada pelo consumo de massa e os meios de comunicação. Com efeito, o vazio e o deserto passaram a ser estratégias das sociedades livres. Quanto mais vazio, mais desejo; quanto mais escolhas, mais liberdades. A loucura hipermoderna plasma em conjunto o vazio e o excesso, a era paradoxal.

S. VeigaI; H. LopesII; D. Figueiredo

25/08/2025

“Matar o pai”

Há filhos que rivalizam de forma aberta. Muitos, competem com os pais como se precisassem de ser grandes (de preferência, sempre maiores que os pais). Alguns, precisam muito de ir desqualif**ando muitos aspectos dos pais, confundindo ironia com sarcasmo, levando-os a minimizar, a desvalorizar ou a ridicularizar os pais com frequência. Como se fizessem quase questão de não se identif**ar com eles. Ignorando a gratidão, a admiração, a bondade ou o amor dos pais por si. Como se tudo o que tivesse a ver com os pais fosse, à escala das suas referências de hoje, só mau.

Esses são os filhos para quem “matar o pai”, simbolicamente, não é destruí-lo, para f**ar com o seu poder. Mas também não é “matar os lados chatos” do pai, como os adolescentes fazem quando deixam de falar com ele dois dias, por mais que o admirem perdidamente. É, sobretudo, ignorar, rivalizar de forma doentia, ou desqualif**ar o pai.

Mas há formas mais subtis de ir “matando o pai”. Sem nunca rivalizar de forma aberta com ele, trata-se de o ir anulando nas suas vidas. Esta forma mais suave de “matar os pais” passa, por exemplo, pelo modo como os filhos se barricarem na sua vida profissional para assumirem que têm impedimentos-mil que os impedem de cuidar dos pais. E cuidar pode signif**ar, só, falar todos os dias com eles, enviar uma mensagem, ser-se carinhoso ou empático com aquilo que os pais estão a viver. Por outras palavras, os descuidos acumulados com que os filhos se relacionam com os pais traduzem atitudes de desamparo, de desinteresse ou de indiferença em relação à vida dos pais. E, por conseguinte, uma forma de os ir excluindo das suas vidas, devagarinho. “Matando-os” aos poucos, portanto.

“Matar o pai” - que leva inúmeras pessoas a dizer, abertamente, que querem ser tudo menos iguais ao pai ou à mãe - representa um falhanço nos movimentos de identif**ação e de autonomia em relação aos pais. Um distanciamento defensivo. Uma deslealdade. “Matar o pai” é transformar um dos pais n’ “O obstáculo” que impede de se ser quem se é. “Matar o pai” é o melhor que existe para não se crescer.

Eduardo Sá

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